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Polícia Civil do Tocantins realiza ações educativas para alunos de escolas públicas da região do Jalapão

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Durante esta semana, policiais civis que atuam no Sistema Integrado de Operações (SIOP) estão percorrendo escolas da região do Jalapão, promovendo ações socioeducativas voltadas para crianças e adolescentes, dentro do escopo da Operação Caminhos Seguros. Nos dias 6, 7 e 8, as ações foram realizadas no município de São Félix do Tocantins.

Na terça-feira, 6, os policiais civis estiveram na Escola Municipal Cantinho do Céu, onde palestraram para 125 crianças com idades entre 7 e 10 anos. Já na quarta-feira, 7, e nesta quinta-feira, 8, foram realizadas três palestras na Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, onde as atividades foram direcionadas a alunos do ensino fundamental e médio, alcançando mais de 420 alunos.

As atividades contaram com o apoio dos professores, coordenadores e diretores das escolas, além da presença da secretária municipal de Educação de São Félix do Tocantins, Delice dos Reis Barbosa.

Os policiais civis Renato Mendes Arantes e Ariosvandre Tavares Araújo Guimarães conduziram as palestras e dinâmicas com conteúdo adaptado às faixas etárias atendidas, abordando temas como prevenção à violência, segurança, autoestima e canais de denúncia.

Nesta quinta-feira, os policiais também se reuniram com os membros do Conselho Tutelar do município de São Félix do Tocantins, abordando sobre os melhores caminhos a serem tomados em caso de crianças e adolescentes vítimas de violência, as melhores práticas de atendimento a essas vítimas, com o intuito de criar uma rede de proteção mais robusta.

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“Foi com grande satisfação que estivemos reunidos hoje para falar sobre a operação Caminhos Seguros, uma iniciativa fundamental do Ministério da Justiça e Segurança Pública no combate a crimes contra crianças e adolescentes. Sabemos que nossas crianças são o futuro de nossa sociedade e, por isso, é nossa responsabilidade protegê-las e garantir que possam crescer em um ambiente seguro e saudável. Nesse contexto, o trabalho do conselho tutelar é crucial, pois eles estão na linha de frente, identificando e apoiando crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Juntos, podemos promover um ambiente onde as crianças se sintam seguras e protegidas, onde possam denunciar e onde nós, enquanto sociedade, possamos ouvir e agir da forma correta”, destaca Renato Mendes Arantes.

*Operação Caminhos Seguros*

A Operação Caminhos Seguros faz parte do Plano Estadual de Atuação Integrada de Segurança Pública e mobiliza forças federais, estaduais e municipais no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A operação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e se estende por todo o Estado durante o mês de maio.

O foco principal é atender municípios e localidades mapeadas como áreas de risco, com ações que integram segurança pública, justiça e assistência social. A operação se baseia no Processo de Atuação Integrada (PAI) e atua em três eixos: fiscalização e inteligência, ações educativas e proteção humanizada às vítimas.

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Ações educativas

A Superintendência de Segurança Integrada, por meio da diretoria do Sistema Integrado de Operações (SIOP), lidera as ações educativas da operação. Essas atividades são voltadas a crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos e ocorrem em escolas públicas e privadas de todo o Tocantins.

O diretor do SIOP, Anderson Casé, destaca que as ações educativas serão realizadas em outras cidades, de norte a sul do Tocantins. “As ações educativas do Siop têm como objetivo criar um ambiente mais seguro e acolhedor para nossas crianças e adolescentes, estimulando a conscientização e o diálogo sobre a importância de proteger os direitos infanto-juvenis. É fundamental que as crianças, jovens e suas famílias saibam onde buscar ajuda e como prevenir situações de violência e abuso”, reforça.

Além das palestras, são realizadas dinâmicas participativas, rodas de conversa e distribuição de materiais educativos, tudo com o apoio de equipes multidisciplinares e da rede local de proteção à infância e juventude. Durante as ações, também são divulgados canais de denúncia de forma acessível e didática.

                                                                             

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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