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RECONSTRUÇÃO FACIAL

Novas tecnologias aprimoram a divulgação de reconstruções faciais forenses no Tocantins

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A reconstrução facial forense é a técnica de aproximação da aparência de um indivíduo, estudando apenas seu crânio. Este recurso pode ser aplicado em casos de desaparecidos em que o crânio permanece sem ser reclamado por familiares e sem uma identidade presumida. No Tocantins, o Núcleo de Antropologia Forense e Odontologia Legal, vinculado à Superintendência de Polícia Científica da Secretaria da Segurança Pública, finalizou mais uma reconstrução facial.

A identificação é possível graças a parceria que a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, por meio da Superintendência da Polícia científica, possui com as Universidades de São Paulo (USP) e Federal de Uberlândia (UFU), por meio de um projeto contemplado pelo edital do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad) Segurança Pública, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Polícia Federal e Secretaria Nacional da Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), e coordenado pelos pesquisadores Prof. Dr.  Rodolfo Melani da USP e Prof. Dr. Sérgio Cardoso da UFU.

“Esse projeto tem como objetivo a implementação de um fluxo de cooperação na análise tecnológica de perícias em pessoas desaparecidas por meio da  cooperação acadêmico científico entre Instituições de Ensino Superior e órgãos de segurança pública”, destaca o superintendente da Polícia Científica, o perito oficial Alexandre Agreli.

Segundo o pesquisador Prof  Dr Thiago Beaini,  da Universidade Federal de Uberlândia,  a técnica envolve a aplicação de marcadores de espessura de tecidos moles em pontos específicos da face, além de referências para a posição e tamanho dos olhos, boca, nariz e orelhas. Todos esses parâmetros já possuem pesquisas em brasileiros, sendo parte destas fomentadas pelo mesmo projeto e desenvolvidas nas universidades participantes.

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Processo de Análise

A parceria já inova na medida que implementou um fluxo inédito em que  os peritos odontolegistas do IML do Tocantins, analisam o crânio por meio da antropologia física, estimando idade, determinando o sexo e a afinidade populacional. Posteriormente fotografias sequenciais são feitas e enviadas para os pesquisadores da USP. Estes aplicam uma técnica de fotogrametria para transformar as imagens convencionais em um modelo 3D do crânio estudado.

O modelo é então enviado aos pesquisadores da UFU que realizam um processo semelhante ao manual, mas inteiramente computadorizado, aplicando a técnica com precisão, reconstruindo músculos e obtendo uma aproximação da aparência. A imagem final da face aproximada é divulgada em diferentes ângulos na esperança de que alguém reconheça o indivíduo e traga novas informações sobre os casos. A aparência final da reconstrução ainda possui a característica de um modelo digital e não de uma fotografia real.

De acordo com o pesquisador Prof. Dr Rodolfo Melani, coordenador geral do projeto, o grupo de trabalho tem implementado novas tecnologias e inova uma vez mais por incorporar um processo que não só garante uma aparência realista, mas também é capaz de animar o modelo feito por meio da técnica forense. “Uma análise de um crânio do Tocantins é a primeira que se tem notícia no mundo a usar desse recurso que promete se tornar um novo padrão para os trabalhos não só deste grupo, mas internacionalmente. Acrescentando animação à divulgação, busca- se acrescentar a simulação vida nas reconstruções, na esperança que favoreça o reconhecimento”, ressalta.

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Segundo a perita oficial odontolegista Georgiana Ferreira Ramos, responsável pela execução do projeto no Tocantins, essa parceria  garante que as técnicas já criadas e testadas em ambiente acadêmico possam ser aplicadas em favor da população. “Este caso mostra o aprimoramento  das técnicas com a utilização de tecnologias digitais  no processo de identificação de pessoas desconhecidas e esperamos a médio prazo que os peritos sejam capacitados na utilização dessas técnicas, com o objetivo maior de atender a sociedade por meio da ciência e da perícia criminal de ponta”, destaca.

Face reconhecida

Já é possível conferir o resultado de um desses trabalhos que vem sendo realizado nessa parceria, na importante busca por pessoas desconhecidas e desaparecidas. Se você tem informações de um desaparecido que tenha características semelhantes a deste indivíduo, procure a Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter – Palmas) pelo telefone  (63) 3218-1848 ou Instituto Médico Legal de Palmas (63) 3218-6840.
Animação da reconstrução facial: https://youtube.com/shorts/utSPOzKVc8w?feature=share

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TOCANTINS

Dorinha garante apoio federal para plano integrado de desenvolvimento do Matopiba

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Presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, a senadora Professora Dorinha defende planejamento regional com investimentos em infraestrutura, logística, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional dará apoio institucional à elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Matopiba. O avanço é resultado das agendas conduzidas em Brasília pela senadora Professora Dorinha (União), presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, para organizar prioridades e ampliar os investimentos nos estados que compõem a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comunicou nesta segunda-feira (20) o posicionamento favorável das equipes técnicas da pasta. A manifestação ocorreu após agendas conduzidas por Dorinha em Brasília, ao lado da secretária extraordinária do Matopiba, Amanda Sobreira, no final de maio. A senadora apresentou ao secretário-executivo do Ministério, Valder Ribeiro, a necessidade de um planejamento capaz de reunir políticas de infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida da população.

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“O Matopiba precisa ser tratado de acordo com a dimensão estratégica que representa para o Brasil. Queremos construir um plano que organize prioridades, oriente os investimentos e transforme o crescimento econômico em emprego, renda, infraestrutura e qualidade de vida para quem mora na região”, afirmou Dorinha.

A proposta prevê estudos técnicos, planejamento estratégico e integração entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, estados e municípios. Com localização estratégica e capacidade institucional, Palmas deverá exercer o papel de centro articulador e administrativo desse processo.

Dorinha também defendeu que a condução das políticas relacionadas ao Matopiba seja transferida para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A mudança conta com o apoio de parlamentares e governadores dos estados que integram o território e busca ampliar a capacidade de execução das ações. “Estamos propondo uma estrutura que consiga integrar diferentes ministérios e tirar os projetos do papel. A região precisa de planejamento, orçamento e capacidade de execução”, explicou a senadora.

Fórum Matopiba
Outro projeto em construção é a realização do Fórum Matopiba, em Palmas. O encontro deverá reunir prefeitos, governadores, investidores, representantes do setor produtivo e instituições públicas para discutir os desafios regionais e apresentar oportunidades de investimento.

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