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II SEMANA DA HUMANIZAÇÃO

Troca de experiências marca a II Semana Estadual de Humanização do SUS

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Para vivificar as boas experiências construídas durante os 20 anos da Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretária de Estado da Saúde (SES-TO) está reunindo até o dia 09 de novembro, especialistas, servidores e pacientes para discutir os novos caminhos da Política Nacional de Humanização (PNH). O evento ocorre no auditório do Palácio Araguaia Governador Siqueira Campos e na terça-feira, 7, os temas debatidos foram: a gestão democrática e ampliada do cuidado e acolhimento do paciente e servidor da saúde pública.

“A escolha dos palestrantes para esse evento foi definida com base nos eixos da programação e na forma com que cada profissional fala sobre a humanização para os trabalhadores que atuam nesse setor dentro das unidades hospitalares. Por isso, quem ainda deseja participar, saiba que nesta quarta-feira teremos palestras sobre a valorização do trabalhador e na quinta-feira, as oficinas que construirão o plano de humanização do Estado do Tocantins”, disse o gerente de regulação do trabalho da SES-TO, Tiago Silva.

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Um dos palestrantes, o psicólogo social, professor da Universidade Federal de Alagoas e membro da Rede HumanizaSUS, Sérgio Aragaki, comentou sobre como foi o encontro. “Em primeiro lugar quero agradecer pelo convite, pois estou muito feliz, porque lembraram que eu fiz parte desse coletivo. Este evento é de extrema importância, porque a gente está falando de possibilidades de diálogo, de conversação, de aprendizados, a partir da análise dos contextos locais de trabalho e formas de superação para o fortalecimento e defesa do SUS. E tem sido uma grande satisfação contar com demais pessoas que estiveram comigo nesse trabalho, ouvindo suas perguntas e colaborações, pois tenho certeza que apesar de todas as dificuldades que a gente vem percebendo no país inteiro, aqui no Tocantins tem sido afirmado a defesa da saúde pública de qualidade e defesa da vida”.

“Foi gratificante receber o convite e poder participar de trocas e compartilhamentos de experiências exitosas em ambos os estados ao longo dos anos de existência da PNH. E os momentos de debate com o envolvimento dos participantes foram riquíssimos. Certamente redes foram tecidas nestes dois dias com as Mãos que constroem o SUS que dá certo”, comentou a coordenadora de Humanização do Trabalho na Saúde (DGTES/SUPERH/SESAB), Dirlaine Cristina Aguiar.

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 “Acredito que é muito importante a gente falar sobre a PNH, principalmente no quesito dos 20 anos, que neste momento trazem à tona, todas as questões da humanização e a importância de humanizar o nosso sistema e o atendimento para aquela pessoa que está lá na ponta. Porque se a gente trabalhar esse processo de implantação de formiguinha, todos os sistemas vão vivenciar e entender a importância do cuidado, do olhar com cuidado, para com o próximo, para consigo. E principalmente, porque quando a gente pensa na saúde, a gente não faz saúde para o outro, a gente faz saúde com o outro”, disse o psicólogo do Hospital Regional de Miracema (HRM), Gustavo Oliveira Gomes.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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