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SENADOR EDUARDO GOMES

Senador Eduardo Gomes viabiliza R$ 7.054.225 para a saúde de 26 municípios do Tocantins

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Mais de R$ 7 milhões foram destinados à saúde pública de 26 municípios do Tocantins por articulação do vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes. O montante, reforça o custeio da Atenção Primária (PAB) e da Média e Alta Complexidade (MAC), ampliando a capacidade de atendimento nas redes municipais.

Foram beneficiados com incremento do PAB os municípios de Bandeirantes, Bernardo Sayão, Brejinho de Nazaré, Cachoeirinha, Carmolândia, Caseara, Chapada da Natividade, Chapada de Areia, Conceição, Darcinópolis, Fátima, Goianorte, Ipueiras, Itapiratins, Pau d’Arco, Peixe, Riachinho, Sandolândia, Santa Maria, São Valério, Luzinópolis, Taipas, Tocantínia e Tupiratins.

Na Média e Alta Complexidade (MAC), receberam recursos os municípios de Goiatins e Taguatinga. Os valores variam entre R$ 200 mil e R$ 1.753.538,00 por município, conforme a modalidade e a necessidade local.

Eduardo Gomes destacou que a destinação busca assegurar funcionamento regular das unidades e fortalecimento da rede local. “Estamos garantindo recursos diretos para que os municípios do Tocantins mantenham suas unidades funcionando, ampliem atendimentos e reduzam a pressão sobre serviços de maior complexidade. É investimento estruturante para a saúde pública”, afirmou.

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Os recursos foram liberados pelo Ministério da Saúde no mês de janeiro deste ano.

O que é PAB e MAC

O PAB é o recurso destinado ao custeio da Atenção Primária à Saúde, que inclui atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), consultas médicas, acompanhamento de gestantes, vacinação e ações preventivas.

Já a MAC é a verba direcionada a procedimentos e serviços especializados, como exames, cirurgias, atendimentos hospitalares e serviços ambulatoriais de maior porte.

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TOCANTINS

Impulsionado pelo Governo do Tocantins, setor mineral movimenta R$ 2 bilhões e fortalece a economia do estado

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A mineração tem impulsionado a economia e atraído novos investimentos no Tocantins, potencial que vem se consolidando por meio de ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da atividade. Conforme a Agência Nacional de Mineração (ANM), o setor movimentou R$ 2 bilhões em 2025, com destaque para a extração de ouro, esmeraldas, calcário, fosfato, gipsita, ferro, manganês, quartzo, granada e materiais para construção civil. A ANM também aponta que foram arrecadados R$ 35,42 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) em 2025, contra R$ 30,28 milhões em 2024, crescimento de cerca de 17%. Ainda segundo a Agência, o Tocantins possui 117 empresas em operação na extração de diversas substâncias, sendo 39 diretamente envolvidas no setor mineral, responsáveis por mais de 4 mil empregos e com investimentos projetados em R$ 4 bilhões até 2027. Os números evidenciam a expansão da atividade e seu impacto no desenvolvimento econômico de municípios como Monte do Carmo e Almas.

Diante desse cenário, o Governo do Tocantins tem adotado medidas para fortalecer o setor mineral. Entre as iniciativas está a criação do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Desenvolvimento Mineral (GT Minerato), coordenado pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics). O grupo reúne órgãos estratégicos da administração estadual para articular políticas públicas destinadas à ampliação da competitividade da mineração, ao fortalecimento da segurança jurídica e à atração de novos investimentos. Como parte dessa estratégia, o Estado também lançou o primeiro curso técnico em mineração, voltado à formação de mão de obra especializada para atender à crescente demanda do setor.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou o potencial mineral do estado e as ações adotadas para fortalecer a área de mineração. “O Tocantins tem um grande potencial mineral e o objetivo do nosso governo é criar as condições para que esse setor se desenvolva de forma organizada, com segurança jurídica e geração de oportunidades para a população. A criação do grupo de trabalho, por exemplo, e o investimento em qualificação profissional demonstram o compromisso em estruturar a mineração para o desenvolvimento econômico”, ressaltou o chefe do Executivo.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), em 2025, municípios tocantinenses receberam R$ 18,78 milhões em distribuição da CFEM. As cidades que mais recolheram recursos foram Almas (R$ 15,80 milhões); Bandeirantes (R$ 5,79 milhões); Xambioá (R$ 3,40 milhões); Natividade (R$ 2,52 milhões); e Taguatinga (R$ 1,48 milhão). Entre os municípios que mais receberam a distribuição da CFEM em 2025, lideram Almas (R$ 8,42 milhões), Bandeirantes do Tocantins (R$ 2,97 milhões), Xambioá (R$ 1,90 milhão), Natividade (R$ 1,30 milhão) e Taguatinga (R$ 781 mil).

