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LACEN-TO celebra 30 anos como referência em saúde pública

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) celebra os 30 anos de implantação do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (LACEN-TO), unidade essencial na estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) estadual. Criado em 29 de maio de 1995, o serviço tem sido fundamental para a vigilância laboratorial das doenças de notificação compulsória e agravos de interesse em saúde pública no Tocantins.

Com sede em Palmas e uma unidade descentralizada em Araguaína (LACEN Regional I), o laboratório conta com 228 servidores e atende os 139 municípios das oito regiões de saúde do Tocantins. Já realizou mais de dois milhões de exames, abrangendo análises de amostras biológicas, ambientais e de produtos, além de investigações em áreas como HIV, hepatites, câncer do colo do útero, arboviroses, resistência antimicrobiana e vigilância genômica.

Ao longo de três décadas, a instituição consolidou-se como referência em diagnósticos de alta complexidade, análise de riscos epidemiológicos, sanitários e ambientais, além de atuar fortemente durante emergências de saúde pública como surtos e epidemias. Durante a pandemia da COVID-19, por exemplo, o LACEN-TO realizou cerca de 700 mil exames para detecção do vírus SARS-CoV-2, contribuindo decisivamente para a resposta do Estado à crise sanitária.

“O LACEN-TO é um pilar estratégico para a saúde pública tocantinense, desempenhando papel essencial em todas as áreas da vigilância em saúde. Comemoramos não apenas os 30 anos de sua fundação, mas também os resultados concretos e o compromisso contínuo com a população. Quero parabenizar todos os servidores que contribuíram ao longo desses anos, para que o Tocantins tenha um serviço de referência com reconhecimento em nível nacional”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

A farmacêutica-bioquímica Ludmila Pedreira Lima, servidora do LACEN-TO há 20 anos, destacou o orgulho em fazer parte da trajetória do laboratório. “O LACEN-TO representa mais que um laboratório, é um espaço de inovação, conhecimento e compromisso com a vida. Agradeço aos meus colegas e reafirmo a importância do nosso trabalho como referência regional e nacional em vigilância em saúde”, afirmou.

Para a biomédica, responsável pelo laboratório da Policlínica Municipal de Gurupi, Delma Lima, “o apoio técnico do LACEN-TO aos serviços de saúde dos municípios é muito importante. As equipes oferecem suporte técnico e logístico essencial para exames como baciloscopia de hanseníase e tuberculose, além de testes do SAI, como CD4, CD8 e genotipagem. A parceria contínua, o fornecimento de insumos e o atendimento ágil da equipe são fundamentais para a rotina das unidades de saúde fora da capital”, pontuou.

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Já a farmacêutica, que atua no setor de Controle de Qualidade do LACEN Regional I, em Araguaína, Maria Zilda Souza Silva afirmou que “tenho muito orgulho em fazer parte da história do laboratório, pois é um espaço de aprendizado, crescimento profissional e de laços de amizade construídos ao longo do tempo. É gratificante contribuir com a saúde pública ao lado de uma equipe comprometida e dedicada à excelência dos serviços prestados”, declarou.

Avanços dos últimos anos

Em 2022, o laboratório iniciou a análise de amostras de citologia em meio líquido, sendo referência para 119 municípios tocantinenses. Desde a implantação do serviço, foram realizados 46.821 exames para o rastreamento do câncer do colo do útero.

Já em 2024, houve a implantação do diagnóstico molecular para as meningites bacterianas, uma das doenças de notificação compulsória mais sensíveis do ponto de vista epidemiológico. Com a utilização da técnica de PCR em tempo real, o LACEN-TO passou a oferecer diagnósticos mais rápidos e precisos, permitindo intervenções clínicas e de saúde pública mais eficazes, principalmente em casos causados por neisseria meningitidis, streptococcus pneumoniae e haemophilus influenzae.

No mesmo ano, o LACEN-TO passou a realizar o diagnóstico molecular para os vírus Mayaro e Oropouche, agentes virais, cada vez mais frequentes na região norte do país, que passaram a ser identificados com agilidade e precisão, fortalecendo as estratégias de monitoramento, diferenciação diagnóstica e controle de surtos, uma contribuição direta para a proteção da saúde coletiva no Tocantins.

Já em 2025, o Laboratório incorporou o diagnóstico molecular da coqueluche, doença respiratória altamente contagiosa causada pela Bordetella pertussis. O novo protocolo permite a detecção precoce da bactéria, mesmo em estágios iniciais da infecção, complementando as técnicas tradicionais e contribuindo significativamente para o controle de surtos.

