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LACEN-TO discute normas do Projeto de Acreditação da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde

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Dando continuidade à organização interna e cumprimento dos requisitos referentes às normas e participação do Projeto de Acreditação da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública, o Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (LACEN-TO),   promoveu na terça-feira, 14, uma reunião geral com toda a equipe de Palmas, para a  Declaração da Política de Qualidade e Biossegurança da instituição.

Na oportunidade, também foram apresentados os requisitos de identidade institucional, missão, visão e valores, em consonância às normas da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). A discussão é importante, pois  faz parte de um rito em que todos os servidores são envolvidos no processo que inclui o estabelecimento de protocolos e aprimoramento dos processos de trabalho, vislumbrando o atendimento dos requisitos das normas.

O processo de acreditação é longo e envolve desde a alta direção, gestores, servidores da instituição e os colaboradores e é transversal à todas as áreas técnicas e administrativas da unidade.

“A discussão sobre o pleito é importante, para fortalecermos as ações e serviços do LACEN-TO, que tem como único objetivo a conquista deste selo de acreditação, nos dando uma perspectiva de fortalecimento de toda a política de controle de qualidade da rede laboratorial pública”, disse a Superintendente da Vigilância em Saúde da SES-TO, Perciliana Joaquina Bezerra.

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“Este é um rito que seguiremos para concretizar o que o LACEN-TO representa, como referência para o diagnóstico e vigilância laboratorial no Tocantins. Estamos em uma nova fase de organização, em todos os aspectos, para obtermos a certificação da excelência dos exames que realizamos, acompanhando toda a Rede Nacional dos Laboratórios de Saúde Pública”, disse a diretora do LACEN-TO, Dra. Jucimária Dantas.

O Programa Nacional de Gestão da Qualidade para os Laboratórios de Saúde Pública é um elemento importante que contribui no melhor desempenho analítico e possibilita que os laboratórios gerem resultados com mais eficiência, precisão e confiabilidade.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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