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Governo do Tocantins realiza primeira reunião do ano do Grupo de Trabalho das Salvaguardas para avançar com a Consulta Livre, Prévia e Informada do Programa Jurisdicional de REDD+

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) realizou, na tarde desta quarta-feira (29), a primeira reunião do ano do Grupo de Trabalho (GT) Salvaguardas para avançar com o processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) voltada aos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares do Programa Jurisdicional de REDD+ do Tocantins. O encontro, realizado de forma online, reuniu representantes de instituições governamentais, movimentos sociais e órgãos de controle.

Durante a reunião, foi concluída a revisão da Instrução Normativa que estabelece as regras para o funcionamento do processo de CLPI, com previsão de publicação em breve. O processo de consulta prevê a realização de 48 eventos, incluindo oficinas participativas, reuniões de consolidação em territórios e/ou regiões, consulta online e audiência pública.

A minuta do cronograma dessas oficinas também foi debatida, com a ressalva de que ainda precisa ser confirmada junto às lideranças das comunidades envolvidas. A assessora de Apoio à Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Isabel Acker, destacou a importância desse alinhamento para garantir a participação efetiva dos grupos representados.

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Outro ponto abordado foi a formação e capacitação dos profissionais externos selecionados por meio do Edital de Credenciamento, cujas inscrições foram encerradas no dia 27 de janeiro. O edital, publicado pela Tocantins Carbono (Tocar), prevê sete funções para credenciamento: coordenador(a) de equipe de campo, moderador(a), relator(a), tradutor(a) para línguas indígenas, técnico(a) em comunicação, recreador(a) e articulador(a) comunitário(a). “A comissão está trabalhando para que os nomes dos selecionados sejam divulgados em breve, permitindo o início do processo de formação. Apenas após essa etapa, eles poderão atuar em campo”, explicou Isabel Acker.

O cumprimento das Salvaguardas Socioambientais tem como objetivo garantir a realização adequada da CLPI e a distribuição justa dos benefícios oriundos da comercialização de créditos de carbono no âmbito do Programa Jurisdicional de REDD+ do Tocantins. As Salvaguardas de Cancun visam assegurar direitos, proteger a integridade ambiental e reforçar a governança, a transparência e a participação social. Entre as prioridades, está a proteção dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, respeitando o contexto local e as especificidades de cada grupo.

Participação
A reunião contou com a presença de representantes da Secretaria Estadual dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot), Tocantins Parcerias (Topar), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Defensoria Pública do Estado (DPE), da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Tocantins (Fetaet), convidados externos do Ministério dos Povos Indígenas, entre outros.

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Reunião Brasília

Paralelamente, a superintendente de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos, participou da 3ª reunião do Grupo de Trabalho Técnico de Salvaguardas da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) em Brasília. O encontro teve como foco a construção da minuta da Resolução da CONAREDD+, que estabelece diretrizes para a execução de projetos privados de carbono florestal e programas jurisdicionais de REDD+ em territórios ocupados por povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares.

Foram discutidas 20 diretrizes que serão submetidas à aprovação final em plenário. “Esse trabalho é essencial para garantir o cumprimento das Salvaguardas e a segurança dos direitos desses povos. Apresentamos diversas sugestões ao texto, assim como os representantes dos estados da Amazônia Legal e das comunidades envolvidas”, afirmou Marli Santos.

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Dorinha garante apoio federal para plano integrado de desenvolvimento do Matopiba

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Presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, a senadora Professora Dorinha defende planejamento regional com investimentos em infraestrutura, logística, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional dará apoio institucional à elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Matopiba. O avanço é resultado das agendas conduzidas em Brasília pela senadora Professora Dorinha (União), presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, para organizar prioridades e ampliar os investimentos nos estados que compõem a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comunicou nesta segunda-feira (20) o posicionamento favorável das equipes técnicas da pasta. A manifestação ocorreu após agendas conduzidas por Dorinha em Brasília, ao lado da secretária extraordinária do Matopiba, Amanda Sobreira, no final de maio. A senadora apresentou ao secretário-executivo do Ministério, Valder Ribeiro, a necessidade de um planejamento capaz de reunir políticas de infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida da população.

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“O Matopiba precisa ser tratado de acordo com a dimensão estratégica que representa para o Brasil. Queremos construir um plano que organize prioridades, oriente os investimentos e transforme o crescimento econômico em emprego, renda, infraestrutura e qualidade de vida para quem mora na região”, afirmou Dorinha.

A proposta prevê estudos técnicos, planejamento estratégico e integração entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, estados e municípios. Com localização estratégica e capacidade institucional, Palmas deverá exercer o papel de centro articulador e administrativo desse processo.

Dorinha também defendeu que a condução das políticas relacionadas ao Matopiba seja transferida para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A mudança conta com o apoio de parlamentares e governadores dos estados que integram o território e busca ampliar a capacidade de execução das ações. “Estamos propondo uma estrutura que consiga integrar diferentes ministérios e tirar os projetos do papel. A região precisa de planejamento, orçamento e capacidade de execução”, explicou a senadora.

Fórum Matopiba
Outro projeto em construção é a realização do Fórum Matopiba, em Palmas. O encontro deverá reunir prefeitos, governadores, investidores, representantes do setor produtivo e instituições públicas para discutir os desafios regionais e apresentar oportunidades de investimento.

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