Servidores da Secretaria da Cultura (Secult) estiveram presentes nesta sexta-feira, 27, na inauguração oficial da Casa de Memórias de Lajeado – Libânia Monteiro Gomes, no município de mesmo nome. Considerada o primeiro museu da cidade, a iniciativa tem como objetivo a preservação, transmissão e divulgação da cultura local e é idealizada pela professora Maria das Graças Gomes Monteiro. Interessados em conhecer o espaço sem fins lucrativos poderão visitá-lo a partir de oito de outubro.
O casarão, datado do ano de 1947, quando a região ainda fazia parte do norte de Goiás, foi construído pelos pais de dona Maria das Graças e é o local onde gerações de sua família passaram boa parte da vida, incluindo ela mesma, primeira filha do casal a nascer na residência. Neta de Justiniano Salles Monteiro, um dos pioneiros da região e considerado pela população local como o fundador de Lajeado, agora ela abre a residência ao público. Embora não seja a primeira, a edificação é a mais antiga do município, e ainda mantém parte da mobília e dos utensílios originais, utilizados na época em que foi construída.
Representando a Secult, estiveram presentes o gerente de Desenvolvimento da Cultura Luciano Pereira, o servidor José de Freitas e a assessora institucional Aurielly Painkow, que na oportunidade, em nome do secretário Tião Pinheiro, parabenizou a iniciativa e destacou as muitas recordações que a casa trás das histórias e dos costumes do povo tocantinense. “Que sorte do município ter filhos que valorizam a memória, o patrimônio, a história e a cultura. Tudo aqui desperta memórias muito afetivas. É uma alegria estar em um local em que se fala, se transpira e se valoriza cultura, e em que a gente vê a população aplaudindo a cultura”, disse.
Em seu discurso, Maria das Graças Monteiro reforçou que o nome do museu foi escolhido como uma homenagem a sua mãe, que junto ao esposo Enedino Gomes, construiu e fez dela sua residência. “A casa se estabelece como primeiro museu desta cidade e é uma instituição sem fins lucrativos, com o propósito de ter uma mostra de elementos que cobrem a história desse município, passando pelo período pré-colonial, colonial e, finalmente, o processo de emancipação, atualização e desenvolvimento”, explicou.
Maria das Graças ainda destacou que o espaço abrigará uma mostra de artefatos arqueológicos presentes na região, passando também por peças indígenas do povo Xerente e marcos importantes do processo de povoamento do núcleo inicial que deu origem ao povoado, abrigando objetos que retratam fatos, hábitos, costumes e crenças. Para a noite de inauguração, foi organizada uma mostra mínima de objetos históricos e afetivos de origem familiar, doados ou emprestados pela comunidade, com salas que demonstram a história da casa, o modo de vida das mulheres, a preparação e criação do município, o artesanato e a tecnologia do meio rural.
Leia Também: As Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) iniciaram a temporada 2025 de queimas prescritas, uma prática essencial de prevenção e controle de incêndios florestais. A ação faz parte da estratégia do Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que alia ciência, tradição e gestão comunitária do fogo. Nesta semana, as equipes do Parque Estadual do Lajeado (PEL), do Parque Estadual do Cantão (PEC) e do Parque Estadual do Jalapão (PEJ) deram início aos trabalhos, dada as condições climáticas seguras para executar a queima controlada. De acordo com a Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas (DBAP), a meta é realizar queimas prescritas em todas as Unidades de Conservação do Tocantins ao longo da temporada. “Tradicionalmente, o Naturatins inicia esse diálogo com as comunidades já em abril, mês em que também começamos as queimas preventivas. O Jalapão, por exemplo, apresenta condições ideais mais cedo, e depois as ações se expandem para outras UCs conforme o clima permite. A janela ideal para a realização dessas queimas vai de abril até o fim de junho”, explicou a diretora responsável Perla Ribeiro. Além do trabalho em solo, o uso de helicóptero será ampliado nesta temporada para facilitar o acesso a áreas mais remotas e de difícil alcance. As queimas prescritas são conduzidas com rigor técnico e ocorrem apenas sob condições climáticas específicas — como temperatura, umidade relativa do ar e velocidade dos ventos — para garantir segurança e eficácia. A ação não deve ser confundida com incêndios criminosos ou acidentais, pois trata-se de um procedimento planejado, com autorização legal e objetivos de conservação ambiental. O planejamento é feito em conjunto com as comunidades locais, respeitando os saberes tradicionais ligados ao uso do fogo para agricultura, pecuária e extrativismo. As reuniões participativas, que iniciaram em abril, fazem parte do Manejo Integrado do Fogo de Base Comunitária (MIFBC), que valoriza o envolvimento e o conhecimento das populações que vivem dentro ou no entorno das UCs.
O museu estará aberto ao público a partir de 8 de outubro, com visitação de quinta-feira a domingo, das 10h às 18h. Durante a inauguração, que contou com a participação de autoridades e da população local, também foi exibido o documentário “Lajeado – Uma história que orgulha o seu povo”, de Raimundo Nonato. A iniciativa foi contemplada em edital lançado pelo município, com recursos da Lei Paulo Gustavo.
“O museu é também como a vida, precisa se atualizar permanentemente com exposições de curta e longa duração, e essa Casa de Memórias está apenas começando”, destacou Maria das Graças.
