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Programa Jurisdicional de REDD+

Programa jurisdicional de REDD+ percorre o estado e já colheu demandas em 26 oficinas participativas

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As oficinas participativas do Programa Jurisdicional de REDD+ seguem mobilizando povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e instituições públicas no Tocantins, reunindo diferentes setores no debate sobre mudanças climáticas, mercado de carbono florestal, repartição de benefícios do programa Jurisdicional de REDD+ e desenvolvimento sustentável.

Promovido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), o processo de consulta livre, prévia e informada (CLPI) acontece com diferentes segmentos da sociedade sobre o REDD+ (Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal), com a participação de povos indígenas,de comunidades tradicionais e da agricultura familiar.

Desde o início das atividades de consulta do Programa Jurisdicional de REDD+ no Tocantins, já foram realizados eventos direcionados aos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, ao setor agroprodutivo e atividades voltadas ao fortalecimento institucional com órgãos do Estado. Destes, 14 aconteceram para Povos Indígenas, 6 para Agricultura Familiar, além de outras 3 para o setor agroprodutivo e 3 eventos para Fortalecimento Institucional. Ao todo, já foram realizados 26 encontros presenciais de escuta e diálogo, aproximando o Estado da metade do calendário de consulta para o Programa.

Territórios

As Oficinas Participativasocorreram em diversas regiões do estado, envolvendo etnias como Kanela, Karajá-Xambioá, Javaé, Ãwa, Krahô-Kanela, Krahô-Takaywrá, Xerente e Krahô, além de Oficinas Participativas em 6 regionais do estado para Agricultura Famialiar, sediadas nos municípios de Palmas, Augustinópolis, Araguaína, Natividade, Gurupi e Guaraí. Outros três encontros com o setor agroprodutivo (Pequenos, Médios e Grandes Produtores) já ocorreram em Pedro Afonso, em Palmas durante a Agrotins e em Gurupi.

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Impressões

Representando o povo Krahô-Kanela, o cacique Wagner da aldeia Catàmjê em Lagoa da Confusão, destacou a importância do processo de escuta e formação para ampliar o entendimento das comunidades indígenas sobre o Programa Jurisdicional de REDD+. Ele lembrou que já havia participado da capacitação realizada em Palmas, e, durante a escuta realizada em maio com as comunidades do território, pôde aprofundar ainda mais o conhecimento sobre o programa.

Para o líder, o REDD+ surge como uma possibilidade de reconhecimento e fortalecimento do trabalho que as comunidades indígenas já realizam há gerações na proteção dos recursos naturais. “O REDD+ vem para apoiar o que nós já fazemos há muito tempo, que é proteger a mata, a água, o meio ambiente. Nós já temos o nosso modo de cuidar da natureza, de preservar para as futuras gerações. Agora, esperamos que o programa também possa contribuir com melhorias para a nossa educação escolar indígena, nossa cultura, nossas ações de sustentabilidade e de fortalecimento das comunidades. A esperança é que o REDD+ traga benefícios reais para quem está na terra, cuidando dela todos os dias, com respeito e responsabilidade”, afirmou.

A agricultora familiar Cícera Soares, assentada no Bico do Papagaio desde 1981, destacou a importância do projeto como continuidade da luta histórica pelo direito à terra e ao meio ambiente: “Chegamos aqui na luta pela terra, pelo direito de plantar e viver com dignidade. Desde então, além da agricultura familiar, também cuidamos das abelhas, porque sabemos que proteger as abelhas é proteger o planeta inteiro. Agora, com o REDD+, estamos tendo a oportunidade de aprender ainda mais sobre como preservar a natureza e garantir qualidade de vida para as futuras gerações. A terra pode até não precisar de nós, mas nós precisamos dela”.

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Presente no encontro de formação de lideranças e mobilizadores para o REDD+, o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Álvaro Manzano, reforçou o papel do MPF na defesa dos direitos das comunidades tradicionais no processo de formulação do programa: “Nosso papel é garantir que as comunidades tradicionais sejam ouvidas e tenham seus direitos assegurados na formulação dos programas e na distribuição dos benefícios, acompanhando todo o processo para que os recursos cheguem efetivamente a quem de direito”, afirmou. O superintendente do Ibama no Tocantins, Leandro Milhomem Costa, também enfatizou a participação do órgão na construção técnica e legal do programa. “O Ibama participou das discussões técnicas que ajudaram a construir o arcabouço legal necessário para o funcionamento do REDD+. A preservação vem em primeiro lugar. Sem ela, não conseguimos acessar os créditos, mas com ela podemos girar a roda do desenvolvimento sustentável no nosso Estado”, lembrou.

