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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Gravidez na adolescência: SES-TO alerta a população sobre a importância da prevenção e sensibilidade ao tema

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A gravidez é um acontecimento marcante na vida das famílias e, em particular da mulher, que vive neste período mudanças físicas e emocionais ocasionadas pelo crescimento do bebê. Durante a adolescência, as mudanças podem representar complicações, pois há a possibilidade de riscos típicos da gestação tanto para mãe e filho. Para sensibilizar sobre a importância da redução e prevenção aos casos de gravidez na adolescência no Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), participa da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que acontece entre os dias 01 e 08 de fevereiro. Entre as atividades abordadas está o debate e atenção de políticas públicas, capacitação e reforço nas ações realizadas pelo trabalho integrado realizado pelas áreas da saúde, educação e desenvolvimento social.

Segundo dados da ONU, para cada grupo de mil meninas, de 15 a 19 anos, há uma incidência mundial de 46 nascimentos, sendo que no Brasil a taxa fica em torno de 68,4. A taxa de gestação na adolescência no Brasil é alta para a América Latina, com 400 mil casos/ano. Dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que no ano de 2023, o Tocantins registrou 3.622 nascidos vivos de adolescentes e jovens com idade entre 10 e 19 anos, o que corresponde a 16% do total anual, que foi 22.587 nascidos vivos. “A gravidez na adolescência afeta vários aspectos e diversas fases do desenvolvimento, com impactos na vida social, educacional, econômica, mental e emocional. A gravidez em meninas e jovens de 10 a 19 anos aumenta os riscos à saúde, a possibilidade de desestruturação familiar, alta carga de estresse e sofrimento psíquico, desencadeando diversos problemas que tem impacto na sociedade e na economia como um todo”, disse a técnica da área da adolescente da SES-TO, Sandra Rettemann.

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A técnica acrescenta que, “a gravidez na adolescência é um tema que deve ser trabalhado o ano todo, e mais especificamente no início de fevereiro, pois precede o período do Carnaval, sendo importante despertar a atenção e o cuidado com os adolescentes e jovens e com a prevenção através do uso de métodos de prevenção. A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta que os adolescentes e jovens entre 10 e 19 anos não estão preparados fisiologicamente, nem emocionalmente para assumirem as responsabilidades da maternidade e paternidades”.

As adolescentes que estão grávidas podem contar com serviços de assistência médica (consultas, exames e acompanhamentos) e psicológica em toda a rede pública de saúde do país. “Quando uma adolescente descobre que está grávida, ela deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua região para agendar uma consulta e iniciar, o mais rápido possível, os cuidados do pré-natal”, disse o médico técnico da Diretoria de Atenção Primária da SES-TO, Diego de Abreu Noleto.

Ações

A SES-TO tem realizado ações de educação em saúde junto aos municípios para conscientizar e prevenir a gravidez na adolescência, com destaque para a:

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– distribuição da Caderneta de Saúde do Adolescente;

– Realização do Fórum Perinatal Estadual;

– I Seminário de Prematuridade Pequenas Ações Grandes Impactos;

– Assessoria presencial às equipes de saúde dos municípios, quanto ao planejamento familiar (Métodos contraceptivos).

Semana Nacional de Prevenção da Gravidez

A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência foi instituída pela Lei nº 13.798/2019, que amplia o artigo 8º da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Ações conjuntas do poder público, instituições de ensino e sociedade civil são fundamentais para a proteção do jovem e adolescente.

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SAÚDE

Obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual chegam a quase 80% de execução

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As obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual (HMME), em Palmas, registram 76,04% de execução. De acordo com o cronograma da obra, a conclusão está prevista para março de 2027, com previsão de início do funcionamento em maio.

O projeto prevê 210 leitos, sendo 80 destinados a unidades especializadas. Entre eles estão 30 leitos de UTI neonatal, 10 de UTI obstétrica, 30 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 10 de Unidade Canguru.

A unidade terá serviços nas áreas de ginecologia, obstetrícia e neonatologia. O projeto também contempla Casa da Gestante, ambulatório, banco de leite humano e heliponto.

O Hospital da Mulher e Maternidade Estadual será destinado à assistência à saúde da mulher e do recém-nascido, e substituirá a atual estrutura do Hospital e Maternidade Dona Regina.

Prédios anexos

A previsão é que três prédios anexos do hospital sejam entregues em dezembro: a Casa da Gestante, o ambulatório e o restaurante. O ambulatório terá 12 consultórios organizados em salas temáticas para atendimento especializado.

A Casa da Gestante terá 20 leitos destinados às mães que aguardam a alta dos bebês, além de espaços de convivência. O restaurante atenderá às necessidades do ambulatório.

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