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Governo do Tocantins alinha parceria para aquisição de unidade móvel de coletas de sangue no norte do Estado

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Em agenda institucional em Araguaína, o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva, reuniu-se, na quarta-feira, 25, com representantes da Associação Comercial e Industrial (ACIARA) e Rotary Clube de Araguaína. O objetivo foi alinhar uma parceria entre as entidades e o Governo do Tocantins, para a aquisição de uma unidade móvel, para coleta de sangue, na região norte do Estado.

Durante a reunião foi definido que o veículo será adquirido e doado pelo Rotary Club e empresários e repassado para uso da Hemorrede Tocantins, com manutenção e funcionamento sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). A unidade irá melhorar a estrutura física e a capacidade operacional da região e com isso aumentar o número de coletas de bolsas de sangue.

Para o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva, “ficamos felizes com a iniciativa do Rotary e da ACIARA, em se mobilizarem para nos ajudar a salvar vidas. O Estado do Tocantins está aberto a parcerias como esta, que somam para a ampliação dos serviços de saúde à população”, afirmou.

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O governador distrital do Rotary Club do Tocantins, Goiás e Distrito Federal, José Hilário Rodrigues, comentou que “foi proveitosa a reunião com o nosso secretário, porque portas se abrem e o Rotary Club tem a missão de servir a comunidade, e se a gente conseguir de fato implantar uma unidade móvel de captação de sangue vai ajudar muitas pessoas. Faremos a finalização dos projetos e como já temos a adesão do Estado, já iremos nos mobilizar para a aquisição”.

Para a Superintendente da Hemorrede Tocantins, Pollyana Gomes, “a aquisição deste veículo possibilitará o aumento das coletas de sangue na região, fortalecendo o atendimento das demandas transfusionais. É um instrumento importante que contribui para que o estoque esteja continuamente normalizado. É um moderno posto de coleta de sangue sobre rodas para saúde itinerante”.

Trabalho da Hemorrede no Norte do Estado

Em 2022, as duas unidades de coleta da região Norte (Araguaína e Augustinópolis), captaram mais de 8 mil bolsas de sangue que atenderam 13 hospitais públicos e particulares.

Doação de Sangue

Para ser um doador é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos e pesar mais de 50 kg. Os adolescentes precisam de uma autorização formal do responsável para doar.

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O doador não pode ingerir bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação e precisa ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas. É importante estar bem alimentado e evitar comidas gordurosas no período de 3 horas antes da doação.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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