No comércio exterior, o ouro é atualmente o principal vetor mineral do estado. No primeiro bimestre de 2025, o Tocantins exportou cerca de 374 kg do metal, com faturamento de US$ 30,72 milhões. No acumulado do ano, o estado registrou US$ 3,048 bilhões em exportações totais, sendo que o ouro respondeu por 1,9 tonelada exportada e por 6,5% das vendas externas. De acordo com a ANM, a atividade mineral já se expande por 56 municípios tocantinenses, promovendo desenvolvimento econômico em âmbito local e regional.

O estado também possui 119 requerimentos de lavra garimpeira, 92 autorizações de pesquisa, 812 cessões de direito e 112 licenciamentos, além de 117 empresas em operação de extração de diversas substâncias. Para estimular o setor, o Governo do Tocantins mantém incentivos fiscais por meio do Programa de Industrialização Direcionada (Proindústria), voltado à atração e à instalação de indústrias no estado.

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Grupo de trabalho e qualificação profissional

O Grupo de Trabalho Interinstitucional de Desenvolvimento Mineral do Tocantins (GT Minerato) foi instituído por decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) em 26 de fevereiro. Coordenado pela Sics, o grupo tem como objetivos articular e integrar ações entre órgãos para fortalecer o setor mineral, aprimorar o ambiente institucional e regulatório e ampliar a competitividade ligada à mineração.

A iniciativa reúne órgãos como Procuradoria-Geral do Estado do Tocantins (PGE); Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz); Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan); Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto); Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins); e Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins). O Governo estadual também busca equilibrar o desenvolvimento da mineração com a segurança ambiental e social, garantindo que a expansão do setor ocorra de forma planejada, sustentável e responsável.

O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Milton Neris, enfatizou que a iniciativa busca unir os órgãos governamentais e criar um ambiente mais seguro e competitivo para os investimentos. “O Tocantins vive um momento estratégico para consolidar o setor mineral como uma alavanca de desenvolvimento regional. Estamos estruturando uma agenda que combina planejamento, previsibilidade e segurança jurídica, para que a mineração avance com responsabilidade socioambiental e gere resultados concretos para a população. O nosso foco é organizar processos, integrar os órgãos do Governo em uma atuação coordenada e criar um ambiente de negócios mais eficiente, capaz de atrair investimentos e fortalecer cadeias produtivas ligadas ao setor, com mais emprego e renda”, afirmou.

Paralelamente, o Governo do Tocantins, por meio da Ameto, lançou o curso técnico em mineração do estado, com 420 vagas distribuídas em 14 municípios. A iniciativa é resultado de parceria com o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e terá duração de 18 meses, combinando formação teórica e prática alinhada às necessidades do mercado. A formação foi estruturada em três módulos de qualificação: Operador de Mina; Amostrador e Beneficiador de Minérios; e Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineração, ampliando as oportunidades de capacitação e inserção profissional no setor.

Mineração em Monte do Carmo

O Tocantins está prestes a receber um dos maiores investimentos no setor mineral com a implantação do Projeto Monte do Carmo, na região central do estado. A iniciativa, da empresa Hochschild Mining, conta com investimento de cerca de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,4 bilhão) para a construção da unidade mineradora, com potencial de gerar até 2 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para o fortalecimento da economia e a dinamização da cadeia produtiva mineral.

