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Naturatins completa 37 anos e avança com modernização na preservação e no desenvolvimento sustentável

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Com resultados concretos na preservação ambiental e na modernização dos processos de gestão, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) chega aos 37 anos, nesta terça-feira, 21, fortalecendo a execução das políticas ambientais no estado. Ao longo dessa trajetória, o órgão tem ampliado sua eficiência, integrando soluções tecnológicas e fortalecido políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

A história teve início em 21 de abril de 1989, quando foi criada, por meio da Lei nº 29/1989, a Fundação Natureza do Tocantins. A iniciativa surgiu diante da necessidade de estruturar a política ambiental no então recém-criado estado, com base técnica para promover estudos, pesquisas, fiscalização e controle ambiental.

Sete anos depois, a Lei nº 858/1996 transformou a fundação em autarquia, dando origem ao Naturatins. Ao longo de seus 37 anos de existência, o instituto evoluiu para acompanhar o crescimento econômico do estado aliado ao desenvolvimento socioambiental sustentável.

O presidente do Naturatins, Cledson Lima, destaca que a instituição possui uma trajetória de constante aperfeiçoamento. Mesmo após 37 anos, segue evoluindo para aprimorar a qualidade dos serviços prestados à população tocantinense. “Com tudo o que construímos nesse período, hoje podemos projetar o futuro desejado para o órgão e para o estado. Buscamos apoio na ciência e na tecnologia para atuar de maneira mais eficiente, eficaz e acessível. Seja nas ações de preservação, fiscalização ou licenciamento, procuramos nos modernizar para consolidar a instituição como referência nacional em desenvolvimento sustentável e proteção das riquezas naturais”, afirmou.

O presidente também destacou o trabalho dos servidores, que foram imprescindíveis nessa jornada. “É importante ressaltar que tudo o que foi construído até aqui se deve aos nossos servidores, que se empenharam nessa missão e carregam essa bandeira desde o primeiro dia. Assim como vislumbramos um futuro próspero para a instituição, reconhecemos a necessidade de assegurar que esse futuro alcance também os servidores, os quais merecem ter seu esforço reconhecido e valorizado”, afirmou Cledson.

Conservação

Em suas 37 décadas de história, o Naturatins aprimorou-se para desempenhar funções com mais eficiência e efetividade. Na área de conservação e preservação da biodiversidade e das Unidades de Conservação (UC), destacam-se duas frentes principais: o Manejo Integrado do Fogo (MIF) e a elaboração e atualização dos Planos de Manejo das UCs.

O MIF adota abordagem que combina conhecimentos ecológicos, diretrizes de gestão territorial e soluções tecnológicas, contribuindo para a redução de incêndios. Dados comprovam a eficiência da iniciativa: em 2025, as áreas protegidas atingidas por queimadas registraram queda de 30,98% em relação ao ano anterior.

O Plano de Manejo é instrumento fundamental para a gestão das UCs, pois estabelece diretrizes e zoneamento do uso e ocupação do território, visando à conservação dos recursos naturais e ao fomento do desenvolvimento sustentável.

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Em 2025, o Conselho da Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão aprovou a proposta de revisão do Plano de Manejo da região, com o objetivo de atualizá-lo com base em critérios técnicos e ampla participação social, assegurando segurança jurídica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável para os nove municípios integrantes da APA.

Em março de 2026, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinou convênio para elaboração do Plano de Manejo da APA das Nascentes de Araguaína, com investimento de R$ 1,4 milhão. A parceria envolve Naturatins, Instituto de Atenção às Cidades da Universidade Federal do Tocantins (IAC/UFT), Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto) e Prefeitura de Araguaína.

A Diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, Perla Ribeiro, ressaltou a importância desse avanço para a conversação ambiental tocantinense. “Temos progredido de forma concreta nessas duas frentes. O Manejo Integrado do Fogo é trabalhado de maneira preventiva, planejada e integrada dentro das unidades. Quanto à construção e atualização dos Planos de Manejo, avançamos para um melhor ordenamento e organização do território, como é o caso da APA Nascentes de Araguaína. Isso se reflete em uma atuação mais eficiente, com maior presença do Estado nas unidades e melhores condições de proteger a biodiversidade na prática”, afirmou.

