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Governo do Tocantins intensificará segurança e realizará mapeamento social da comunidade quilombola Rio Preto

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Visando garantir o acesso aos direitos dos moradores da comunidade quilombola Rio Preto, no município de Lagoa do Tocantins, o Governo realizou uma força-tarefa nessa quarta-feira, 27, após denúncias à Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot). A Pasta realiza ainda o mapeamento social do território, a abertura do processo para seu reconhecimento como comunidade quilombola pela Fundação Palmares e solicitação do reforço no patrulhamento policial.

Além da Sepot, compuseram a força-tarefa a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (Coeqto), o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e o coletivo Ajunta Preta.

A insegurança no território e a busca por proteção têm sido constantes no dia a dia da comunidade, conforme relatou a presidente da Associação da Comunidade Quilombola Rio Preto, Rita Lopes. Com apoio jurídico e técnico da Sepot e representação judicial da Defensoria Pública do Estado (DPE-TO) nos autos de ação de reintegração de posse em que são demandados, foi garantida a proteção possessória das famílias pertencentes à comunidade. “Agradeço aos órgãos que estão ao nosso lado”, pontuou a presidente da Associação.

A ação faz parte da integração institucional atendendo às atribuições da Sepot. “O principal encaminhamento foi a realização dessa força-tarefa interinstitucional, agora com a secretaria da Cidadania e Justiça, para proteção dessa comunidade, dos direitos humanos, fortalecendo essa rede de apoio, somando com a Polícia Militar e Civil, aumentando a vigilância para que a comunidade se sinta protegida”, disse a secretária dos Povos Originários e Tradicionais, Narubia Werreria.

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A Sepot realizará também os primeiros mapeamentos sociais da comunidade com georreferenciamentos e levantamentos antropológicos. “São uma série de ações que vão desencadear a partir dessas reuniões e uma melhor integração com a comunidade para que os policiais militares e civis façam seu trabalho e a Secretaria fazendo a articulação entre esses vários órgãos”, reforçou a secretária da Sepot.

Reforço no patrulhamento

O Comandante do 13º Batalhão, Tenente-Coronel Bruno Mendes, garantiu o envio de um viatura por dia até a comunidade, ressalvada as situações de emergência e atendimento a outras ocorrências. “Vou reforçar para todo policial militar a questão do conhecimento da área pra que a gente possa atender da forma mais efetiva possível”.

Após a visita à comunidade, a Sepot se reuniu com o delegado da Polícia Civil, Diego Camargo Mariano de Brito. Segundo relatos das famílias há ameaças, disparos de armas de fogo, queima de residência e incêndios criminosos desde o mês de agosto, voltando a se repetir no último final de semana. “A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins está enviando todos os esforços no sentido de investigar ocorrências no Território Quilombola Rio Preto. Hoje [quarta-feira], policiais civis já estiveram no território e uma nova equipe deve fazer diligências no local nesta sexta-feira, 29. Perícias foram requisitadas e a investigação está sendo realizada”, disse o delegado Diego Camargo.

A produção de relatórios e a presença do Estado quando for preciso foram reforçadas pelo superintendente de Direitos Humanos, Jessé Alves, da Seciju. “Vamos acompanhar de perto”, garantiu.

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Reconhecimento

Outra demanda acompanhada pela Sepot é o reconhecimento da comunidade como quilombola junto à Fundação Palmares. Após envio da documentação pela Secretaria, o número do processo de reconhecimento foi recebido nessa quarta-feira, 27, com previsão de entrega do certificado pela Fundação no dia 30 de novembro, informou a diretora de Proteção aos Quilombolas, Ana Mumbuca.

Durante a força-tarefa foi compartilhado o histórico das ações de proteção realizadas pela Sepot com a contextualização sobre as denúncias do final de semana e o diálogo com os órgãos presentes, quando foram estabelecidos encaminhamentos. Ainda foi realizada visita aos locais de ocorrência de tratoramento no território da comunidade e das casas queimadas. Também houve visita técnica da Sepot em uma ponte obstruída causando a dificuldade de acesso da comunidade à cidade, aumentando em 5 km o trajeto percorrido pelos moradores.

