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CASA DE DONA REGINA

Casa de Dona Regina completa nove anos de assistência a mães e bebês

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A Casa de Dona Regina, residência que recebe gestantes, recém-nascidos e puérperas em situação de risco, completa 26, nove anos, na segunda-feira, 26 de junho. O espaço é administrado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e dá continuidade aos atendimentos feitos pela equipe do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR).

“Eu recomendo muito a casa, já estou há 43 dias, e se não pudesse ficar aqui, ficaria na rua, pois não tenho condições de pagar um local e não tenho parentes em Palmas. Para quem mora fora é o melhor lugar, pois é tudo muito bom, eu só tenho que agradecer a todos que trabalham lá”, afirmou a a residente na casa, Juliana Mendes Noleto, moradora de Gurupi e mãe da pequena Luna Luna Mendes Alves, que nasceu com 30 semanas, e está na Unidade Intensiva (UI) do HMDR.

O diretor geral do HMDR, Iatagan Barbosa, conta que “temos muito orgulho do trabalho realizado na Casa de Dona Regina, pois têm ajudado centenas de pessoas de outras localidades que já passam por situações difíceis e precisam do apoio da unidade”. Para o servidor, o trabalho prestado nesses nove anos é motivo de alegria a toda equipe.

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Intuito da Casa

Entre os objetivos da Casa de Dona Regina estão: oferecer às gestantes e puérperas maior qualidade à assistência materna e neonatal; o melhor acolhimento às usuárias residentes em locais distantes do HMDR; o fortalecimento do vínculo mãe, bebê e família; além de segurança nos cuidados pós-natais e diminuir a morbimortalidade materna e neonatal.

A casa

O público-alvo para atendimento da Casa são pessoas que não residam ou tenham condição de permanecer em Palmas, sendo elas, grávidas que demandam monitoramento, avaliação e condutas diárias; puérperas com bebês internados nas Unidades Intermediárias (UI) e recém-nascidos que necessitam de cuidados e assistência, pois estão estabilizados, mas precisam ganhar peso, realizar exames e receber alta médica.

As usuárias são encaminhadas a residência por meio do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HMDR e na Casa recebem toda manhã, a visita do médico plantonista. Também são ofertados às usuárias alimentação e assistência na área de enfermagem 24 horas. A residência fica próximo ao HDMR, a fim de auxiliar no deslocamento rápido das gestantes, sendo designado um motorista com veículo a todo o momento para atender as demandas.

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Permanência na Casa

A Casa de Dona Regina possui 20 leitos adultos e três para bebês. Em 2022, recebeu 2.663 pessoas, já até maio deste ano foram 1.087 atendimentos. A casa é uma residência provisória, ou seja, as mães podem ficar até 40 dias, período de término do puerpério. Após este período, as mães que ainda precisarem permanecer em Palmas, são encaminhadas para a Casa de Apoio Vera Lúcia Pagani, mantida pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social.

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SAÚDE

Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado

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O Governo do Tocantins fortalece a rede de atenção especializada à saúde ao implantar, no Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante. A medida também inclui a aprovação do fluxo de atendimento do serviço, formalizada por meio da Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO) nº 080, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 7.069, na quinta-feira, 28.

O ambulatório está em funcionamento desde 4 de fevereiro de 2026. Com a aprovação do fluxo, os atendimentos foram oficializados e passam a ser conduzidos conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Estadual de Transplantes do Tocantins, assegurando atendimento humanizado e organizado aos pacientes.

O avanço fortalece o HGP como referência em transplantes na região Norte do país e proporciona mais agilidade ao processo de avaliação de pacientes com indicação para o transplante renal. Com a implantação do serviço, os usuários passam a realizar no próprio estado os exames e avaliações necessários para a habilitação ao procedimento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras unidades da federação e garantindo um acompanhamento clínico mais qualificado. A iniciativa também contribui para acelerar o ingresso dos pacientes na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou que a implantação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal representa mais um avanço na qualificação da rede estadual de saúde. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso da população a serviços especializados e garantir que os tocantinenses recebam um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e próximo de suas famílias. A implantação desse ambulatório fortalece a assistência aos pacientes renais crônicos e demonstra o compromisso do Governo do Tocantins com a oferta de uma saúde pública de qualidade, reduzindo barreiras e proporcionando mais dignidade a quem aguarda por um transplante”, afirmou.

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A coordenadora da Central de Transplantes do Tocantins (Cetto), Tatiana Alves, celebrou a aprovação do fluxo. “A criação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP representa um marco para a assistência aos pacientes renais crônicos no Tocantins. A estruturação desse serviço amplia a capacidade da rede estadual de transplantes, fortalece a integração entre as equipes envolvidas no cuidado e garante um acompanhamento mais próximo e seguro durante todo o processo de preparação para o transplante. É uma conquista que reforça o compromisso do Estado com a oferta de uma assistência cada vez mais especializada e humanizada”, explicou.

A paciente do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Alessandra Melo Santos, pontuou sobre o atendimento da unidade. “Sou paciente renal crônica, tenho 23 anos e estou fazendo todo meu acompanhamento pelo Ambulatório de Pré-Transplante no HGP. Estou sendo muito bem atendida. Amei o cuidado e a atenção de cada profissional que me atendeu. Quero agradecer cada profissional que está trabalhando aqui e cuidando para que tudo dê certo”, comentou.

O médico nefrologista do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Giordano Floripe Ginani, explicou a importância da aprovação do fluxo. “A formalização do fluxo fortalece a organização da linha de cuidado ao paciente renal crônico e assegura maior integração entre os serviços envolvidos no processo de transplante. O ambulatório passa a concentrar e coordenar as avaliações necessárias para a definição da elegibilidade dos pacientes, permitindo um acompanhamento mais qualificado, padronizado e eficiente, com foco na segurança assistencial e na ampliação do acesso ao transplante renal”, ressaltou.

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O nefrologista afirmou que o funcionamento do ambulatório permitirá que todas as etapas do estudo pré-transplante sejam realizadas no HGP, incluindo avaliações médicas, exames e acompanhamento multiprofissional. “O objetivo é encurtar o caminho do paciente até o transplante e fortalecer a rede de apoio a esse paciente, que demanda cuidado contínuo. Ao mesmo tempo, são lançadas as bases para a futura habilitação de um serviço de transplantes no HGP”, completou o médico Giordano Floripe.

Transplante renal

Atualmente, o Tocantins ainda não realiza transplantes renais. Por isso, pacientes renais crônicos com indicação para o procedimento são encaminhados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a centros especializados em outros estados.

Com a implantação do serviço do Ambulatório de Pré-Transplante Renal no HGP, o Estado avança no fortalecimento da linha de cuidado e amplia os estudos técnicos voltados à futura implantação do serviço de transplante renal no Tocantins.

No transplante renal, o órgão pode ser doado por uma pessoa viva compatível, geralmente um familiar ou pessoa com vínculo afetivo ou por um doador falecido, mediante autorização da família e confirmação do diagnóstico de morte encefálica, conforme os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Dados do SNT apontam que, em 2024, foram realizados 6.325 transplantes de rim no Brasil. Em 2025, foram 6.702 transplantes, e entre janeiro e 29 de maio de 2026, foram registrados 2.534 procedimentos.

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