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SAÚDE PUBLICA

SES-TO alerta para o Dia Mundial das doenças tropicais negligenciadas

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Para chamar a atenção para doenças que acometem milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade em todo o mundo, dia 30 de janeiro é marcado como o “Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN)”, e a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) alerta para a importância do controle dessas doenças presentes em mais de 149 países do mundo e na disseminação de informações sobre elas.

“Hoje, no Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, reforçamos um alerta importante. Essas doenças atingem principalmente as populações mais vulneráveis e ainda causam sofrimento evitável. A SES-TO segue comprometida com a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, mas a participação da população é fundamental. Ao perceber sintomas, procure a unidade de saúde. Informação e cuidado salvam vidas. Enfrentar essas doenças é promover saúde, equidade e dignidade para todos”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

As Doenças Tropicais Negligenciadas são representadas por mais de 20 doenças e agravos, onde se destacam a doença de Chagas, Leishmanioses, Malária, Tracoma, Dengue, Hanseníase, entre outras. A bióloga da Área Técnica de Malária e Tracoma/GDTN/DVDVZ/SVS/SES-TO, Vanuza Alves Soares, afirma que a SES-TO vem investindo na vigilância dessas doenças e implementando ações para que se alcance a eliminação ou controle desse grupo, com destaque para o tracoma. “A SES-TO desenvolve ações contínuas de vigilância, prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento do tracoma, em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as principais estratégias estão às ações de educação em saúde, recomendadas aos 139 municípios, com foco na promoção da higiene facial e das mãos, especialmente entre estudantes de um a nove anos. Nos municípios com profissionais capacitados e padronizados pela SES-TO, são realizadas ações de busca ativa de casos por meio do exame ocular externo em escolares, com investigação dos contatos e tratamento imediato dos casos positivos, conforme os protocolos nacionais.”

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Tracoma

O tracoma é classificado como uma doença tropical negligenciada por afetar, principalmente, populações em situação de maior vulnerabilidade social, onde há limitações no acesso à água potável, ao saneamento básico e aos serviços de saúde. Quando não diagnosticado e tratado de forma oportuna, o tracoma pode evoluir para formas graves, podendo causar cegueira evitável, sobretudo em crianças.

A bióloga ainda reforça que “essas ações são complementadas pela busca ativa de casos, pela educação em saúde contínua e pela vigilância epidemiológica, com o objetivo de interromper a transmissão da doença, reduzir sua prevalência e prevenir a ocorrência de cegueira evitável”.

Redução expressiva

Conforme a enfermeira da Área Técnica de Malária e Tracoma/GDTN/DVDVZ/SVS/SES-TO, Denize Khirlley Macedo, o Tocantins mantém uma série histórica consolidada de dados epidemiológicos sobre o tracoma, produzida a partir das ações de vigilância realizadas nos municípios. “Entre 2016 e 2025, foram realizados 276.543 exames oculares em estudantes da rede pública, com identificação de 3.564 casos positivos, resultando em média de positividade de 0,8%, percentual consistentemente inferior ao limite de 5% estabelecido pela OMS para a eliminação do tracoma como problema de saúde pública.”

Após a redução das ações nos anos de 2020 e 2021 em decorrência da pandemia de COVID-19, observou-se retomada gradual das atividades a partir de 2022, com manutenção de baixos percentuais de positividade, em torno de 0,5%, mesmo diante de variações na cobertura municipal.

No ano de 2025, registrou-se o menor número de municípios realizando exames oculares no período recente, refletindo desafios operacionais e a rotatividade de profissionais capacitados. Ainda assim, os indicadores epidemiológicos permaneceram baixos, reforçando a efetividade das estratégias de controle adotadas no estado. “Esse resultado reflete o fortalecimento das estratégias de controle, prevenção e educação em saúde desenvolvidas no estado, indicando avanços importantes rumo à eliminação do tracoma como problema de saúde pública”, acrescenta a enfermeira.

Sustentabilidade da eliminação

Em relação à malária, o Tocantins vem trabalhando de forma contínua pela sustentabilidade da eliminação da doença. Desde 2020, o estado desenvolve e atualiza anualmente o Plano de Ação Anual Tocantins sem Malária, consolidando estratégias de vigilância, diagnóstico, tratamento oportuno e resposta rápida a casos suspeitos.

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A Gerente de Vigilância e Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas, Carina Graser Azevedo,  destaca que “o Tocantins não registra mais casos autóctones de malária e atualmente trabalha junto às equipes municipais para manter esse status alcançado, visando evitar a reintrodução de casos no Estado e o reestabelecimento da doença.”

Em 2023, foram notificados 31 casos de malária no Estado, dos quais 25 eram importados e seis autóctones, concentrados nos municípios de Almas, Conceição do Tocantins e Porto Nacional. Já em 2024, todos os 24 casos registrados foram importados, provenientes tanto de outros estados da Região Amazônica quanto de países vizinhos. Até agosto de 2025, o Tocantins contabilizou apenas três casos importados, representando uma redução de 80% em relação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido registrados 15 casos importados.

