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Governo do Tocantins viabiliza cirurgia facial inédita no HGP

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Mais uma conquista no Sistema Único de Saúde (SUS) do Tocantins. O Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou recentemente um procedimento inédito com a instalação de uma prótese no maxilar do lado direito de um paciente de 44 anos, em tratamento oncológico na unidade hospitalar.  A cirurgia de alta complexidade foi conduzida pela equipe do Serviço de Reconstrução Crânio Facial, no intuito de levar bem-estar e qualidade de vida ao usuário.

“Quando eu soube dessa notícia que eu podia fazer o procedimento como este, foi a realização de um sonho, pois do jeito que eu estava, comparado como estou agora, a diferença é muito grande”, estas foram as palavras do padeiro, Josimar Braga durante sua consulta pós-cirúrgica esta semana. Ele segue em recuperação e recebendo todo o acompanhamento ambulatorial necessário, no HGP.

“O paciente veio encaminhado do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço para o Serviço de Reconstrução Crânio Facial, no intuito de realizarmos a reconstrução, na parte de bucomaxilo. Então o planejamento foi solicitar uma prótese personalizada em liga de titânio. Uma tomografia do paciente foi realizada e encaminhada à empresa que por computação gráfica trabalhou as imagens dando forma ao desenho que nós solicitamos. Uma peça extremamente delicada uma espessura de 0,6 milímetros, só poderia ser confeccionada por manufatura aditiva, (camada por camada). A empresa terceirizada tem uma parceria fora do Brasil e a peça foi importada com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, detalha a doutora Daniela Carvalho, especialista em reconstrução mandibular que atua no serviço de Reconstrução Crânio Facial do HGP.

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A especialista acrescentou que “conseguimos adaptar para desenvolver esta peça que encaixa perfeitamente no paciente, o qual recebeu alta hospitalar, dois dias depois e  após 15 dias estará recuperado para o retorno das atividades normais da rotina. Evoluímos da pesquisa para a parte prática, que necessitou da área de engenharia mecânica também  para fornecer a prótese. É uma tecnologia que  além da atuação na área dos profissionais de saúde. Este tipo de procedimento não faz parte do rol do SUS, mas foi uma iniciativa do Governo do Estado, para proporcionar um  tratamento ao paciente de última tecnologia que se tem na área de serviço  crânio facial. É uma vitória ver este resultado, com uma peça personalizada, que devolva não só a estética como a função”,  explicou a  doutora.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva, “o nosso objetivo é promover um SUS que faça a diferença na vida das pessoas. Poder ver este paciente realizar um sonho através de uma ação pontual da equipe da Secretaria é uma realização para nós também. Tudo isso é possível porque temos um governador que pensa nas pessoas e nos dá todo o respaldo para proporcionar uma saúde pública cada dia melhor”, afirmou o gestor.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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