Fiscalização

Além das atividades rotineiras de fiscalização, o Naturatins realiza operações intensivas para preservar os recursos naturais do Tocantins. Exemplo é a Operação Capim-Dourado, que ocorre entre julho e setembro com o objetivo de prevenir queimadas nos campos de capim-dourado, coibir a colheita antecipada da espécie, o transporte irregular e o manejo inadequado.

O capim-dourado é protegido pela Lei nº 3.594/2019, que institui a Política Estadual do Uso Sustentável do Capim-Dourado e Buriti. Essa legislação visa promover o desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais que trabalham com o artesanato desses recursos.

A Operação Piracema 2025/2026, última grande ação de fiscalização realizada, contou com 94 ações, resultando na apreensão de 39.460 metros de redes, 125 quilos de pescado e 15 animais silvestres, além da aplicação de oito autos de infração. A operação ocorreu entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

O gerente de fiscalização do Naturatins, Cândido José dos Santos, destacou que as operações não representam todo o trabalho realizado, pois a fiscalização continua mesmo após seu encerramento. “Embora as operações tenham início e fim, a fiscalização atua durante o ano todo nas mesmas regiões, protegendo o meio ambiente e preservando as atividades tradicionais sustentáveis que dele dependem. Além disso, realizamos ações de educação ambiental, igualmente importantes para a conscientização das comunidades”, pontuou.

Gestão e Licenciamento Ambiental

O Naturatins também tem avançado no licenciamento ambiental, buscando padronizar processos para garantir mais agilidade e segurança jurídica ao órgão e aos usuários. Foram criadas novas Instruções Normativas (INs) e Portarias, como a IN 01/2026 (Pendências e Arquivamento), a IN 01/2025 (Licenciamento em UCs) e a IN 04/2025 (Contestação de Hidrografia). A primeira padroniza a comunicação de pendências e estabelece critérios claros para o arquivamento de processos não saneados, evitando que o licenciamento fique travado por tempo indeterminado e garantindo fluidez à fila de análise.

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A segunda representa um marco para a regularização em Unidades de Conservação e suas zonas de amortecimento. A terceira promove transparência e precisão, permitindo ajustar os dados cartográficos oficiais à realidade do terreno, assegurando um licenciamento justo e baseado em informações geográficas reais.

Na gestão de recursos hídricos e outorga, o órgão modernizou seus procedimentos por meio de Portarias de Outorga, como as de números 10/2026 e 14/2026, que estabelecem normas claras para o uso da água, introduzem o automonitoramento e buscam eficiência e controle. O usuário passa a declarar seu uso de forma transparente, permitindo que o órgão concentre a fiscalização onde há efetivo risco de conflito hídrico, garantindo água para todos e para o meio ambiente.

Outra ação importante foi a evolução do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que avançou para uma fase de análise mais técnica e célere. O foco é sanear a base de dados para que o produtor rural saia do registro e entre na regularização efetiva por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA), tornando sua propriedade ambientalmente sustentável e apta para o mercado.

O Diretor de Gestão e Regularização Ambiental, Rodrigo Sávio, destacou a importância de modernizar os procedimentos do órgão. “O grande avanço do Naturatins foi transformar a norma em ferramenta de agilidade. Ao padronizar as análises, como fizemos com a IN 01/2025 e a IN 01/2026, trouxemos mais objetividade e segurança técnica aos processos. O produtor sabe o que apresentar, o analista sabe como decidir, e o processo anda. Essa transparência gera confiança na comunidade e segurança jurídica para quem deseja investir no Tocantins, provando que rigor ambiental e celeridade administrativa caminham juntos”, disse.

Unidades de Conservação

Também é atribuição do Naturatins o gerenciamento das Unidades de Conservação (UC). O órgão é responsável pela administração das 13 UCs estaduais, que somam cerca de 2,88 milhões de hectares. Desse total, nove unidades estão em operação e contam com equipes técnicas locais; as outras recebem apoio técnico e operacional da sede do instituto.

