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WORKSHOP

SSP/TO realiza workshop voltado para a valorização da saúde mental dos profissionais

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A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Escola Superior de Polícia (Espol) e a Gerência de Valorização do Policial Civil, realiza nesta terça-feira, 25, um workshop sobre saúde mental, no auditório da Delegacia-Geral, em Palmas. O evento propõe fornecer ferramentas e conhecimentos para que os gestores possam identificar e apoiar colegas que necessitam de ajuda, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

O secretário da Segurança Pública, Wlademir Mota Oliveira, reforçou a importância da necessidade de um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar dos profissionais. “Com este workshop, buscamos reconhecer e tratar as questões de saúde mental no cotidiano dos nossos profissionais, para que possamos construir uma segurança pública com mais saúde”, declarou.

Milene Mendonça de Souza Magalhães, diretora de perícia criminal do Instituto de Criminalística de Palmas, participou do evento e destacou os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da Segurança Pública. Ela apontou a importância de reconhecer a necessidade de suporte para os profissionais da área.

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“É sempre importante lembrar que a nossa profissão nos coloca diariamente à prova e em situações de estresse. Esse estresse decorre tanto das exigências do próprio ofício, quanto da necessidade de lidar com pessoas e também com cenas de crimes violentos que envolvem crianças, mulheres e idosos. Essas situações são extremamente impactantes, e, como seres humanos, não podemos agir de maneira mecânica ou como máquinas. Não há como não se envolver emocionalmente, mas como profissionais, temos que tentar manter o foco”, afirmou Milene.

A psicóloga Leni Barbosa, gerente de valorização do Policial Civil, destacou que a  saúde mental é crucial para o bem-estar integral do corpo e da atuação profissional. “Se não estivermos bem mentalmente, nosso corpo responderá negativamente, prejudicando nossa saúde geral. Nosso principal objetivo aqui hoje, é aprender mais sobre como lidar com esses desafios diários e compartilhar esse conhecimento com nossos colegas. Precisamos desenvolver esse olhar mais atento para aqueles que necessitam de ajuda e orientá-los da melhor maneira possível para sair desse ciclo prejudicial”, finalizou.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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