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Secult e UFT dialogam sobre elaboração de dossiê das Taieiras e dos Congos do Tocantins

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Cultura, pesquisa e preservação. Esses foram os temas norteadores da reunião realizada entre representantes da Secretaria Estadual da Cultura (Secult) e da Universidade Federal do Tocantins (UFT) na tarde desta quarta-feira, 26, oportunidade em que as instituições dialogaram sobre o andamento da pesquisa voltada ao estudo das Taieiras e dos Congos, manifestações culturais presentes nos Festejos de Nossa Senhora do Rosário, no município de Monte do Carmo, e de extrema importância e valor cultural para a memória do Tocantins.

A pesquisa é fruto de uma parceria entre a Secult e a UFT e dará origem a um dossiê sobre essas manifestações da cultura popular local. A partir desses estudos, será possível sistematizar informações e conhecimentos acerca dos temas, um trabalho minucioso, que envolve não apenas um estudo bibliográfico, mas a coleta de dados e as pesquisas de campo no município. Além do dossiê, o resultado do estudo também oportuniza o desenvolvimento de um documentário com cerca de 15 minutos de duração.

“Para nós, essa parceria com a UFT, viabilizada com interveniência da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins, é de suma importância, porque possibilita um estudo completo dessas manifestações culturais, com toda a expertise de professores e pesquisadores da instituição, o que contribui para a preservação da memória, da história e da cultura do nosso estado. Estamos ansiosos para a conclusão do projeto”, disse o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secult, Antônio Miranda.

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De acordo com a professora da UFT, Noeci Carvalho Messias, que coordena o estudo em desenvolvimento, “a pesquisa já tem cerca de 90% do trabalho concluído. Alguns produtos, como o documentário e um catálogo fotográfico que acompanhará o dossiê já estão prontos. Estamos quase finalizando a escrita, que é a parte mais densa, e a gente espera muito concluir esse trabalho agora em março”, contou.

Após a conclusão da pesquisa, a ideia é que seja realizado um momento de devolutiva para a comunidade do município onde essas manifestações culturais são realizadas, para que esta tenha acesso aos resultados obtidos e organizados no estudo, o que poderá contribuir ainda mais com a valorização da cultura local.

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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