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Teia Tocantins 2025 é encerrada com diálogos, vivências e valorização da cultura tradicional

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Em um espaço de diálogo, vivências e contribuições diversas, pontos de cultura do Tocantins, poder público, sociedade civil e comunidade em geral se uniram neste fim de semana para a realização da Teia Tocantins 2025: Pontos de Cultura pela Justiça Climática. De sexta-feira, 12, a domingo, 14, o evento promoveu uma série de atividades com o objetivo de discutir diversidade cultural, sustentabilidade, gestão da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e o papel da cultura diante da emergência climática.

A 6ª Teia do Tocantins reafirmou-se como um importante espaço de proposições, debates e transmissão de saberes, por meio da união de uma grande diversidade cultural, evidenciada pela ampla participação dos pontos de cultura do estado.

Também foi realizado o Fórum Estadual de Pontos de Cultura do Tocantins, com representantes da Rede Tocantins de Cultura Viva, na Casa do Artesão. O encontro teve como objetivo apresentar propostas, promover discussões e eleger delegados que participarão da Teia Nacional, em 2026. A Secretaria da Cultura (Secult) participou do Fórum como observadora e ofereceu apoio por meio da equipe de servidores e da logística, ao lado de outras entidades e instituições.

Participação

Ao todo, participaram 30 pontos de cultura do Tocantins, com o credenciamento de 70 participantes na Teia. A secretária-executiva da Cultura do Tocantins, Valéria Kurovski, que responde interinamente pela pasta, celebrou o sucesso da Teia Tocantins e destacou a valorização da diversidade cultural no estado. “Foram três dias de pura sinergia entre as mais diversas manifestações da nossa rica cultura. Com a participação de ponteiros de todas as regiões do estado, o Fórum e a Teia estaduais se transformaram em um palco repleto de cores, sons, movimentos e diversidade, demonstrando a força e a resistência dos pontos de cultura”, afirmou.

Durante a Teia Tocantins, o diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Tião Soares, destacou a importância da Política Nacional Cultura Viva e do diálogo com os territórios.

“Estamos muito felizes em participar da Teia Tocantins. É extremamente importante estar aqui, conhecendo e valorizando projetos que impulsionam essa política e que chegam a todos os recantos do estado. As culturas tradicionais e populares representam nossas identidades e revelam uma riqueza imensa de saberes, práticas e detalhes. Esse fio que tece a Teia desperta em nós uma sensibilidade especial, pois fortalece redes articuladas, capazes de promover debates fundamentais sobre a dimensão simbólica da cultura. Mais do que importante, o diálogo com as pessoas e com as cidades é imprescindível”, enfatizou.

Para o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secult, Antônio Miranda, a Teia e o Fórum apresentaram resultados positivos e importantes proposições para a cultura tocantinense.

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“A Secretaria da Cultura, que é a realizadora deste evento, promoveu uma programação muito significativa. Tivemos a abertura com ampla participação da sociedade civil e de diversos grupos culturais. Foi um momento ímpar, tanto pela organização quanto pelo fortalecimento da identidade cultural do nosso estado. No dia 13, realizamos os seminários, divididos em três eixos temáticos. Esses temas foram resultado de reflexões coletivas, com o objetivo de construir propostas para que o Tocantins apresente sua contribuição à Sexta Teia Nacional, no âmbito da Política Cultura Viva no Brasil. Já no dia 14, realizamos o Fórum, voltado principalmente aos representantes dos Pontos de Cultura. Nesse espaço, foram eleitos 30 delegados que representarão o Tocantins na Sexta Teia Nacional”, destacou.

O representante do Ministério da Cultura (MinC) no Tocantins, Cícero Belém, avaliou que o evento permitiu vivenciar a potência da cultura tocantinense. “Ao longo de três dias, pudemos aprofundar discussões sobre temas que movem a vida cultural da nossa comunidade e testemunhar a força da arte em ação. Um destaque especial foi a descentralização da programação, que potencializou o protagonismo dos pontos de cultura e contou com a presença e participação de indígenas, comunidades quilombolas e mestras e mestres da cultura popular”, afirmou.

