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Seduc entrega cadernos de apoio para a educação indígena em reunião formativa com gestores das Superintendências Regionais

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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) lançou os Cadernos de Apoio de Língua Portuguesa e Matemática para os estudantes indígenas matriculados na rede estadual de ensino do 1º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. O lançamento ocorreu, nesta quarta-feira, 26, durante reunião com as Superintendências Regionais de Educação (SRE), com o objetivo de alinhar as ações para o segundo semestre de 2023.

A distribuição dos cadernos integra as ações do Programa de Recomposição das Aprendizagens (Recomeçar). O objetivo é trazer a especificidade, a interculturalidade e o propósito de que os conteúdos trabalhados tenham sentido e faça parte da vida dos estudantes indígenas, a reafirmação de suas identidades étnicas, a valorização de suas línguas e tradições.

Os Cadernos de Apoio têm como foco o processo de alfabetização de crianças indígenas com a abordagem de todos os objetos de conhecimento por meio da identidade de cada etnia. O material trabalha habilidades do Documento Curricular do Tocantins (DCT), foi elaborado em Língua Portuguesa e conta com ilustrações e textos que remetem a realidade dos oito povos indígenas do Tocantins, que são atendidos pelas unidades de ensino de seis Superintendências Regionais da Educação da Seduc.

As Imagens ilustrativas trazem os elementos da cultura de todos os povos do Tocantins, as atividades são acompanhadas da Turminha Legal, representada por personagens das oito etnias.

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Atualmente, no Estado do Tocantins, a rede estadual de ensino conta com 96 unidades escolares e 38 extensões, destas duas são em escolas urbanas, atendendo 5.868 estudantes de seis Superintendências Regionais, em oito municípios.

Para o Secretário de Educação, Fábio Vaz, as cartilhas são uma conquista para as comunidades dos povos originários, que contarão com material específico para a educação indígena, respeitando as etnias.  “Os conteúdos são abordados de modo que tenham conexão com a realidade dos estudantes. A proposta do caderno de apoio é fantástica, é uma conquista significativa para a educação do estado do Tocantins”.

A professora da SRE de Miracema do Tocantins, Noemi Xerente, disse que a cartilha é de grande importância, não só para professores, mas também para os alunos.  “Esse material vai nos ajudar, eu sou uma professora antiga, a primeira professora indígena no Tocantins, estou me aposentando mas vai servir para as professoras que vão ficar depois de mim”.

O gerente da Educação Indígena da Seduc, Ercivaldo Xerente, ressaltou que é um momento ímpar para todos nós indígenas do Tocantins. “Para nós indígenas trata-se de um apoio e um fortalecimento, que é oferecer um ensino de qualidade para as nossas crianças lá na base. E precisamos disso, desse apoio, desse olhar carinhoso e um ensino de qualidade para com as escolas indígenas”.

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O superintendente da Regional de Educação de Tocantinópolis, Dorismar Carvalho, frisou que o material é uma demanda antiga da comunidade indígena, de um material pedagógico adaptado para cada realidade. “Esta entrega vem trazer grandes benefícios, principalmente para os professores que trabalham nas escolas estaduais indígenas onde eles vão ter esse material de apoio pedagógico e consequentemente o reflexo será na aprendizagem dos estudantes”.

Reunião Informativa

A Reunião Informativa com as SRE tem como público alvo os superintendentes das seis regionais com escolas indígenas, coordenadores de polo, assessores pedagógicos além de técnicos da Diretoria de Educação dos Povos Originários e Tradicionais da Seduc, e prossegue até esta quinta-feira, 28.

Na pauta, o funcionamento da Gerência de Desenvolvimento da Educação Indígena, a formação e funcionamento das Associações das Escolas Indígenas, formação de Consórcios, utilização dos recursos e aquisição de materiais, apresentação do Plano de Ação Pedagógico/2023 e monitoramento pedagógico.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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