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Direito a Acompanhante

População tocantinense volta a ter acompanhantes e visitas nos hospitais estaduais

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Após registro de queda nos índices da Covid-19, no Estado do Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) rever medidas de restrições no ambiente hospitalar e autoriza o retorno de visitas e acompanhantes em todos os 17 hospitais de gestão Estadual. A medida passa a valer a partir da quarta-feira, 19, quando todas as unidades estiverem com o fluxo reorganizado.
Os hospitais estavam com restrições de visitas e acompanhantes desde o dia 24 de junho, quando o Estado registrou alta nos números de contaminação pelo novo Coronavírus. Desde então só eram permitidas pessoas para acompanhar menores de idade, idosos, parturientes ou pacientes com necessidades especiais, com a autorização de uma troca diária.
A partir de agora serão liberados acompanhantes previstos em leis (os citados acima) e os com recomendação médica, devido a uma necessidade pela patologia do paciente, bem como múltiplas fraturas, pacientes cardíacos e com dificuldades de locomoção.
Uma das beneficiadas com o fim das exceções será a paciente Ilsadete Barbosa, residente de Paraíso do Tocantins. Ela está internada no Hospital Geral de Palmas (HGP) e comemorou a notícia. “Fico muito feliz, pois  estou fora de casa há oito dias, agora poderei receber visitas e ter alguém me acompanhando. Estar doente e ainda se sentir sozinha é muito ruim”, disse.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva, “a medida restritiva levou em consideração os dados daquele momento epidemiológico do Estado, que demonstrava alta dos casos. Agora com a queda, podemos voltar a ter uma normalidade nas unidades, mas sempre levando em conta as medidas de prevenção que seguem em vigor conforme Decreto Estadual n°6420, o qual traz estas observações, em ambiente hospitalar”, disse.
“Faremos um alinhamento com todas as diretorias de hospitais, para que estejam preparadas para receber novamente este público, de forma a garantir a segurança biológica de todos, bem como a ordem dentro do ambiente hospitalar”,  enfatizou a superintendente de Unidades Próprias da SES-TO, Elaine Sanches.
Dados da Covid-19
Dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-TO) apontam que de julho a setembro de 2022, houve uma redução de 98,7% de casos confirmados da Covid-19 no Tocantins e 95,5% nos óbitos pela doença. No período foram registrados 15.866 (julho), 2.885 (agosto) e 205 (setembro) casos confirmados e 22 óbitos (julho), 06 (agosto) e 01 (setembro).
No comparativo entre 2021 e 2022, o Estado também tem redução. De janeiro a 09 de outubro de 2021, o Tocantins teve 148.056 casos confirmados da doença e 2.682 óbitos. Já em 2022, os números são: 104.965 casos confirmados e 218 óbitos, uma redução de 29,1% (casos) e 91,9% (óbitos). A taxa de letalidade atual da enfermidade é de 0,21%, cerca de 88,5% menor em comparação a 2021.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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