Já o coordenador do Ponto de Cultura Casa do Artesão e representante da Rede Tocantins de Pontos de Cultura, Erval Benmuyal, destacou que a Teia Tocantins 2025 evidenciou a força de uma rede potente, diversa e articulada.

“Os Pontos de Cultura reafirmam, neste encontro, seu papel fundamental como espaços de interlocução social e política, onde a arte e a cultura se tornam linguagem de diálogo, formação, construção de opinião e pactuação coletiva. São lugares de transmissão de saberes, de espiritualidade, de escuta, de cuidado e de criação de futuros possíveis. Encerramos esta Teia com o compromisso renovado de fortalecer os Pontos de Cultura do Tocantins como instrumentos dinâmicos de acesso, inclusão e transformação social, capazes de aproximar sociedade civil e poder público na construção de uma gestão cultural democrática, participativa e territorializada”, destacou.

Avaliação

Para a agente do Pontão Nacional Gêneros em Rede – Regional João Pessoa/PB, que representou a entidade, Vivi de Exu, o evento foi um sucesso. “Fazer essa troca, com toda essa diversidade cultural, foi um divisor de águas na minha vida profissional, política e social. Como venho dizendo desde a abertura do evento, essa Teia foi um sucesso”, afirmou.

O diretor artístico e presidente da Companhia Os Kaco, Kadu Oliviê, agradeceu a oportunidade de participar e contribuir com o evento. “É um momento de conexão, de muito aprendizado e de troca de experiências. Um espaço em que nos conectamos com fazedores e fazedoras de cultura de todos os cantos deste país tão grande e diverso. Trata-se de uma oportunidade única. Estou muito animado e, sobretudo, honrado por estar aqui no Tocantins, fazendo parte desse movimento, sendo reconhecido e podendo seguir junto com os mestres e mestras do nosso território. Essa troca e essa integração são extremamente gratificantes e reforçam a importância do momento que estamos vivendo, unindo a cultura tocantinense à cultura nacional.”

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Programação

A abertura, realizada no auditório do Sebrae, na sexta-feira, 12, contou com falas de reafirmação dos representantes envolvidos na execução do evento, além de apresentações dos pontos de cultura, que destacaram a riqueza das manifestações e das tradições enraizadas no estado.

A programação do sábado, 13, e do domingo, 14, em Taquaruçu, passou pelos pontos de cultura Casa do Artesão, Canto das Artes, Pote de Ouro, Aldeia Taboka Grande e Circo Os Kaco. Encontros de saberes, fórum dos pontinhos de cultura, oficinas, circuito interativo e outras atividades também integraram a programação.

Encontros de mestres, diversos gêneros musicais, lançamento de obras literárias, debates, e manifestações artísticas enraizadas na cultura tocantinense evidenciaram a riqueza das tradições locais.

Apresentações culturais

As interações estéticas envolveram diversos pontos e manifestações, com destaque para a catira, a suça, os tambores, o hip hop e a viola de buriti, entre outras expressões culturais. Da abertura ao encerramento, as manifestações artísticas evidenciaram talento, alegria e tradições seculares que se mantêm vivas graças ao esforço coletivo dos pontos de cultura.

Na noite de sábado, a Casa do Artesão recebeu artistas que reforçaram essas manifestações culturais. Foi realizada a exibição do filme “O Som de Lá”, de Caio Bretas, pelo cineclube Cultura Viva Casa do Artesão. Também houve apresentação do artista Everton do Andes, que levou ao público canções de sucesso tocantinenses, além da participação da Associação Portuense de Hip Hop.

A Teia foi encerrada no domingo, com a união de diversas manifestações na Casa do Artesão. O Circo Os Kaco e os Tambores do Tocantins celebraram a arte e o encerramento do evento com um encontro de sons, ritmo e expressão cultural.

Teia Tocantins

A Teia Estadual Tocantins 2025: Pontos de Cultura pela Justiça Climática é uma realização da Secretaria da Cultura, Ministério da Cultura e co-realização do GT Rede Tocantins/CNPdC, reafirmando o compromisso com a diversidade cultural, a participação social e o fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva no estado.

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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