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Capacitação

Promovidas pelo Governo do Tocantins, oficinas de capacitação para agentes culturais tiveram início nesta quinta-feira, 1º, em Palmas

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As Oficinas de Capacitação em Elaboração de Projetos e Captação de Recursos através de chamamentos públicos e privados, promovidas pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), com apoio do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico (Fapto), tiveram início na manhã desta quinta-feira, 1º, em Palmas. A solenidade de abertura contou com a participação do secretário da Cultura Tião Pinheiro, do reitor do IFTO, Antônio da Luz Júnior, do diretor-geral da Fapto, Léo Araújo, além de outras autoridades e artistas tocantinenses.

Com o foco em qualificar a comunidade artística de várias regiões do Estado no processo de elaboração de projetos culturais e captação de verba para executá-los, os cursos são ministrados pelos fazedores de cultura Ronaldo Teixeira e Carla Lisboa, ambos contemplados em editais da Lei Paulo Gustavo (LPG), e acontecem até esta sexta-feira, 2, na capital. A programação das oficinas segue ainda até o dia 27 de agosto, nos municípios de Araguatins, Araguaína, Colinas do Tocantins, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Dianópolis e Novo Acordo.

Durante a solenidade de abertura, o secretário Tião Pinheiro enfatizou que o setor da cultura e da economia criativa do Brasil desempenha um papel importante nacionalmente, representando 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB), o que supera o PIB da indústria automobilística, que é de 2,5%, segundo relatório lançado pelo Itaú Cultural no ano passado.

Na oportunidade, o titular da pasta ressaltou a importância da parceria entre as instituições em iniciativas que atinjam os fazedores de cultura tocantinenses. “Estamos bem amparados com as parcerias de instituições como o IFTO e a Fapto”, afirmou, expressando seu agradecimento pelo apoio que têm proporcionado na realização das capacitações. O secretário também destacou que “no Tocantins, o setor de cultura tem demonstrado um desempenho notável, com uma renda per capita que supera a da Bahia, um estado amplamente reconhecido por seu legado cultural”.

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Antonio da Luz Júnior, reitor do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), expressou sua satisfação em participar do evento e destacou que o momento marca um retorno especial após as férias. “É preciso termos essas referências para que os projetos que vocês irão elaborar de fato possam estar incorporados nos custos reais que vocês vão ter na ordem de execução e esse projeto de trazer essa formação em elaboração de projetos vai cada vez mais qualificar aquilo que vocês estão desenvolvendo”, disse.

William Borges, de 39 anos e atuante do setor audiovisual, falou sobre a importância das oficinas de capacitação no contexto dos editais culturais. Ele enfatizou que essas oficinas são cruciais para quem está iniciando no setor, uma vez que muitos encontram dificuldades para compreender as complexidades dos editais e das leis. “Toda lei específica tem algumas nuances que a gente não conhece e a gente precisa dessa formação contínua em vários editais”, contou.

Além das atividades presenciais, a oficina de Palmas também conta com transmissão ao vivo nos canais oficiais da Secult e do IFTO no Youtube, de forma a alcançar os agentes culturais que não conseguirem participar presencialmente. Após as atividades na capital, a próxima ação será realizada no município de Araguatins, nos dias 5 e 6 de agosto. Ao todo, 65 vagas são ofertadas para cada uma das oito cidades que receberão a ação e interessados em participar das demais edições ainda podem se inscrever gratuitamente, por meio de formulário eletrônico, disponível no site oficial da Secretaria da Cultura.

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Apresentação artística

A abertura também contou com uma apresentação musical do tocantinense Paulo Sanches, agente cultural contemplado em um dos editais lançados pelo Governo do Tocantins, com recursos oriundos da Lei Paulo Gustavo. O músico, que se apresentou de forma voluntária, executou a canção “De passagem”, de autoria de Tião Pinheiro, Léo Pinheiro e J. Bulhões, que já foi gravada por artistas como Oswaldo Montenegro, dando, inclusive, título a um de seus álbuns.

 Presentes

Também estiveram presentes na abertura das capacitações a secretária-executiva Valéria Kurovski, o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Antônio Miranda, o pró-reitor de Extensão do IFTO Milton Maciel, a diretora do campus de Palmas Noemi Zukowski e a conselheira do Conselho de Políticas Culturais do Tocantins, Maria do Socorro.

Confira a programação completa

05/08 e 06/08 – Araguatins

Local: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO)

Horário: 8h às 17h

08/08 e 09/08 – Araguaína

Local: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO)

Horário: 8h às 17h

12/08 e 13/08 – Colinas do Tocantins

Local: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO)

Horário: 8h às 17h

15/08 e 16/08 – Paraíso do Tocantins

Local: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO)

Horário: 8h às 17h

19/08 e 20/08 – Gurupi

Local: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO)

Horário: 8h às 17h

22/08 e 23/08 – Dianópolis

Local: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO)

Horário: 8h às 17h

26/08 e 27/08 – Novo Acordo

Local: a definir

Horário: 8h às 17h

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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