Webinário

Como parte das ações alusivas ao Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, a SES-TO, por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde e da Área Técnica de Tracoma, realizará um webinário sobre as Recomendações das Ações de Vigilância e Controle do Tracoma nesta sexta-feira, 30, das 15h às 17h, com transmissão ao vivo pelo canal ETSUS Tocantins no YouTube, por meio do link: [https://www.youtube.com/watch?v=JO0XZ5mas2g].

O evento será realizado de forma on-line, com participação voltada a profissionais da vigilância em saúde, da Atenção Primária à Saúde e do Programa Saúde na Escola (PSE). A iniciativa tem como objetivo qualificar os profissionais, alinhar as ações municipais, conscientizar os gestores locais sobre a importância da continuidade das atividades e fortalecer a sustentabilidade da eliminação do tracoma como problema de saúde pública no Tocantins.

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SAÚDE

Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado

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O Governo do Tocantins fortalece a rede de atenção especializada à saúde ao implantar, no Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante. A medida também inclui a aprovação do fluxo de atendimento do serviço, formalizada por meio da Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO) nº 080, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 7.069, na quinta-feira, 28.

O ambulatório está em funcionamento desde 4 de fevereiro de 2026. Com a aprovação do fluxo, os atendimentos foram oficializados e passam a ser conduzidos conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Estadual de Transplantes do Tocantins, assegurando atendimento humanizado e organizado aos pacientes.

O avanço fortalece o HGP como referência em transplantes na região Norte do país e proporciona mais agilidade ao processo de avaliação de pacientes com indicação para o transplante renal. Com a implantação do serviço, os usuários passam a realizar no próprio estado os exames e avaliações necessários para a habilitação ao procedimento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras unidades da federação e garantindo um acompanhamento clínico mais qualificado. A iniciativa também contribui para acelerar o ingresso dos pacientes na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou que a implantação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal representa mais um avanço na qualificação da rede estadual de saúde. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso da população a serviços especializados e garantir que os tocantinenses recebam um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e próximo de suas famílias. A implantação desse ambulatório fortalece a assistência aos pacientes renais crônicos e demonstra o compromisso do Governo do Tocantins com a oferta de uma saúde pública de qualidade, reduzindo barreiras e proporcionando mais dignidade a quem aguarda por um transplante”, afirmou.

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A coordenadora da Central de Transplantes do Tocantins (Cetto), Tatiana Alves, celebrou a aprovação do fluxo. “A criação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP representa um marco para a assistência aos pacientes renais crônicos no Tocantins. A estruturação desse serviço amplia a capacidade da rede estadual de transplantes, fortalece a integração entre as equipes envolvidas no cuidado e garante um acompanhamento mais próximo e seguro durante todo o processo de preparação para o transplante. É uma conquista que reforça o compromisso do Estado com a oferta de uma assistência cada vez mais especializada e humanizada”, explicou.

A paciente do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Alessandra Melo Santos, pontuou sobre o atendimento da unidade. “Sou paciente renal crônica, tenho 23 anos e estou fazendo todo meu acompanhamento pelo Ambulatório de Pré-Transplante no HGP. Estou sendo muito bem atendida. Amei o cuidado e a atenção de cada profissional que me atendeu. Quero agradecer cada profissional que está trabalhando aqui e cuidando para que tudo dê certo”, comentou.

O médico nefrologista do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Giordano Floripe Ginani, explicou a importância da aprovação do fluxo. “A formalização do fluxo fortalece a organização da linha de cuidado ao paciente renal crônico e assegura maior integração entre os serviços envolvidos no processo de transplante. O ambulatório passa a concentrar e coordenar as avaliações necessárias para a definição da elegibilidade dos pacientes, permitindo um acompanhamento mais qualificado, padronizado e eficiente, com foco na segurança assistencial e na ampliação do acesso ao transplante renal”, ressaltou.

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O nefrologista afirmou que o funcionamento do ambulatório permitirá que todas as etapas do estudo pré-transplante sejam realizadas no HGP, incluindo avaliações médicas, exames e acompanhamento multiprofissional. “O objetivo é encurtar o caminho do paciente até o transplante e fortalecer a rede de apoio a esse paciente, que demanda cuidado contínuo. Ao mesmo tempo, são lançadas as bases para a futura habilitação de um serviço de transplantes no HGP”, completou o médico Giordano Floripe.

Transplante renal

Atualmente, o Tocantins ainda não realiza transplantes renais. Por isso, pacientes renais crônicos com indicação para o procedimento são encaminhados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a centros especializados em outros estados.

Com a implantação do serviço do Ambulatório de Pré-Transplante Renal no HGP, o Estado avança no fortalecimento da linha de cuidado e amplia os estudos técnicos voltados à futura implantação do serviço de transplante renal no Tocantins.

No transplante renal, o órgão pode ser doado por uma pessoa viva compatível, geralmente um familiar ou pessoa com vínculo afetivo ou por um doador falecido, mediante autorização da família e confirmação do diagnóstico de morte encefálica, conforme os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Dados do SNT apontam que, em 2024, foram realizados 6.325 transplantes de rim no Brasil. Em 2025, foram 6.702 transplantes, e entre janeiro e 29 de maio de 2026, foram registrados 2.534 procedimentos.

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