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PROGRAMA JURISDICIONAL REDD+

Em visita à Ilha do Bananal, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos planeja detalhes para realização das oficinas do REDD+

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A plena e efetiva participação dos povos indígenas e comunidades tradicionais na construção das salvaguardas do Programa Jurisdicional de REDD+do Tocantins é uma das principais metas da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) nos próximos meses. Em visita à aldeia Fontoura, localizada no município de Lagoa da Confusão, na Ilha do Bananal, a superintendente de Gestão de Políticas Públicas da Semarh, Marli Santos, conversou com lideranças do povo Iny Karajá, já planejando detalhes para a realização das oficinas preparatórias para a consulta pública sobre o REDD+, que devem ser iniciadas em breve.

Ao todo, serão realizadas 30 oficinas preparatórias, sendo 12 delas com povos indígenas, seis com comunidades quilombolas, seis com agricultores familiares e outras seis com médios e grandes produtores rurais. A ideia é desenhar de forma participativa os indicadores de salvaguardas, escutar as pessoas para melhor definir uma metodologia de repartição dos benefícios, além de um plano de ações a serem executadas para o atendimento das exigências de redução do desmatamento e da degradação.

O engajamento dos povos indígenas, portanto, é fundamental no processo de verificação e certificação dos créditos. “As florestas desempenham um papel vital em qualquer iniciativa de combate às mudanças climáticas. Os povos indígenas são os guardiões da floresta e devem ser recompensados por isso, além de serem atingidos com mais intensidade pelos efeitos da mudança do clima”, afirmou a superintendente Marli Santos.

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A visita à aldeia Fontoura nesta segunda-feira, 31, aconteceu durante ação do programa de inclusão sociopolítica dos povos indígenas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que percorre ainda as aldeias Santa Izabel, no dia 02 de agosto, e Macaúba, no dia 04, também situadas na Ilha do Bananal. Além dos serviços eleitorais, a ação conta com diversos parceiros que oferecem serviços como emissão da carteira de identidade, certidão de nascimento ou casamento e orientação jurídica.

Além da mobilização da comunidade da aldeia, que conta com uma população de cerca de 700 indígenas, a equipe da Semarh colheu informações sobre a logística e a infraestrutura necessárias para a realização do evento. Tudo para que a oficina de REDD+ aconteça da forma mais assertiva possível, cumprindo o objetivo de colher dos próprios indígenas quais suas opiniões e sugestões para a implantação do Projeto.

Uma dessas sugestôes, por exemplo, pode ser a estruturação do trabalho das artesãs da aldeia. Segundo Myxewe Karajá, líder das mulheres artesãs de 18 aldeias da ilha, o artesanato é a principal ocupação das indígenas e muitas vezes o único sustento de numerosas famílias. “A gente precisa de apoio para divulgar e levar o artesanato produzido aqui para outras cidades. Hoje só conseguimos vender as peças no município de São Félix do Araguaia [MT], que é uma cidade pequena e o retorno é baixo. Precisamos valorizar o nosso trabalho, que é passado de geração para geração”, disse.

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As peças feitas com palha, madeira, penas e miçangas contam a história do próprio povo, sua convivência com a exuberante natureza da Ilha do Bananal e sua harmoniosa convivência com os animais. Mas os efeitos da mudança do clima já são percebidos pelos indígenas, como conta Myxewe. “O buriti, que antigamente a gente usava muito pra fazer artesanato, já não está fácil de encontrar. O rio [Javaés] secou muito esse ano e acaba prejudicando a nossa vida porque a gente depende muito dele aqui”, relatou.

Salvaguardas

As salvaguardas de REDD+ também são conhecidas como salvaguardas de Cancun e objetivam garantir que as iniciativas de REDD+ abordem de maneira adequada questões sensíveis como os direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, a participação social, a preservação de ecossistemas naturais, a permanência dos resultados de REDD+ alcançados e o risco de deslocamento da pressão por desmatamento e degradação florestal para outras áreas.

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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