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AMBULATÓRIO TRANSEXUALIZADOR

SES-TO inicia debate para implantação de Ambulatório Transexualizador no Tocantins

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) iniciou o debate para a implantação do 1º Ambulatório Transexualizador do Estado do Tocantins. Na segunda-feira, 14,  em reunião com representantes da Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Tocantins (Atrato) ficou acordado o início da construção de uma linha do cuidado, que vai estabelecer os protocolos, diretrizes e fluxos de acesso aos usuários que necessitam deste tipo de atenção.

A ação será coordenada pela Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), com apoio da Superintendência de Unidades Hospitalares Próprias (SUHP) e do Programa de Diversidade na Saúde e municípios. Estima-se que exista no Tocantins, entre homens e mulheres trans, aproximadamente 400 pessoas.

A presidente da Atrato, Bianca Marchioli relatou a necessidade da população trans no Tocantins.  “Essa reunião foi feita para buscar um avanço sobre a questão da implantação do Ambulatório Trans, uma necessidade que envolve os atendimentos em hormônio terapia, acompanhamento médico, endocrinológico e psicológico, além da realização dos procedimentos cirúrgicos,  como a mastopexia é a colocação de prótese para a mulher trans. Saímos satisfeitos, a reunião foi bem produtiva. Já temos com o Estado um trabalho com o Programa da Diversidade da Saúde, espaço que falamos da inclusão da pessoa trans, da visibilidade, do empoderamento e das nossas necessidades, estamos avançando nestas pautas”, disse.

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A diretora da Atenção Primária, da SES-TO, Thalyta Mayane Fernandes participou da reunião e relatou que “o Estado está ciente desta necessidade e irá trabalhar para a implantação deste serviço. A Secretaria neste momento irá construir a linha do cuidado, onde serão estabelecidos os protocolos, diretrizes e fluxos de acesso desses pacientes aos atendimentos que serão ofertados, desde atenção básica até a alta complexidade”, afirmou.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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