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Tocantins reduz 40% da área queimada, 25% dos focos de calor e cai para a sétima posição no ranking nacional de queimadas em 2023

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Na próxima quarta-feira, 22, a Defesa Civil Estadual vai apresentar o relatório final das atividades desenvolvidas pelos órgãos parceiros do Comitê Estadual do Fogo, ao longo de 2023. O evento será realizado no Auditório do palácio Araguaia, Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, às 10h. Na oportunidade também será realizada a abertura do I Seminário Estadual Sobre Manejo Integrado do Fogo, idealizado pela Defesa Civil Estadual, CBMTO, Naturatins e SEMARH, apoiados pelo WWF.

Demonstrando estabilidade no enfrentamento às queimadas, Tocantins reduziu 40% da área queimada, 25% dos focos de calor e caiu para a sétima posição no ranking nacional de queimadas em 2023. O relatório trará os resultados das ações de prevenção, controle e combate às queimadas e incêndios florestais, além das ações de fiscalização realizadas ao longo do ano.

O Comitê Estadual de Prevenção e Controle às Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais contou com 28 instituições e tem a sua Coordenação Geral feita pelo Comando de Ações de Defesa Civil (Codec).

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As ações, em 2023, iniciaram em março, com a reunião de abertura e aprovação do plano de ação e se estenderam até o final do período de estiagem, quando inicia o período de chuvas, e cessam as ocorrências de incêndios florestais.

I Seminário Estadual sobre Manejo Integrado do Fogo – O evento é destinado aos agentes das instituições que compõem o Comitê do Fogo e demais órgãos estaduais ou municipais que atuam na prevenção e combate aos incêndios florestais, pois destaca as ações do comitê no ano de 2023, bem como, apresentará resultados relativos à prática do Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Estado do Tocantins e a experiência do Estado do Mato Grosso do Sul na implementação e regulamentação MIF.

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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