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Reconhecimento

O LACEN-TO recebeu em 2023, a certificação de excelência pelo trabalho realizado na especialidade do diagnóstico de meningites e qualidade da contagem de linfócitos e foi parabenizado por alcançar a meta de 2023, quanto à realização de exames de TRM-TB, para diagnóstico de tuberculose.

O trabalho do diagnóstico de meningites foi reconhecido pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), órgão que auxilia os laboratórios a garantir a confiabilidade dos serviços laboratoriais prestados em conformidade com os regulamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os parabéns vieram da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM) do Ministério da Saúde (MS).

“O reconhecimento é mérito de toda a equipe LACEN-TO que não mede esforço no que tange agilidade e qualidade nos serviços. É uma honra estar à frente do serviço e contar com a confiança dos nossos gestores e parceria de todos os meus colegas, para seguirmos contribuindo para uma saúde pública cada dia melhor” afirmou a diretora do LACEN-TO, Andreia Santos.

O Laboratório também recebeu o certificado pelo Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade (AEQ), do Ministério da Saúde (MS), como excelente, na participação da 34ª Rodada Teórica do Programa Nacional de Avaliação Externa, na especialidade da qualidade da contagem de linfócitos.

Na pandemia pela COVID-19, o laboratório foi reconhecido pelo MS, por dois anos seguidos, pela celeridade na entrega dos resultados dos exames

Programação

O ponto alto das comemorações dos 30 anos será o ‘Simpósio de Vigilância Laboratorial – LACEN-TO 30 anos’, que ocorrerá entre os dias 29 e 31 de maio de 2025, no auditório da Faculdade de Ciências Médicas – Afya, em Palmas. O evento, presidido pela SES-TO, contará com a presença da coordenadora-geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde (CGLAB/MS), Dra. Marília Santini e dos diretores da Rede Nacional de LACENs. O simpósio promoverá debates sobre os desafios e avanços da vigilância laboratorial no Estado.

As inscrições para o simpósio e a programação completa estão disponíveis em: https://forms.gle/2FXQ9wtG78tsmS8X9

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Primeira Habilitação: Detran/TO explica obrigatoriedade do exame toxicológico para as categorias A e B

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O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), informa que está valendo a exigência do exame toxicológico para a emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (moto) e B (carro), conforme a lei 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 Com isso, os usuários que pretendem tirar a primeira habilitação devem apresentar resultado negativo no exame, que tem o objetivo de detectar o uso de substâncias psicoativas (drogas) pelos condutores para verificar se eles estão aptos a dirigir e não venham se envolver ou causar sinistros de trânsito.

Os exames que deram resultado positivo devem repetir o teste após 90 dias contados da data da coleta. O candidato não perde o processo, que segue até o momento que o resultado negativo tiver sido lançado no sistema.

 Quem está obrigado a fazer o exame?

 A exigência do toxicológico vale para candidatos das categorias A e B que deram início a obtenção da habilitação a partir do dia 16 de maio de 2026, independentemente se exercem atividade remunerada ou não. Os processos que foram iniciados antes desta data seguem sem a exigência do exame.

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 Como e onde fazer o toxicológico?

 O exame é feito diretamente em clínicas credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), sem a necessidade de ir à unidade do Detran/TO. Confira a lista das clínicas e contato.

A detecção das substâncias é feita a partir da coleta de sangue, amostras de cabelo, pele ou unhas, que podem ser usadas no teste e são capazes de identificar se o condutor fez o uso de alguma substância proibida, como drogas.

Após a realização do exame, a clínica lança o toxicológico no registro nacional de condutores habilitados, a qual o Detran/TO terá acesso.

 Momento para realização do exame

 Diferente das categorias C, D e E, o toxicológico para as categorias A e B pode ser feito em qualquer etapa do processo, desde que seja realizado antes da emissão da CNH provisória, uma vez que o documento depende do exame.

 Validade

 Para os casos específicos das categorias A e B, o exame não tem validade e não precisará ser atualizado após a emissão da habilitação provisória, como nas situações das categorias C, D e E, que refazem o exame a cada dois anos e meio.

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 Atenção! Nem todo toxicológico é válido

 O órgão reforça que serão aceitos somente exames toxicológicos, cuja finalidade específica seja para realizar processos referentes à habilitação. Os exames solicitados por outras empresas, como parte de processos de admissão e desligamento, não são válidos.

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