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Tocantins recebe 18.100 testes rápidos de dengue que serão distribuídos aos 139 municípios

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-TO) recebeu 18.100 testes rápidos de dengue que serão utilizados para triagem do paciente que apresenta sintomas da doença. Os materiais serão distribuídos aos 139 municípios após término dos trâmites de conferência e alinhamento com as secretarias municipais de saúde.

Segundo a gerente de Vigilância das Arboviroses da SES-TO, Christiane Bueno, “o objetivo dos testes é apoiar na triagem do paciente que possui sintomas da doença, se ele der positivo é o indicativo de confirmação, então, o paciente deve ser manejado mais rápido para o atendimento, a fim de evitar que o quadro seja agravado”.

A técnica reforça que “os testes não devem ser o único critério para definir o atendimento ao paciente, os protocolos já utilizados para diagnóstico da doença devem permanecer baseados no estado clínico do paciente e exames complementares”.

Além das Unidades Básicas de Saúde (UBS), os testes serão distribuídos para todos os hospitais estaduais e nas unidades do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). “Iremos reunir com a equipe da Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Superintendência de Unidades Próprias Hospitalares (SUPH) e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS-TO) para tratar da quantidade de kits que cada município receberá e posteriormente isso será divulgado”, acrescentou Cristiane.

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Capacitação

A Gerência de Vigilância das Arboviroses realizará na segunda-feira, 03, às 09h uma webconferência para esclarecimentos sobre os testes rápidos de dengue. O público-alvo do treinamento são todos os profissionais que atuam na Atenção Primária, Média, Alta Complexidade e Vigilância Epidemiológica no Tocantins.

Prevenção

O cuidado com a dengue deve permanecer mesmo com a ampliação de métodos para diagnóstico da doença, pois o transmissor da dengue, mosquito Aedes aegypti, também transmite zika, chikungunya e febre amarela, sendo preciso eliminar possíveis criadouros do vetor.

A vacina contra a dengue também é outra medida para evitar a doença e as doses estão disponíveis nas unidades de saúde da Região Capim Dourado e Médio Norte Araguaia, para a população de 10 a 14 anos.

Os municípios das referidas regiões são: Aparecida do Rio Negro, Tabocão, Lagoa do Tocantins, Lajeado, Lizarda, Miracema do Tocantins, Miranorte, Novo Acordo, Palmas, Rio dos Bois, Rio Sono, Santa Tereza do Tocantins, São Félix do Tocantins; Tocantínia; Aragominas, Araguaína, Araguanã, Babaçulândia, Barra do Ouro, Campos Lindos, Carmolândia, Darcinópolis, Filadelfia, Goiatins, Muricilândia, Nova Olinda, Pau D’Arco, Piraquê, Santa Fé do Araguaia, Wanderlândia e Xambioá.

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Dengue no Tocantins

Em 2024, o Tocantins teve 24.128 notificados de dengue, destes 3.973 foram confirmados, e infelizmente, com 07 óbitos.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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