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SEGURAÇA PÚBLICA

SSP/TO participa de debates sobre integração de bancos de dados das forças policiais em reunião do Conselho Nacional de Secretários de Segurança

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O secretário de Segurança Pública do Tocantins, Bruno Sousa Azevedo, participou nesta quinta-feira, 23, da abertura da XCVII reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). O encontro está acontecendo em São Paulo, simultâneamente à programação do Congresso de Operações Policiais (COP) Internacional.

 

Esta edição da reunião do Consesp debate, entre outros temas, propostas para integrar bancos de dados entre as forças de segurança dos 26 estados e do Distrito Federal. A ideia é que todas as instituições consigam acessar os boletins de ocorrência umas das outras, assim como os bancos de dados imagens das instituições integrantes.

 

Esta proposta está em fase avançada para implementação. A principal vantagem é que os procurados poderiam ser identificados por sistemas de reconhecimento facial ou mesmo por números de documentos quando tentassem circular entre os estados.

 

A reunião teve também discussões sobre propostas legislativas para aperfeiçoar o sistema de segurança pública do país. O secretário Bruno Azevedo disse que o encontro pode destravar soluções para grandes dificuldades no combate ao crime organizado.

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“As organizações criminosas hoje têm atuação interestadual e em alguns casos até internacional. As instituições de segurança pública precisam agir de forma conjunta para combater o crime com eficiência. O cidadão só tem a ganhar com a implementação das medidas deliberadas hoje neste encontro”, disse o secretário.

O gestor visitou ainda exposições na COP Internacional. Este é o principal evento de segurança pública e atividade policial da América Latina e dezenas empresas que têm soluções tecnológicas nessa área apresentam as últimas tecnologias. O evento segue até o próximo sábado, 30, na capital paulista.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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