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Iphan debate registro da Ourivesaria de Natividade como Patrimônio Cultural

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Com o objetivo de debater e deliberar sobre o reconhecimento de bens culturais do Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza, nos dias 25 e 26 de novembro, em Brasília (DF), a 111ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Entre as pautas está o registro da Ourivesaria de Natividade (TO) como Patrimônio Cultural do Brasil.

O reconhecimento da tradição tocantinense será debatido na terça-feira, 25, às 14 horas, durante a reunião pública do Conselho, que contará com transmissão ao vivo pelo canal do Iphan no YouTube. O encontro reunirá conselheiros, especialistas e representantes de instituições culturais de todo o país.

Para o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secult, Antônio Miranda, o momento representa um marco para a valorização e preservação de uma das expressões mais antigas do fazer artesanal tocantinense. “A Ourivesaria de Natividade carrega séculos de história, memória e identidade do nosso povo. Esse reconhecimento nacional é um passo fundamental para fortalecer a preservação desse saber tradicional e para destacar o Tocantins no cenário do patrimônio cultural brasileiro”, destacou.

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Consulta pública

O Iphan mantém aberta, até 21 de novembro de 2025, a consulta pública sobre a proposta de registro da Ourivesaria de Natividade como Patrimônio Cultural do Brasil. O objetivo é ampliar a participação da sociedade, permitindo que a população envie opiniões, relatos e informações sobre o bem cultural.

As manifestações podem ser enviadas por e-mail para [email protected].br, por correspondência para o endereço SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º Andar, Brasília-DF, CEP 70390-135, ou por meio do Protocolo Digital disponível no site oficial do instituto.

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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