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CASAL E PRESO

Casal é indiciado pela Polícia Civil por aplicar golpes que chegam a quase R$ 600 mil em Palmas

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Investigações realizadas pela 1ª Delegacia de Palmas, sob o comando dos delegados Gustavo Henrique da Silva Andrade e Ronie Esteves, resultaram no indiciamento de um casal pelo crime de estelionato, na Capital. Conforme explica o delegado-chefe da 1ª DP, Gustavo Henrique, as investigações apontaram que os indiciados, sendo um homem de 46 anos e uma mulher, de 37, eram proprietários de uma construtora de imóveis residenciais, captavam clientes, recebiam valores de entrada e não realizavam a obra contratada.

“No decorrer das investigações, ficou constatado que em alguns casos, para induzir as vítimas em erro e manter o engodo, os investigados limpavam o terreno e colocavam poste de energia para dar aparência de início das obras”, explicou o delegado Gustavo Henrique.

Por meio das investigações também foi possível apurar que os golpes somam prejuízo às vítimas em mais de R$590 mil. “Esse montante foi o que conseguimos apurar até o presente momento, no entanto, as investigações terão continuidade a fim de que a Polícia Civil possa descobrir se existe mais vítimas desse casal, que já atuava a algum tempo em Palmas”, frisou a autoridade policial.

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Conforme informaram os Delegados de Polícia Ronie Esteves e Gustavo Henrique da Silva Andrade, a ação policial é de grande importância para reprimir a atuação de falsos construtores no mercado imobiliário de Palmas, que se encontra em crescimento. “A casa própria é o sonho de grande parte dos brasileiros, e esse casal via nisso a chance de desviar a poupança às vezes da vida de uma família. Com esse indiciamento, esperamos restabelecer a ordem, punir os responsáveis e ressarcir às vítimas “, frisou o delegado Gustavo Henrique.

O Inquérito Policial foi finalizado e encaminhado à Justiça, tendo o Ministério Público já oferecido denúncia para início da Ação Penal em desfavor do casal de golpistas.

 

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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