Atualmente, integram o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC) as seguintes Unidades de Conservação estaduais as APAs Nascentes de Araguaína, Jalapão, Serra do Lajeado, Ilha do Bananal/Cantão, Lago de Palmas, Foz do Rio Santa Tereza, Lago de Peixe/Angical, Lago de São Salvador e Lago de Santa Isabel. Além dos Parques Estaduais do Cantão, Jalapão e Lajeado e do Monumento Natural Estadual das Árvores Fossilizadas do Tocantins (Monaf).

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Governo do Tocantins fortalece cadeia do babaçu que gera renda para cerca de 5 mil famílias

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), tem ampliado ações de fortalecimento da cadeia produtiva do babaçu e apoio às comunidades extrativistas, com investimentos em capacitação, incentivo à bioeconomia e agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade. As iniciativas ganham ainda mais relevância com o reconhecimento do ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural nacional, por meio da Lei Federal nº 15.431.

A legislação contempla trabalhadoras do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará e amplia a visibilidade da atividade desenvolvida por milhares de mulheres, contribuindo para a preservação dos saberes tradicionais associados ao extrativismo do babaçu.

No Tocantins, a atividade reúne tradição, geração de renda, conservação ambiental e valorização dos conhecimentos transmitidos entre gerações. O trabalho está concentrado principalmente na região do Bico do Papagaio e envolve cerca de 5 mil famílias.

Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Governo do Tocantins, destaca-se o Projeto de Fortalecimento das Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade, com foco em bioeconomia e agroturismo, executado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A ação busca impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, ampliar o acesso a mercados e promover a agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade tocantinense, contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento das comunidades envolvidas.

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A Associação da Reserva Extrativista do Extremo Norte do Tocantins (Arent), no município de Carrasco Bonito, está entre os grupos beneficiados pelas ações, com capacitações e equipamentos destinados à produção de óleo extravirgem de babaçu.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que o reconhecimento nacional reforça a importância das políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais e ao desenvolvimento sustentável. “O reconhecimento das quebradeiras de coco como patrimônio cultural brasileiro valoriza uma tradição que faz parte da história de milhares de famílias tocantinenses. O babaçu possui grande importância econômica e social para essas comunidades e representa uma riqueza que precisa ser incentivada e preservada”, ressalta.

Bioeconomia e valorização dos saberes tradicionais

Além das ações voltadas ao fortalecimento produtivo, a Seagro mantém, há três anos, parceria com o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da França, para a valorização dos conhecimentos tradicionais das comunidades extrativistas e o fortalecimento das cadeias de valor da sociobiodiversidade.

O trabalho inclui oficinas realizadas com agricultoras, agricultores familiares e quebradeiras de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, envolvendo integrantes da Associação da Reserva Extrativista do Extremo Norte do Tocantins (Arent), do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e de associações de mulheres extrativistas.

A partir dessas atividades, foram desenvolvidos os jogos pedagógicos Palmeira do Babaçu e Coletando Futuro, criados para retratar a realidade das comunidades tradicionais, da agricultura familiar e da cadeia produtiva do babaçu. Os materiais serão apresentados no dia 30 de junho, na sede da Seagro, em Palmas.

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As iniciativas também incentivam a inovação e a troca de experiências, ampliando oportunidades para outros produtos da sociobiodiversidade, como baru, macaúba e jatobá.

Tradição que sustenta famílias

Na Associação da Reserva Extrativista do Extremo Norte do Tocantins (Arent), em Carrasco Bonito, o extrativismo do babaçu representa uma importante fonte de renda e fortalecimento da organização comunitária. A reserva foi criada em 1992 e a associação atua desde 2001, reunindo atualmente cerca de 220 famílias cadastradas.

A indígena Josiane Lima dos Santos acompanha esse trabalho desde 2007 e destaca a importância da atividade para as comunidades da região. “Aproveitamos tudo da palmeira. Produzimos óleo, azeite extraído a frio, farinha do mesocarpo e carvão, além de utilizarmos a palha e os talos. Nada é desperdiçado. É uma atividade que ajuda no sustento das famílias e na conservação do nosso território”, afirmou.

Com cerca de 5 mil famílias envolvidas na cadeia produtiva do babaçu, o Tocantins fortalece a sociobiodiversidade como estratégia para gerar renda, preservar os recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais que integram a identidade cultural do estado.

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