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37º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Projetos de Mateiros e Natividade são premiados no 37º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

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Duas iniciativas culturais do Tocantins foram contempladas no 37º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com o tema “Visibilidade de Gênero na Economia do Patrimônio”, o prêmio selecionou 18 ações em todo o Brasil, cada uma recebendo R$ 30.000,00. De Mateiros, o projeto vencedor foi “Dona Miúda Memórias – Centro de fortalecimento da identidade e das tradições da comunidade Mumbuca (TO)”, proposto por Railane Ribeiro da Silva. Já de Natividade, a iniciativa selecionada foi “Ninho de Suceiras”, da Associação de Arte Ninho Cultural.

Vencedora na Categoria 1, destinada a pessoas físicas e grupos ou coletivos não formalizados, a iniciativa “Dona Miúda Memórias” promove a salvaguarda do patrimônio cultural da comunidade Mumbuca, localizada na zona rural de Mateiros, na região do Jalapão. Entre as atividades desenvolvidas estão oficinas, eventos culturais, parcerias com a Escola Quilombola e divulgação do artesanato local, como o capim dourado com palha de buriti. A ação é voltada para os 300 moradores da comunidade e para turistas, contribuindo para a transmissão de saberes e valorização da identidade local.

“Fiquei muito feliz com o prêmio e com o reconhecimento, porque a gente vai acabar sendo um ponto de cultura, no lugar que eu fiz a homenagem à Dona Miúda, em homenagem a ela pela sua importância com o artesanato. É uma coisa que eu comecei por amor, porque eu sou fã da história da minha comunidade, fã da minha avó, por deixar tanto legado, e isso vai dar um reconhecimento muito grande pra minha vivência. A expectativa é grande de melhorar ainda mais o meu espaço, onde eu fico com muito amor e carinho”, comemorou a premiada em primeiro lugar, Railane Ribeiro da Silva.

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Já o projeto “Ninho de Suceiras”, premiado na Categoria 2, que abrange cooperativas, associações, microempreendedores individuais e microempresas, realiza um trabalho de educação patrimonial sobre a suça, manifestação cultural de origem africana presente em Natividade. A ação destaca o protagonismo de meninas e mulheres negras na preservação dessa tradição, e resultou na produção de um amplo material artístico-pedagógico. Entre os resultados estão um webdocumentário interativo, que reúne vídeos, fotos e textos para contar a história da suça sob a perspectiva feminina, e um livreto distribuído gratuitamente em escolas, universidades e instituições culturais em todo o país. Além disso, foram produzidos dois documentários: “Mãe Ana: histórias e memórias de um grupo de suça”, com depoimentos de mestres da cultura e apresentações do Grupo Mãe Ana; e “Suça é mais que dança, é história”, destacando o Grupo Tia Benvinda, formado por crianças e adolescentes das escolas de Natividade. O projeto também gerou uma tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), desenvolvida pela representante da associação, Liu Moreira, que aprofunda o estudo sobre o corpo feminino negro na suça de Natividade.

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“Me sinto emocionada em receber esse prêmio, que é a valorização de um projeto que foi feito por três mãos femininas [Mestra Felisberta Pereira da Silva e Professora Verônica]. Eu acredito que é fundamental essa valorização do protagonismo feminino, negro, para a história da cultura do Tocantins. Nós temos mulheres fortes e mulheres que carregam a cultura, transmitindo esse saber, ensinando para o próximo. O título do projeto, Ninho de Suceiras, representa essas mulheres que são verdadeiras mulheres pássaros que acolhem as pessoas em seus ninhos de tradições, ensinam e transmitem essa tradição ao próximo, para que essa tradição não morra e para que ela continue sempre se perpetuando e cada vez numa constante transformação, simbolizando o que tem de mais rico no Tocantins, que é o povo”, disse Liu.

Ao todo, o prêmio recebeu 274 inscrições no Brasil, das quais 244 foram habilitadas para a etapa estadual. Após análise técnica e seleção nacional, 30 finalistas chegaram à fase final, onde foram definidos os vencedores. Os projetos vencedores representam 13 estados, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, cada uma com cinco iniciativas premiadas. Das 18 ações, seis foram propostas por associações; quatro por pessoas físicas; três por grupos ou coletivos não formalizados; dois por microempreendedores individuais; dois por demais empresas e institutos privados e uma por entidade da administração pública federal.

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Projeto piloto de identificação neonatal atende 28 recém-nascidos e emite primeiras carteiras de identidade no Tocantins

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) concluiu, neste domingo, 31, o projeto piloto de identificação neonatal realizado no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas. Durante os três dias de ação, realizada por meio do Instituto de Identificação, 28 recém-nascidos passaram pelo processo de cadastramento biométrico e duas Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas e entregues às famílias.

A iniciativa teve como objetivo avaliar a tecnologia e os procedimentos necessários para a implantação da identificação civil desde os primeiros dias de vida. Ao longo da ação, equipes do Instituto de Identificação realizaram a coleta de dados biométricos dos bebês, incluindo imagens faciais, perioculares da íris e impressões digitais, além da análise dos fluxos de atendimento e da integração dos sistemas utilizados.

O projeto permitiu testar, em ambiente real, as etapas do cadastramento biométrico neonatal, desde o atendimento aos pais e responsáveis até a captura das informações necessárias para a emissão do documento de identidade.

Para a diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro Tonon, os resultados alcançados demonstram a viabilidade da iniciativa e reforçam a importância da identificação civil ainda nos primeiros dias de vida. “Os resultados foram positivos e confirmaram a viabilidade da identificação neonatal no Tocantins. Já estamos em processo de aquisição do sistema para ampliar essa iniciativa. Além de garantir o acesso à documentação civil desde os primeiros dias de vida, a biometria neonatal representa um importante avanço na segurança dentro das maternidades, contribuindo para prevenir situações como a troca e tráfico de bebês, além de fortalecer a identificação dos recém-nascidos”, destacou.

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