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Povo Xerente recebe Oficinas Participativas do REDD+ promovidas pelo Governo do Tocantins com a realização de seis encontros dentro do território

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As Oficinas Participativas do Programa Jurisdicional do REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) chegaram ao território Xerente, município de Tocantínia, localizado a cerca de 70 km, ao norte de Palmas, com a realização de seis encontros voltados à garantia da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto à comunidade indígena. Os eventos contam com a presença de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

No último fim de semana (16 e 17), as oficinas foram realizadas nas aldeias Brupré e Brejo Comprido, reunindo caciques, lideranças indígenas, professores e a comunidade em geral. A partir de segunda-feira, 19, os encontros foram realizados nas aldeias Recanto Krité, Funil e no Centro de Ensino Médio Indígena Xerente Warã (Cemix). As contribuições colhidas durante os encontros serão consolidadas em reunião marcada para esta quinta-feira, 22, com as lideranças no Cemix.

Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, O povo Xerente tem um papel fundamental na preservação do Cerrado e, agora, também na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável .

“Proteger o meio ambiente passa, obrigatoriamente, por ouvir e respeitar quem cuida da floresta há gerações. O REDD+ é mais do que uma política ambiental — é uma ponte de diálogo e cooperação. E o Governo do Tocantins está comprometido com esse processo de escuta, garantindo que as ações construídas aqui sejam efetivas“  afirmou .

Oficinas

Na Aldeia Brupré, a oficina foi realizada na escola local e contou com ampla participação de representantes de 19 aldeias da região. Durante dois dias, técnicos do programa discutiram com a comunidade temas como a importância da redução das emissões de gases de efeito estufa, o combate às queimadas e à degradação florestal.

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Com cerca de 200 participantes, entre crianças, jovens, adultos e anciãos, os indígenas puderam compreender o funcionamento do Programa Jurisdicional de REDD+ e a participação dos povos indígenas no Subprograma destinado a Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIPCTAF).

Anfitrião do evento, o cacique Elias Srewe Xerente destacou o empenho da comunidade para sediar a oficina e reforçou a expectativa de que o REDD+ contribua com o fortalecimento do povo Xerente.

“Fiquei muito feliz com a organização do evento. Nada foi impossível e tudo foi muito bem conduzido. Esperamos que o REDD+ evolua e atenda às necessidades da nossa população”, afirmou.

Já na Aldeia Brejo Comprido, a oficina também foi marcada por intensos debates e contou com a participação de lideranças das aldeias da região. Ao se pronunciar, o cacique José Walter Sanha Calixto Xerente enfatizou a importância da união em torno do programa. “Todo projeto nós temos que abraçar, e o REDD+ é um deles. Eu quero, nós temos que querer”, conclamou.

Fortalecimento

Autodenominados Akwe, os Xerente vivem nas Terras Indígenas Xerente e Funil, que abrigam em torno de 4 mil pessoas (Censo IBGE 2022), município de Tocantínia,  distribuídas em 118 aldeias organizadas em sete regiões: Rio Sono, Funil, Pin Xerente, Brupré, Brejo Comprido, Tkawe e Suprawahâ.

Segundo a superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marli Santos, a decisão de realizar cinco oficinas no território teve como objetivo ampliar a participação dos indígenas no processo de escuta.

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Presente na oficina da Aldeia Brupré, Marli avaliou positivamente a mobilização da comunidade. “Esta é uma das primeiras iniciativas que o Governo chega à comunidade para ouvi-la de forma efetiva, buscando entender quais investimentos são necessários para proteger o território e garantir adaptação diante das mudanças climáticas”, pontuou.

Marli Santos destacou ainda que a comunidade apontou 10 linhas de ação prioritárias para os investimentos do REDD+, entre elas, fortalecimento das organizações xerente, proteção ao território, fortalecimento cultural, apoio às atividades produtivas e recuperação do cerrado.

O coordenador regional da Coordenação Araguaia-Tocantins da Funai, Bolivar Xerente, também participou da abertura das oficinas e reforçou a importância da participação ativa da comunidade. “É fundamental que vocês estejam presentes. Estamos aqui para somar forças juntos”, afirmou.

Próximas oficinas

A partir desta sexta-feira,23, a partir das 15h, inicia-se a Oficina Participativa com a agricultura familiar, na Chácara São Miguel, em Guaraí.

Sobre o REDD+

O REDD+ é um mecanismo criado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para apoiar financeiramente países tropicais na conservação de suas florestas.

No Tocantins, o programa é fundamentado em dois marcos legais: a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas, Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (Lei nº 1.917/2008) e a Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PEPSA), instituída pela Lei nº 4.111/2023, consolidando o compromisso do Estado com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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