O empreendimento abrange cerca de 82 mil hectares de concessões minerais, com recursos de ouro já identificados por meio de estudos e programas de perfuração. O projeto também conta com infraestrutura estratégica na região, como acesso por rodovia pavimentada e proximidade com a cidade de Palmas e a Usina Hidrelétrica Isamu Ikeda, fatores que reforçam o potencial do Tocantins para atrair novos investimentos e consolidar a mineração como vetor de desenvolvimento econômico.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de pesquisa e desenvolvimento inicial, com atividades voltadas à exploração, à pesquisa geológica e à realização de testes metalúrgicos em laboratório e em escala considerada piloto. Esses estudos permitem analisar as características do minério e definir a rota de processo, etapa que orientará o modelo de processamento mineral da futura operação. Paralelamente, a equipe técnica desenvolve a engenharia conceitual do empreendimento, que servirá de base para as próximas fases de engenharia básica e detalhada.

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“O projeto Monte do Carmo representa um investimento relevante que pode contribuir para o fortalecimento da economia local e para a geração de oportunidades no Tocantins. A chegada de um empreendimento dessa magnitude tende a movimentar a cadeia produtiva, estimular novos negócios e ampliar as perspectivas de desenvolvimento para a região, sempre com o compromisso de conduzir suas operações com responsabilidade e planejamento de longo prazo”, explicou Ediney Drummond, Country Manager da Hochschild Brasil.

Mineração em Almas

No município de Almas, localizado na região sudeste, a atividade mineral também é destaque. Conhecida como capital do ouro, a cidade abriga o projeto de mineração da empresa Aura Minerals, em operação, que tem impulsionado a economia local com a geração de empregos, qualificação da mão de obra e dinamização da atividade socioeconômica. A iniciativa também contribui para a criação de novas oportunidades de negócios e o fortalecimento de setores como o turismo e o comércio, ampliando os impactos positivos da mineração para o município e toda a região, com apoio do Governo do Tocantins às ações de desenvolvimento econômico.

Diante da demanda por profissionais, em 2025, a Escola Estadual Girassol de Tempo Integral Agropecuário de Almas passou a oferecer o curso técnico em Mineração, em parceria com a empresa. A formação inclui aulas teóricas e práticas, visitas técnicas à mineradora e atividades em laboratório, preparando os estudantes para oportunidades de trabalho na região. A diretora da unidade, Luciana Castro de Andrade, destacou que a presença da atividade mineral tem ampliado o interesse dos jovens. “Aumentou a busca por empregos, capacitação e informações sobre o setor. O curso tem duração de três anos, em que os alunos têm aulas teóricas e práticas; visitas técnicas à mineradora; e palestras com profissionais da área e atividades em laboratório, o que é muito importante para a qualificação local e as oportunidades de empregos”, explicou a educadora.

Luma Silva Avelar, de 15 anos, estudante do 2º ano e integrante da primeira turma do curso, conta que escolheu a formação pelas oportunidades de emprego e pela influência da família. “Temos visitas técnicas frequentes à mineradora e atividades em laboratório, o que ajuda muito no aprendizado”, relatou.

A estudante Rhaylla Rodrigues Ribeiro da Silva, também de 15 anos e do 2º ano do curso técnico em Mineração, afirma que escolheu a área pela curiosidade e pelas possibilidades profissionais. “A prática ajuda a entender como funciona a atividade e os equipamentos. Quero conseguir um bom emprego como técnica”, destacou.

Além do curso técnico, a escola desenvolve, em parceria com a mineradora e os alunos de Agropecuária, um projeto de reflorestamento com espécies nativas para proteção de nascentes e ampliação da mata ciliar. O professor e coordenador Arialdo Castro reforçou que a iniciativa tem foco na preservação da nascente Vidá, localizada no colégio. “Já conseguimos reflorestar uma área significativa ao redor da nascente”, explicou.

Com grande potencial mineral e novos investimentos em fase de implantação, o Tocantins se consolida gradualmente como uma nova fronteira mineral no país. A combinação entre potencial geológico, políticas de incentivo e qualificação profissional aponta para um cenário de expansão, com impactos na geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico.

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