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Governo do Tocantins adota medidas que visam a reorganização administrativa e operacional do Sistema Estadual de Saúde de forma transparente e responsável

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O governador do Tocantins, Laurez Moreira, anunciou nesta segunda-feira, 3, durante coletiva de imprensa realizada na sala de reuniões do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, que está em elaboração um decreto que estabelecerá a adoção de um conjunto de medidas emergenciais voltadas para a reorganização administrativa e operacional que visam restabelecer o equilíbrio das contas e assegurar os serviços de saúde pública estadual.

“Encontramos a situação da saúde de forma preocupante, com déficit de mais de meio bilhão de reais, o que nos leva a adotar medidas para reverter o atual cenário. Trabalhamos com responsabilidade e parceria. Vamos buscar apoio do Ministério da Saúde, renegociar dívidas e estabelecer um plano de pagamento às prestadoras de serviços, com transparência e agilidade, para melhorar a saúde do nosso estado”, afirmou o governador Laurez Moreira.

Entre as ações prioritárias estão a elaboração de um plano de pagamento e renegociação de débitos com empresas prestadoras de serviços de saúde; a implantação efetiva de um sistema de governança e compliance na gestão da saúde, a análise de conformidade e auditoria nos contratos mais vultuosos; e a limitação de novas contratações, assegurando a continuidade dos atendimentos e a eficiência nos serviços públicos de saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues de Souza, enfatizou que a população não terá o atendimento comprometido em virtude das medidas de austeridade adotadas pela gestão.  “O Governo do Tocantins está no controle desse descontrole e adotará todas as medidas que forem possíveis. Trabalhamos com segurança jurídica para que o cidadão não fique desassistido, não haverá descontinuidade de serviço prestado à nossa população “, ressaltou.

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O governador reafirmou o compromisso de buscar soluções conjuntas com o Governo Federal. “Vamos levar essa situação ao conhecimento do Ministério da Saúde, mostrar o que está acontecendo aqui e buscar alternativas”, reforçou Laurez Moreira.

De acordo com diagnóstico elaborado pela área técnica da SES/TO, o montante chega a aproximadamente R$ 652 milhões, sendo R$ 539 milhões de obrigações assumidas em 2025 e R$ 113 milhões de exercícios anteriores, que, considerando o saldo orçamentário de R$ 70 milhões disponível, superam em R$ 582 milhões o equilíbrio das contas.

O levantamento técnico mostra ainda que, entre 2014 e 2024, as despesas com pessoal cresceram 128%, passando de R$ 799 milhões para R$ 1,82 bilhão, enquanto a receita própria estadual aumentou apenas 8,7% no mesmo período, ritmo insuficiente para acompanhar o avanço das despesas essenciais.

Em 2024, 66% de todos os recursos da saúde foram destinados à folha de pagamento, restando 32% para custeio e manutenção, comprometendo a capacidade de investimento e modernização da rede hospitalar.

Decreto

O Governo do Tocantins vai publicar um decreto que adota medidas emergenciais com o objetivo de assegurar a continuidade dos serviços de saúde e restabelecer o equilíbrio das contas com a reorganização administrativa e operacional do sistema estadual de saúde. O documento está sendo construído para reforçar o compromisso da gestão com a legalidade e a responsabilidade fiscal.

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O decreto não tem como finalidade dispensar licitações nem flexibilizar regras de contratação, ao contrário, servirá para dar mais transparência ao cenário emergencial, permitindo a realização de auditorias, a reorganização da gestão, a redução de despesas e a renegociação de contratos. Todas as aquisições e contratações continuarão sendo realizadas atendendo às normas legais e dos procedimentos licitatórios vigentes.

O secretário da Fazenda, Jaime Mariano, ressaltou que as secretarias estão alinhadas na elaboração do decreto, a fim de garantir o pleno funcionamento da saúde estadual, com responsabilidade e transparência.  “Vamos revisar todos os contratos, realizar auditorias e identificar onde é possível reduzir gastos, já que o custo da prestação de serviços está muito elevado. Com o decreto, iniciaremos esse levantamento e as adaptações necessárias para garantir o bom funcionamento da saúde pública no nosso estado, destacou.

Para o secretário do Planejamento e Orçamento, Ronaldo Dimas, a prioridade no momento é deixar transparente a renegociação das dívidas, sem que os serviços na saúde sejam comprometidos.  “Quero reforçar que todos os serviços à população serão plenamente mantidos, nada será interrompido. A principal mudança é que o Governo do Tocantins vai renegociar débitos com os credores, garantindo responsabilidade fiscal sem comprometer o atendimento à população”, afirmou o secretário.

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Primeira Habilitação: Detran/TO explica obrigatoriedade do exame toxicológico para as categorias A e B

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O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), informa que está valendo a exigência do exame toxicológico para a emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (moto) e B (carro), conforme a lei 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 Com isso, os usuários que pretendem tirar a primeira habilitação devem apresentar resultado negativo no exame, que tem o objetivo de detectar o uso de substâncias psicoativas (drogas) pelos condutores para verificar se eles estão aptos a dirigir e não venham se envolver ou causar sinistros de trânsito.

Os exames que deram resultado positivo devem repetir o teste após 90 dias contados da data da coleta. O candidato não perde o processo, que segue até o momento que o resultado negativo tiver sido lançado no sistema.

 Quem está obrigado a fazer o exame?

 A exigência do toxicológico vale para candidatos das categorias A e B que deram início a obtenção da habilitação a partir do dia 16 de maio de 2026, independentemente se exercem atividade remunerada ou não. Os processos que foram iniciados antes desta data seguem sem a exigência do exame.

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 Como e onde fazer o toxicológico?

 O exame é feito diretamente em clínicas credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), sem a necessidade de ir à unidade do Detran/TO. Confira a lista das clínicas e contato.

A detecção das substâncias é feita a partir da coleta de sangue, amostras de cabelo, pele ou unhas, que podem ser usadas no teste e são capazes de identificar se o condutor fez o uso de alguma substância proibida, como drogas.

Após a realização do exame, a clínica lança o toxicológico no registro nacional de condutores habilitados, a qual o Detran/TO terá acesso.

 Momento para realização do exame

 Diferente das categorias C, D e E, o toxicológico para as categorias A e B pode ser feito em qualquer etapa do processo, desde que seja realizado antes da emissão da CNH provisória, uma vez que o documento depende do exame.

 Validade

 Para os casos específicos das categorias A e B, o exame não tem validade e não precisará ser atualizado após a emissão da habilitação provisória, como nas situações das categorias C, D e E, que refazem o exame a cada dois anos e meio.

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 Atenção! Nem todo toxicológico é válido

 O órgão reforça que serão aceitos somente exames toxicológicos, cuja finalidade específica seja para realizar processos referentes à habilitação. Os exames solicitados por outras empresas, como parte de processos de admissão e desligamento, não são válidos.

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