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Acusados de feminicídio são presos pela Polícia Civil em Dianópolis

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A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 8ª Delegacia Regional de Dianópolis, prendeu na tarde desta terça-feira, 16, um homem de 28 anos, o qual é suspeito pela prática do crime de feminicídio, ocorrido em maio de 2021 na cidade. Ele é ex-cunhado da vítima e teria ajudado o irmão, de 33 anos, ex-companheiro da vítima, na execução do crime.

O suspeito foi capturado mediante cumprimento a mandado de prisão preventiva, expedido pela Vara Criminal da cidade.

O crime

Por meio de um intenso trabalho investigativo, a Polícia Civil indiciou dois irmãos pela prática do bárbaro crime. Após oferecimento da denúncia, a prisão preventiva dos dois foi decretada. De posse dos mandados, os policiais realizaram diligências e localizaram os irmãos na zona rural de Dianópolis, cerca de 50km da cidade.

O primeiro, de 33 anos, e ex-companheiro da vítima foi preso na última segunda-feira, 15, e o segundo foi capturado nesta terça-feira, 16. Após a prisão, ambos envolvidos foram apresentados na 14ª Central de Atendimento da Polícia Civil em Dianópolis para as providências legais e, em seguida, recolhidos à Unidade Penal local onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

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Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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