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Naturatins intensifica monitoramento da arraia-maçã, espécie criticamente ameaçada de extinção

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 Criticamente ameaçada de extinção, a arraia-maçã (Paratrygon aiereba) é alvo de ações estratégicas do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) para garantir sua preservação. Por meio do Plano de Ação Territorial (PAT) Cerrado Tocantins, no âmbito do projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção, o órgão reforçou o monitoramento com a implantação de transmissores nos indivíduos para rastreamento por rádio telemetria e o uso de helicóptero, com o intuito de ampliar a área de cobertura e facilitar sua localização.

A iniciativa busca mapear a área de uso da espécie para compreender seus padrões de deslocamento, sua interação com o habitat natural e, assim, propor estratégias eficazes para sua preservação.

Antes comum na bacia dos rios Araguaia-Tocantins e seus afluentes, a arraia-maçã habitava áreas de corredeiras com fundo arenoso, onde sua coloração facilitava a camuflagem. Hoje, o impacto ambiental causado pela construção de hidrelétricas, a fragmentação do habitat e a pesca acidental provocaram uma redução significativa na população da espécie.

Com crescimento lento e baixa taxa de reprodução, a espécie enfrenta dificuldades para se recuperar, o que reforça a necessidade de ações imediatas de conservação.

Para mitigar esse cenário, o Naturatins, em parceria com diversas instituições, vem implementando uma série de ações voltadas à proteção da arraia-maçã no Tocantins. Entre elas, destaca-se o monitoramento com a implantação de transmissores nos indivíduos para rastreamento por rádio telemetria e o uso de helicóptero para ampliar a área de cobertura e facilitar sua localização.

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A ação foi desenvolvida em duas etapas. A primeira, iniciada em setembro de 2024, consistiu na marcação dos exemplares com pequenos transmissores inseridos cirurgicamente, o que possibilitou o rastreamento de seus deslocamentos por meio de rádio telemetria. Nessa fase, os pesquisadores utilizaram barcos para acompanhar os movimentos das espécies ao longo dos rios. Na segunda fase, concluída em março deste ano, a equipe utilizou monitoramento aéreo por meio de um helicóptero equipado com antenas para captar os sinais dos transmissores. A tecnologia ampliou a capacidade de localização dos indivíduos e tornou mais rápido e eficiente o levantamento das áreas utilizadas pela espécie.

O Grupamento Aéreo, da Polícia Militar do Tocantins (Graer/PMTO) auxiliou na operação, que sobrevoou o rio Tocantins, na região do Lago de Palmas; e o rio Araguaia, em Araguacema. De acordo com o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Domingos Garrone Neto, essa nova estratégia representou um avanço significativo na conservação da espécie.

“Até então, os rastreamentos dessas arraias eram feitos apenas por barco, o que cobre uma área limitada. Com a aeronave, conseguimos monitorar grandes extensões dos rios em um único dia, aumentando nossa capacidade operacional”, destacou.

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A rádio telemetria, utilizada no estudo, permite que os transmissores emitam sinais detectáveis tanto na água quanto no ar, tornando o monitoramento aéreo uma ferramenta estratégica. Segundo o biólogo do Naturatins, Oscar Vitorino, essa tecnologia tem sido essencial para o projeto.

“Esse estudo nos fornece informações fundamentais para o desenvolvimento de estratégias de conservação e planejamento espacial da espécie”, afirmou.

Os primeiros resultados indicam que dos 16 exemplares marcados na primeira fase, 14 continuam transmitindo sinais, enquanto dois podem ter tido os transmissores desativados devido ao fim da bateria. A partir dessas informações, os pesquisadores esperam entender melhor a relação da espécie com seu habitat e definir estratégias mais eficazes para sua preservação.

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Contrato com BRB rendeu R$ 255 milhões ao Estado e 50% a menos de taxas; servidores continuam recebendo normalmente

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O pagamento da folha salarial do servidor do Governo do Tocantins permanece sendo executado pelo Banco de Brasília (BRB) até maio de 2030, conforme contrato assinado em 2025 pelo Estado e a instituição bancária.
A decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO), dessa quinta-feira, 10, que impediu uma futura prorrogação do contrato, não cancela o acordo vigente nem provoca mudanças no pagamento dos servidores estaduais e demais serviços financeiros previstos. Também permanece assegurado o direito à portabilidade. Mesmo com a folha processada pelo BRB, servidores ativos, aposentados, pensionistas e demais beneficiários podem transferir seus vencimentos para a instituição financeira de sua preferência.
Em contrapartida pela operação, o BRB pagou R$ 255 milhões ao Estado, e 50% a menos de taxas nos serviços e movimentações bancárias. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) prepara o detalhamento de sua aplicação com base nos registros oficiais da execução orçamentária.
O contrato prevê ainda até quatro saques mensais e o fornecimento de cartão magnético. Há também previsão de isenção da cesta de tarifas e da anuidade do cartão de crédito por 12 meses, condicionada ao nível de relacionamento do servidor com o banco e às regras de isenção da instituição.
Para as contas da administração direta e indireta relacionadas no acordo, estão previstas isenções sobre movimentações bancárias, emissão de extratos, manutenção de contas, cestas de serviços e renovação cadastral.
A determinação do TCE produz efeito sobre uma eventual renovação depois de maio de 2030. Ao final da vigência, o Estado deverá realizar procedimento competitivo para escolher a instituição que prestará os serviços bancários.
A Sefaz também deverá apresentar ao Tribunal, no prazo estabelecido, uma comparação atualizada entre as condições oferecidas pelo BRB, pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. O levantamento deverá considerar os R$ 255 milhões recebidos, os custos, as tarifas e as condições previstas no contrato.

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