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Militares em formação reforçam policiamento nas festividades religiosas e temporada de praia no Tocantins

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O reforço na atuação e a presença dos policiais militares em formação no policiamento preventivo e ostensivo das festas das tradicionais romarias religiosas e na temporada de praia tiveram um reflexo positivo nos índices de policiamento e boa recepção da sociedade. Isso se reflete em números, com mais de 15 mil pessoas e veículos abordados, no mês de julho, durante a temporada de praia e cerca de 2 mil somente nas festas religiosas, agora em agosto, que teve em média dez dias de romarias.
Sobre o ostensivo, foram mais de 1,7 mil militares atuando nos finais de semana nos balneários e uma média de 60 policiais por dia durante as festas religiosas, sendo que, junto com o efetivo mil novos policiais, em esquema de revezamento, participaram das operações da temporada de praia, festejos de Nossa Senhora D’Abadia e romarias do Bonfim como estágio prático, após o término do primeiro módulo do Curso de Formação de Praças (CFP) na Polícia Militar, iniciado em março.
Em Natividade, durante as festas do Nosso Senhor do Bonfim, os policiais em formação participaram dos patrulhamentos, com supervisão de militares com mais tempo de atuação, conforme destaca o major QOPM Renato Marques Lisboa, que é comandante da 2ª Companhia Independente (CIPM). “O reforço dos policiais em formação nestes eventos contribuiu para maior visibilidade dos trabalhos de segurança e redução dos índices de ocorrências. Vimos ainda o reconhecimento da população aos trabalhos dos novos policiais”, afirmou.
Na temporada de praia, a atuação desses alunos praças também teve boa recepção da população e, segundo o major da PM Thiago Monteiro Martins, subcomandante do 1º Batalhão de Palmas, a ajuda dos novatos aumentou o efetivo nas praias e refletiu nos números. “Conseguimos prevenir muitas atuações criminosas, não teve percepção de crime. Com o retorno dos eventos nas praias, após a pandemia, foi fundamental esse reforço para a gente conseguir prevenir crimes, recuperar veículos e cumprir mandados de prisões em algumas praias”, relatou.
Militares em formação
Para o aluno praça Leonardo Moreira de Araújo lotado na 1ª CIPM – Arraias, que atuou na temporada de praia em Paranã e nos festejos de Nossa Senhora D’Abadia em Taguatinga, participar dessas atividades mostrou a importância do policial no combate a criminalidade para proteger a população e para garantir a aplicação das leis. “Percebi que o cidadão se sentiu mais seguro ao ver que nos locais dos eventos existia uma maior quantidade de policiais, além disso, mesmo quando ocorreu algum ilícito a pronta resposta foi imediata, o que gerou credibilidade pela população”, comentou.
O novo militar ainda afirmou que a sua atuação e dos colegas sempre teve supervisão e contou como estágio supervisionado. “Nosso curso de formação é um curso diferenciado, pois já sairemos com o curso de Tecnólogo em Segurança Pública, mais capacitados e preparados para atender a população”.
Quem também está satisfeito com a formação e tem expectativa  para mais momentos práticos de policiamento é o aluno praça Wesley Prado Amaral da Silva, lotado em Dianópolis, que atuou no policiamento da  Romaria do Senhor do Bonfim na cidade. “Foi uma importante experiência para o nosso desenvolvimento profissional. Não basta a teoria, esta deve estar aliada à prática. Colocamos em ação o que aprendemos no curso, o que foi bastante satisfatório. Andávamos pelas ruas, conversamos com as pessoas, foi o nosso primeiro contato direto com a população. E trabalhar com policiais já formados contribuiu ainda mais, pois foi o momento de corrigirmos pequenas arestas. Diversas pessoas vinham  agradecer nosso serviço, crianças e adultos pediam para tirar foto, outros diziam que o policiamento no Tocantins era diferenciado, pois estávamos atentos às necessidades sem qualquer tipo de distinção”, comentou.
Também lotado em Dianópolis, o aluno praça Francisco Cesar Matos de Sousa pode colocar o estudado em sala de aula em prática e sentir a realidade da profissão, o contato com a sociedade. “O reconhecimento da população foi gratificante, mostra que escolhi a profissão certa. Tivemos pedidos de apertos de mãos, abraços, manifestação de agradecimentos, fotos com admiradores. Vimos que a população é peça fundamental para o combate e prevenção de crimes. Tenho as melhores expectativas possíveis. As atividades policiais exigem empenho e técnica para alcançar esse nível e as próximas etapas exigirão de nós mais disciplina e comprometimento, mas estamos nas mãos dos melhores instrutores”, destacou.
A aluna praça Jéssica Maíra Rocha dos Santos relatou as atividades que executou, como guarda estática e móvel para a proteção dos civis. “O policiamento nos eventos e também no geral é bastante importante, principalmente, como forma preventiva dos atos ilícitos, pois proporciona segurança e conforto à população, além disso estreita os laços da mesma com a instituição. Foi muito gratificante poder ver o brilho no olhar das crianças ao ver uma policial feminina. Houveram muitos cidadãos agradecendo a nossa presença e nos cumprimentando durante todo o serviço expressando a felicidade em ver nos ver na rua”, contou.
Reflexo em números
Em um comparativo com a última temporada de praia, antes da pandemia da covid-19, em 2019, nesse ano de 2022, o número de abordagens triplicou. Há quatro anos, foram 2,2 mil carros parados e 3,3 mil pessoas abordadas, já nesta temporada 6,3 mil carros e 9,8 mil pessoas. O número de prisões também foi bem maior saindo de 14 para 98, além de sete apreensões de menores. Nesta temporada, as ações preventivas têm números significativos, somente de blitz ocorreram 131. No caso das ações durante a operação das romarias do Bonfim também foi possível perceber um resultado positivo, mesmo no curto período das festas, que em média duram dez dias. A operação abordou mais de 500 carros e 1,4 pessoas, além de realizar 23 eventos policiais e 14 blitz, o que resultou em poucas ocorrências registradas, com apenas duas prisões.
Formação dos militares
Os mil alunos-soldados estão distribuídos em 28 turmas nas cidades polos de Palmas, Araguaína, Gurupi, Guaraí, Paraíso, Pedro Afonso, Porto Nacional, Araguatins, Tocantinópolis, Arraias, Dianópolis, Colinas e Miracema. O Curso de Formação tem duração de 12 meses e busca formar profissionais do quadro efetivo da Polícia Militar, capazes de compreender o exercício da Segurança Pública como prática da cidadania, participação profissional, social e política, para atitudes de justiça, cooperação, respeito à lei, promoção humana, e repúdio à intolerâncias, com foco na paz social.

 

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Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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