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CAPACITAÇÃO

Governo do Tocantins encerra capacitação do Aepeti com simulações práticas de combate ao trabalho infantil

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), encerrou ao meio-dia desta quinta-feira, 12, a I Capacitação de Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti). Após três dias de debates intensos no auditório do Comando Geral da Polícia Militar, em Palmas, o evento foi finalizado com uma oficina prática que colocou à prova o conhecimento técnico dos representantes dos 139 municípios tocantinenses.

O ponto alto do último dia foi a simulação de situações reais enfrentadas pelas equipes nos territórios. Os participantes foram divididos em grupos de dez componentes com o desafio de analisar cenários críticos e elaborar ações imediatas de enfrentamento.

A gerente de Proteção Social Especial da Setas, Ruth da Silva Sampaio, destacou que depois de dois dias de orientações e qualificações para as equipes, o último dia seria para validar os conhecimentos e as dúvidas que ainda restaram: “A metodologia prática é o que garante a efetividade do programa na ponta. A teoria ganha vida quando os técnicos se sentam para resolver problemas que eles encontram no dia a dia, como a exploração em feiras livres ou o trabalho doméstico invisível. Essa troca de experiências fortalece a segurança técnica para atuar nos municípios”.

A técnica da Média Complexidade da Gerência da Proteção Social Especial, Juliana Moreira, complementou a fala da gerente explicando que tudo que foi passado durante os primeiros dias da capacitação foi colocado em prática na Oficina: “Criamos dez exemplos práticos sobre trabalho infantil, cada grupo teve que estruturar um plano de ação que envolvesse desde a identificação do trabalho precoce até o acolhimento da família e a articulação com a rede de garantia de direitos”.

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Resultados e Integração

O evento contou com a participação de mais de 500 representantes dos municípios nos três dias de eventos.

A secretária da Setas, Cleizenir dos Santos, avaliou positivamente o encontro ressaltando que o Estado cumpre seu papel de suporte técnico. “Finalizamos esta etapa com a certeza de que nossas equipes municipais voltam para suas cidades mais preparadas e integradas. O objetivo é único: assegurar que o lugar da criança seja na escola e brincando, nunca trabalhando”, afirmou.

Durante os três dias, o evento percorreu os cinco eixos estratégicos do Aepeti: Informação e Mobilização, Identificação, Proteção Social, Defesa e Responsabilização, e Monitoramento.

O coordenador do Fórum Estadual de Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social do Tocantins (Fetsuas/TO) e representante técnico do município de Colmeia, Emanuel Aires, disse que a capacitação foi fundamental e necessária para impactar os municípios para que todos se engajem contra o trabalho Infantil: “É dever de todos assegurar à criança e ao adolescente em seus direitos fundamentais e esse evento veio corroborar com o que já fazemos e nos provocar para que façamos mais e melhor”.

A capacitação também serviu para alinhar o uso do Sistema de Monitoramento do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Simpeti), ferramenta essencial para o registro qualificado e acompanhamento das ações.

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A secretária de assistência social de Angico e vice-presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social do Tocantins (Coegemas/TO), Deusivan Sousa dos Santos, disse que sua equipe retorna consciente e cheia de vontade de fazer algo diferente e buscar mais resultados. “Parabenizo a Setas por estar à frente e trazer uma capacitação que era tão esperada e necessária. Após esses três dias de muita informação nossa equipe volta para o município com outro olhar diferente e cheia de vontade de fazer o nosso melhor”, pontuou.

O coordenador do Creas de Gurupi, Ismael Nascimento Macedo, participou dos três dias de evento e ressaltou que após a capacitação a equipe do município está apta a identificar casos obscuros ou enraizados na cultura da sociedade como normalizados.

Com o encerramento da programação os municípios agora levam metas claras para a implementação de busca ativa e campanhas educativas permanentes, especialmente em períodos de festividades regionais, onde o risco de incidência de trabalho infantil costuma aumentar.

AEPETI

São Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. É um conjunto de iniciativas do Governo Federal, inserido no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), focado em identificar, proteger e retirar crianças e adolescentes (menores de 16 anos) de atividades de trabalho, especialmente as insalubres ou degradantes.

