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Governo do Tocantins realiza investigação e assessoria técnica sobre febre amarela em Monte do Carmo

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) iniciou na segunda-feira, 10, investigação e assessoria técnica sobre febre amarela no município de Monte do Carmo do Tocantins.  A mobilização das equipes de vigilância é decorrente da recente confirmação do vírus amarílico no município, em um paciente peruano que saiu do estado de Goiás e veio ao Tocantins, a trabalho. O objetivo da ação que seguirá inicialmente, até o dia 14, é investigar o caso, conscientizar a população sobre a doença e sobre a importância da imunização, para evitar a ocorrência de novos casos.

No decorrer desta semana, os profissionais da Superintendência em Vigilância em Saúde (SVS/SES-TO) estão no local provável da infecção em zona rural, para realizar investigação epidemiológica. A ação em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), quanto ao estabelecimento dos fluxos das arboviroses; alinhamento sobre análise de casos suspeitos e coleta de amostras; orientações técnicas quanto ao controle vetorial do mosquito Aedes Aegypt; ações de educação em saúde nas propriedades rurais; orientações  estratégicas de vacinação, entre outras medidas.

“Monte do Carmo é o município considerado como um caso confirmado de febre amarela humana, porém estamos aqui para investigar o caso, pois o local provável de infecção ainda não foi fechado. Além da realização da investigação, estamos aproveitando a oportunidade para apoiar a SMS do município nas ações de educação de saúde e imunização da população. Estamos também realizando orientações técnicas quanto a investigação, prevenção e controle das arboviroses urbanas e febre amarela”, afirmou o médico veterinário responsável pela Assessoria das Arboviroses Silvestres da SES-TO, Anderson Bandeira.

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“Nós chegamos ao município no dia 10 e fizemos uma reunião com a equipe do município, onde foi exposto todo o cenário epidemiológico relacionado à febre amarela, as implicações e diante disso, foram alinhadas as ações para os próximos dias. No segundo dia, fizemos ações de apoio ao componente assistencial, onde orientamos sobre os protocolos de atendimento para três unidades de saúde, sendo duas unidades básicas e uma unidade hospitalar do município de Monte do Carmo”, afirmou o biólogo em Saúde da SES-TO, Marcos Timóteo Torres.

A equipe técnica esteve na empresa de mineração (local em que o paciente trabalhou), para realizar entrevista com os funcionários, onde foram coletados detalhes sobre o paciente diagnosticado com febre amarela desde o início de seus sintomas e desde o dia que ele chegou ao Tocantins. A equipe técnica também se reuniu com a equipe de controle vetorial municipal, para orientar sobre o controle vetorial das arboviroses e alinhar os procedimentos que devem ser feitos, para evitar novos casos.

Na oportunidade, a Imunização e Vigilância da SES-TO estiveram reunidas com a equipe municipal de saúde para alinhar as estratégias de imunização, tendo em vista que a imunização é a principal estratégia de prevenção da transmissão da febre amarela. Já a equipe da entomologia esteve em campo nos locais onde o caso índice esteve, onde possivelmente pode se encontrar um dos vetores relacionados com a transmissão da febre amarela.

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A infecção

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. É causada por um vírus transmitido por mosquitos, e possui dois ciclos de transmissão (urbano e silvestre). No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. No ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos predominantemente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes.

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Contrato com BRB rendeu R$ 255 milhões ao Estado e 50% a menos de taxas; servidores continuam recebendo normalmente

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O pagamento da folha salarial do servidor do Governo do Tocantins permanece sendo executado pelo Banco de Brasília (BRB) até maio de 2030, conforme contrato assinado em 2025 pelo Estado e a instituição bancária.
A decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO), dessa quinta-feira, 10, que impediu uma futura prorrogação do contrato, não cancela o acordo vigente nem provoca mudanças no pagamento dos servidores estaduais e demais serviços financeiros previstos. Também permanece assegurado o direito à portabilidade. Mesmo com a folha processada pelo BRB, servidores ativos, aposentados, pensionistas e demais beneficiários podem transferir seus vencimentos para a instituição financeira de sua preferência.
Em contrapartida pela operação, o BRB pagou R$ 255 milhões ao Estado, e 50% a menos de taxas nos serviços e movimentações bancárias. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) prepara o detalhamento de sua aplicação com base nos registros oficiais da execução orçamentária.
O contrato prevê ainda até quatro saques mensais e o fornecimento de cartão magnético. Há também previsão de isenção da cesta de tarifas e da anuidade do cartão de crédito por 12 meses, condicionada ao nível de relacionamento do servidor com o banco e às regras de isenção da instituição.
Para as contas da administração direta e indireta relacionadas no acordo, estão previstas isenções sobre movimentações bancárias, emissão de extratos, manutenção de contas, cestas de serviços e renovação cadastral.
A determinação do TCE produz efeito sobre uma eventual renovação depois de maio de 2030. Ao final da vigência, o Estado deverá realizar procedimento competitivo para escolher a instituição que prestará os serviços bancários.
A Sefaz também deverá apresentar ao Tribunal, no prazo estabelecido, uma comparação atualizada entre as condições oferecidas pelo BRB, pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. O levantamento deverá considerar os R$ 255 milhões recebidos, os custos, as tarifas e as condições previstas no contrato.

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