Oficinas

As oficinas integram o processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) para construção do Programa Jurisdicional de REDD+, garantindo o protagonismo de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na conservação ambiental e na valorização da floresta em pé, com geração de benefícios socioeconômicos. Realizadas conforme os princípios determinados pela Convenção 169 da OIT, as atividades são conduzidas por equipes técnicas especializadas e incluem apresentações informativas, rodas de conversa e grupos de trabalho, promovendo a escuta qualificada de lideranças, jovens, mulheres e demais membros das comunidades.

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TOCANTINS

Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins garante atendimento à população e contesta suspensão anunciada pelo Hospital Dom Orione

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) segue cumprindo os compromissos firmados com o Hospital Dom Orione, em Araguaína. Segundo a SES, medidas judiciais serão adotadas diante do anúncio da paralisação de atendimentos e não permitirá qualquer interrupção na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Macrorregião Norte do Estado.

Diante do anúncio feito esta semana pelo Hospital Dom Orione, a Secretaria explicou que os contratos firmados entre as partes permanecem plenamente vigentes e que a continuidade dos serviços constitui obrigação contratual da unidade hospitalar.

 

Números divergentes

A SES-TO esclarece ainda que os valores divulgados pelo hospital divergem dos registros constantes nos processos administrativos da Secretaria. Por esse motivo, será instaurada auditoria para apurar os débitos efetivamente existentes, conferir a regularidade da execução contratual e garantir total transparência na aplicação dos recursos públicos.

Paralelamente, a pasta notificará formalmente a instituição para que cumpra integralmente as obrigações assumidas em contrato e dará ciência à autoridade judicial competente das medidas adotadas. A Secretaria também adotará todas as providências administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a continuidade dos atendimentos, preservando o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

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Dos valores pagos

Somente entre janeiro e julho de 2026, a Secretária de Estado da Saúde do Tocantins efetuou R$ 44.058.971,83 em pagamentos ao Hospital Dom Orione, referentes aos contratos vigentes. Desse total, R$ 17.756.083,22 foram destinados ao contrato nº 127/2022 que trata do serviço de cirurgias cardíacas e R$ 6.530.439,29 ao contrato nº 410/2026 destinado aos serviços de obstetrícia, R$ 11.300.569,31 ao Contrato nº 128/2022; R$ 3.611.450,00 à Requisição do Processo nº 9286/2022; e R$ 4.860.430,01 referem-se ao repasse financeiro previsto na Lei Federal nº 14.434/2022, destinado às entidades filantrópicas que complementam os serviços do SUS, demonstrando que o Estado vem honrando seus compromissos financeiros por meio de pagamentos contínuos ao longo do ano.

Além disso, no último dia 23 de julho, a Secretaria realizou um novo pagamento de R$ 2.451.939,32, valor destinado à amortização dos contratos mantidos com a instituição hospitalar. Desse montante, R$ 1.508.924,00 foram destinados ao contrato nº 007226 com a Rede Alyne e R$ 943.015,32 ao contrato nº 009198 referente a diversas especialidades como os serviços de cardiologia, cirurgias endovasculares e outros reduzindo o saldo financeiro existente entre as partes.

Os relatórios financeiros também demonstram que parte das obrigações contratuais já foi quitada, como os recursos destinados à Rede Cegonha, enquanto os demais contratos seguem em processo de regularização financeira, evidenciando que existe uma relação contratual ativa, com pagamentos sendo realizados e negociação permanente entre o Estado e a instituição hospitalar.

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Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde considera injustificável qualquer interrupção da assistência à população. A prestação de serviços de saúde no âmbito do SUS possui caráter essencial e não pode ser suspensa de forma unilateral, sobretudo quando o Estado mantém o fluxo de pagamentos e trabalha para a regularização integral dos contratos.

 

Abertura ao diálogo

A SES reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e à construção de soluções administrativas, mas ressalta que utilizará todos os instrumentos legais necessários para assegurar a continuidade dos atendimentos e preservar o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

A Pasta reafirma que a assistência aos usuários do SUS é prioridade absoluta da gestão estadual. Nenhuma divergência administrativa ou financeira pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais de saúde, razão pela qual todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir que a população continue recebendo atendimento com segurança, qualidade e responsabilidade.

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