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Levantamento da Sepea mostra como é o consumo de pescado por moradores no sul e sudeste do Tocantins

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O tocantinense tem buscado uma alimentação mais saudável, através de alimentos orgânicos, grãos, folhas, verduras e peixes, que podem ser encontrados fresquinho nas feiras, açougues e supermercados. Em cidades do sul e sudeste do Tocantins, se destaca o consumo de pescado pelos moradores da região e grande maioria desses consumidores, estão em famílias de até duas pessoas, ou seja, 21,4%.

Conforme o levantamento feito pela Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e Universidade Federal do Tocantins (UFT), o consumo de algum tipo de pescado no sul e sudeste do Estado, chega a 20,9% em famílias de três pessoas, 17,2% pessoas que moram sozinhas,  15,2% em famílias com quatro pessoas e 8,3% não consomem, em sua grande maioria por não gostar (66,67%), por conta do sabor (10,42%) e alergia (6,25%).

A pesquisa mostra ainda que 47,74% dos 576 dos entrevistados, em nove cidades, consomem por mês, cerca de 1 kg, 28,13% cerca de 2 kg e apenas 3,99% responderam que o consumo passa de 3 kg. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é que seja consumido pelo menos 12 kg ao mês por habitante.

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Já na parte da compra, os dados mostram que os residentes na região sul  e sudeste do Tocantins, preferem os supermercados (51,14%), seguidos de restaurantes (16,86%) e peixarias (11,55%).

O diretor de desenvolvimento da Aquicultura, da Sepea, Thiago Tardivo, explicou que a região é o maior polo de produção aquícola do Tocantins.  “A região sul, abrangendo a região sudeste e sudoeste do estado Tocantins, onde foi realizada a pesquisa, é o maior polo de produção aquícola do estado do Tocantins, com grande destaque para Almas, Natividade e região de Peixe. Então a gente vê que com essa disponibilidade do pescado na região, isso também influencia no aumento do consumo, principalmente pelo tambaqui e caranha, que são espécies nativas, que têm um grande consumo pela população tocantinense”.

O levantamento está disponível para download gratuito no site da Sepea, na aba Boletins Informativos ou clicando no link a seguir – Consumo de Pescado no Sul do TocantinsA pesquisa foi aplicada através de questionário on-line e abordagens diretas em Gurupi, Aliança do Tocantins, Almas, Alvorada, Dueré, Formoso do Araguaia, Fátima, Gurupi, Natividade e Peixe, entre março a julho de 2023.

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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