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SAÚDE

Ambulatório do HGP transforma a rotina de crianças com doenças raras e garante tratamento especializado no Tocantins

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Para muitas famílias tocantinenses, as quartas-feiras representam mais do que um dia de tratamento. São dias de esperança, cuidado e a certeza de que seus filhos recebem acompanhamento especializado sem precisar sair do estado. Referência no Tocantins, o Ambulatório de Infusão Pediátrica do Hospital Geral de Palmas (HGP) acompanha atualmente cerca de 24 crianças com doenças raras e crônicas que necessitam de medicamentos de alto custo administrados por infusão endovenosa.

Único serviço do tipo em funcionamento no estado, o ambulatório atende pacientes de municípios como Palmas, Paraíso do Tocantins, Tupiratins, Guaraí e Araguaína. Entre as condições tratadas estão doença de Crohn, retocolite ulcerativa, doença inflamatória intestinal, doença de Gaucher, lúpus, osteogênese imperfeita, conhecida como “ossos de vidro”, e dermatomiosite.

A coordenadora do Ambulatório Pediátrico do HGP, Jeane Coimbra, explica que o atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional preparada para acompanhar cada paciente de forma individualizada. “Os pacientes com doenças raras são acompanhados por meio de consultas ambulatoriais ou durante internações na pediatria do HGP. Todos os que realizam infusões na unidade já passaram por avaliação especializada. Contamos com médica reumatologista pediátrica, enfermeiros e técnicos de enfermagem, garantindo um atendimento seguro e humanizado”, destaca.

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Segundo a reumatologista pediátrica Núbia Carmo, o ambulatório de infusão pediátrica do HGP atende diversas especialidades que necessitam de medicamentos intravenosos contínuos para o tratamento de doenças crônicas. “Entre os pacientes atendidos estão crianças com Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, que recebem infliximabe; Doença de Gaucher, tratada com alfataliglicerase; Imunodeficiências, que recebem imunoglobulina; Artrite idiopática juvenil sistêmica, tratada com tocilizumabe; Osteogênese imperfeita (“ossos de vidro”), que recebem ácido zoledrônico e pacientes transplantados renais que necessitam de eculizumabe”.

Um dos avanços mais significativos implantados pelo serviço foi a substituição do pamidronato pelo ácido zoledrônico no tratamento da osteogênese imperfeita. “Antes, essas crianças precisavam ficar internadas por até três dias a cada três ou quatro meses para receber a medicação. Hoje, a aplicação é feita apenas uma vez a cada seis meses. É uma evolução já adotada em grandes centros do país e que conseguimos trazer para o Tocantins, proporcionando mais conforto e qualidade de vida aos pacientes e às famílias”, ressalta a especialista.

Outro benefício destacado pela médica é a realização de tratamentos que anteriormente exigiam deslocamentos para outros estados. “Temos o caso de uma paciente da nefropediatria que passou por transplante renal e precisava viajar regularmente para Brasília para receber a medicação. Hoje ela faz o tratamento aqui mesmo, no HGP. Além disso, muitos pacientes conseguem receber os medicamentos sem necessidade de internação, permanecendo sob observação durante a infusão e retornando para casa no mesmo dia”, afirma.

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Entre as famílias atendidas está a de Lorenzo Lima Lira Lima, de seis anos, diagnosticado com osteogênese imperfeita. A mãe, Valnice Carneiro Lima, acompanha o tratamento do filho no HGP desde 2020 e destaca a importância do serviço para a qualidade de vida da criança. “Meu filho faz tratamento desde os seis meses de vida. Eu só tenho elogios para toda a equipe. Médicos, enfermeiros e técnicos são profissionais comprometidos e muito dedicados. Sempre fomos acolhidos com respeito e atenção”, relata.

Valnice também percebe os resultados das melhorias implementadas no tratamento. “Antes, as internações eram mais frequentes e podiam durar até uma semana. Hoje, ele recebe a medicação com intervalos maiores e volta para casa no mesmo dia. A última dose foi em fevereiro e a próxima será apenas em agosto. Isso trouxe muito mais tranquilidade para nossa rotina e para a vida dele”, comemora.

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