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SEGURAÇA PÚBLICA

SSP-TO inicia Programa de Estágio Supervisionado com parceria entre universidades e Escola Superior de Polícia Civil

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A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) deu início, nesta terça-feira, 14, ao seu novo Programa de Estágio Supervisionado, desenvolvido em parceria com instituições de ensino superior e coordenado pela Escola Superior de Polícia Civil (ESPOL). A iniciativa tem como objetivo promover o aprendizado prático e o desenvolvimento profissional de estudantes, ao mesmo tempo em que fortalece o vínculo entre a Secretaria e o meio acadêmico.

Na ocasião, a SSP-TO deu as boas-vindas aos dois primeiros estagiários do programa. Vitória Alves, 25 anos, aluna do 10º período de Direito, e Lucas Zorz, 23 anos, estudante do 8º período, ambos da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Os acadêmicos irão atuar na área jurídica da Superintendência da Polícia Científica, auxiliando nas rotinas administrativas e jurídicas da unidade.

A superintendente de Segurança Integrada, Maria de Fátima Holanda, destacou a importância do programa como um espaço de troca e aprendizado mútuo. “Essa parceria com as universidades é essencial para aproximar a Secretaria da comunidade acadêmica. Os estudantes trazem novas ideias e perspectivas, enquanto têm a oportunidade de vivenciar, na prática, a realidade do serviço público e da segurança pública”, ressaltou a superintendente.

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O programa, regulamentado pela Central de Estágio Supervisionado da SSP, prevê que os estágios sejam realizados mediante convênios firmados com instituições de ensino superior devidamente credenciadas pelo MEC. As atividades desenvolvidas deverão estar relacionadas a projetos que contribuam para o Planejamento Estratégico da SSP, respeitando a carga horária máxima de 30 horas semanais.

O superintendente da Polícia Científica, Wanderson Santana Rocha, celebrou o início do projeto e ressaltou a relevância da presença dos estagiários na rotina da instituição. “A chegada dos estagiários representa um passo importante na integração entre o conhecimento acadêmico e a prática profissional. Aqui, eles terão a oportunidade de aplicar o que aprendem na universidade em situações reais, contribuindo para a melhoria dos processos e também para o fortalecimento da nossa equipe”, afirmou.

A iniciativa também será expandida para outras áreas da Secretaria. O estágio é supervisionado e não gera vínculo empregatício, sendo voltado para estudantes com matrícula regular e frequência comprovada em cursos de nível superior.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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