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Seduc discute avanços e desafios da Educação em Tempo Integral em Seminário Regional

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Com o tema “A Política de Educação Integral e(m) Escola de Tempo Integral no Tocantins e na Amazônia: experiências em movimento”, Palmas sedia o II Seminário Regional da Região Norte do Programa Escola em Tempo Integral, reunindo gestores, educadores e especialistas. O evento teve início nesta quarta-feira, 24, e segue até a próxima sexta-feira, 26.

A iniciativa do Ministério da Educação (MEC), em parceria com Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Universidade Federal do Tocantins, Universidade Federal do Pará e da Rede Nacional de Articuladores (Renapet). A coordenação local está sob responsabilidade da professora Rosilene Lagares, da UFT, e envolve representantes de 139 municípios, além de dirigentes e técnicos das Secretarias Municipais de Educação.

O Tocantins atualmente possui 101 escolas em tempo integral, sendo 86 de ensino médio, o que representa 18% das unidades escolares do estado. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023, o estado lidera o Ensino Médio Integral na região Norte e ocupa a segunda posição no Brasil.

O programa oferece formações híbridas, combinando atividades presenciais e online, para capacitar superintendentes, diretores e gerentes escolares na implementação da política de tempo integral. Esta é a segunda edição do seminário; a primeira ocorreu no último mês de agosto, reunindo gestores para debater estratégias de expansão e aprimoramento do modelo.

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Além da capacitação, o evento visa ampliar o número de escolas em tempo integral no estado, apoiar o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Plano Estadual de Educação (PEE), e fortalecer o debate técnico sobre o tema.

A mobilização dos participantes é feita pela Secretaria de Educação do Tocantins, em parceria com a equipe da UFT. A política valoriza o contexto territorial e o projeto de vida dos estudantes, integrando as ações entre município e estado.

Em seu discurso, o secretário executivo da Seduc, Eurípedes Fernandes Cunha, que representou o secretário de Educação Hercules Jackson, destacou a importância da educação integral. “No Tocantins, queremos seguir alinhados ao Ministério da Educação, fortalecendo as políticas e parcerias. A Secretaria está comprometida em trabalhar unida, tanto nas iniciativas internas quanto nas propostas do MEC. Desejo boas-vindas a todos, em nome do governador Laurez Moreira e do secretário Hercules Jackson”, afirmou.

Marcelo Leineker Costa, vice-reitor da UFT, representando a reitora Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem, ressaltou a presença dos professores no evento. “É gratificante ver docentes engajados em todas as frentes. Na UFT, temos uma reitora educadora. A educação é um ato político, e o Ministério da Educação reafirma seu compromisso político com essa causa”, declarou.

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Alexandre Falcão, representante do MEC, celebrou os avanços alcançados. “Celebramos o aumento de matrículas nas escolas em tempo integral, aproximando-nos da meta de uma educação integral com equidade e qualidade. Mais de 90% dos entes já possuem políticas locais. Isso mostra que a educação integral é uma política de estado, que transcende governos”, afirmou.

A secretária municipal de Educação de Palmas, Anice de Souza Moura, falou sobre os desafios da educação integral. “Sabemos o quanto é desafiador oferecer uma educação em tempo integral que atenda às necessidades de professores e estudantes. Precisamos unir forças para garantir os direitos que todos merecem”, concluiu.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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