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Operação Átria

Em Ananás, Polícia Civil realiza mais uma etapa da operação Átria, prende homens por violência doméstica e apreende armas de fogo

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Dando continuidade às ações da Operação Átria, a qual ocorre em todo território tocantinense, na manhã desta segunda-feira, 3, policiais civis da 18ª Delegacia de Ananás, com apoio da Polícia Militar, deram cumprimento a dois mandados de prisão com ordem de busca e apreensão, além de prender em flagrante delito um terceiro agressor.

Conforme o delegado-chefe da 18ª DP, Carlos Eduardo Estrela, durante as diligências foram presos dois comerciantes da cidade e um pescador, os quais são investigados pelos crimes de ameaça e violação de medida protetiva no contexto da Lei Maria da Penha. Os presos têm 64, 61 e 35 anos de idade.

“O fato que chamou bastante atenção das equipes policiais é que o homem, de 61 anos, além de ameaçar a vítima e toda a família dela, costumava, como modo de intimidação, dizer que era policial civil e que, inclusive, teria vindo para Ananás para substituir o delegado da cidade”, frisou o delegado Carlos Eduardo. Com ele foram localizados e apreendidos uma arma de fogo calibre 22, um simulacro de pistola, além de várias munições calibre 9mm e .22.

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Já o indivíduo, de 64 anos, está sendo investigado por ameaçar de morte a ex-esposa e o filho dela, os quais tiveram que se refugiar na cidade. As ameaças consistentes se deram com violação das medidas protetivas de urgência, não restando outra alternativa senão a decretação da prisão preventiva.

Por fim, o terceiro indivíduo foi preso em flagrante por agredir fisicamente sua companheira, na casa dela, sendo localizado logo em seguida pelos policiais civis. Após a realização dos procedimentos legais cabíveis, os três presos foram conduzidos à Central de Atendimento da Polícia Civil, em Tocantinópolis e, em seguida, recolhidos à Cadeia Pública da cidade, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

Para o delegado Carlos Eduardo, as prisões realizadas são muito importantes, uma vez que trata-se de crimes graves, que, em tese, foram cometidos pelos autores. “A pronta intervenção da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar resultou na identificação e captura desses três homens e também nas apreensões das armas de fogo, que poderiam ser utilizadas para a prática de crimes ainda mais graves”, destacou a autoridade policial.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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