Histórico de atuação da Sepot

A Secretaria acompanha a comunidade desde o mês de agosto, data do primeiro contato da comunidade com a Sepot. Desde então, a secretaria realizou visitas ao território acompanhada por diversos órgãos, entre eles Ministério Público Federal e Defensoria Pública do Tocantins, com o objetivo de garantir a proteção dessas pessoas.

O acompanhamento da comunidade resultou na entrega de um relatório, no início deste mês, para o Ministério dos Direitos Humanos e Ministério da Igualdade Racial na busca por apoio da União, enquanto era realizado simultaneamente diálogo com outras secretarias de Estado com vistas à garantia da proteção da comunidade.

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Prefeitura de Gurupi entrega equipamentos de proteção para reforçar segurança de brigadistas e equipe do Viveiro de Mudas

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A Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realizou a entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) destinados às equipes que atuam na prevenção e combate a incêndios florestais e nas atividades desenvolvidas no Viveiro de Mudas da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Gurupi.

A iniciativa reforça o compromisso do município com a segurança dos trabalhadores e com o fortalecimento das ações de proteção ambiental. Os equipamentos são fundamentais para reduzir riscos ocupacionais, garantir melhores condições de trabalho e proporcionar maior segurança durante as atividades realizadas em campo.

Para a equipe da Brigada Florestal, formada por oito brigadistas, foram entregues calças específicas para combate a incêndios, gandolas, camisetas, óculos de ampla visão, máscaras respiradoras faciais e filtros, balaclavas, coturnos, cintos, cantis e luvas de vaqueta.

Cada equipamento possui uma função específica de proteção. A calça e a gandola ajudam a proteger contra calor, fagulhas, abrasões e contato com vegetação. Os óculos reduzem a exposição dos olhos à fumaça, cinzas, poeira e partículas. As máscaras respiradoras e seus filtros auxiliam na proteção das vias respiratórias contra fumaça e contaminantes. A balaclava protege a cabeça, pescoço, orelhas e parte do rosto, enquanto o coturno oferece segurança para os pés e tornozelos em terrenos irregulares, além de proteção contra impactos, perfurações e altas temperaturas. As luvas protegem as mãos durante o manuseio de ferramentas, galhos e outros materiais.

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Os cantis também integram o conjunto de equipamentos e têm papel importante na hidratação dos brigadistas, especialmente durante jornadas prolongadas e em períodos de altas temperaturas.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Rocha, investir na proteção dos profissionais é também fortalecer a capacidade de resposta do município diante das ocorrências ambientais.

“Quem está na linha de frente precisa estar protegido e preparado para exercer seu trabalho com segurança. Esses equipamentos representam um investimento direto na vida e no bem-estar dos nossos brigadistas e trabalhadores. Estamos fortalecendo a estrutura da equipe para que ela possa atuar de forma mais segura, eficiente e responsável na prevenção e no combate aos incêndios, protegendo também o nosso meio ambiente e a população”, destacou Diego Rocha.

 Os EPIs destinados à Brigada Florestal serão utilizados nas atividades de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais, além de ações de abertura de aceiros, patrulhamento, rescaldo, atendimento a emergências ambientais e ocorrências envolvendo fogo em áreas urbanas, rurais e de vegetação nativa.

 Segurança também no Viveiro de Mudas

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 A entrega também contemplou equipamentos para a equipe que atua no Viveiro de Mudas da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Gurupi. Foram disponibilizadas luvas de vaqueta, cantis e botinas de segurança.

 As luvas são utilizadas na proteção das mãos durante o manuseio de ferramentas, mudas, recipientes, substratos, estacas e demais materiais, reduzindo riscos de cortes, abrasões, perfurações e lesões. Os cantis garantem melhores condições para a hidratação dos trabalhadores durante as atividades realizadas a céu aberto, enquanto as botinas oferecem proteção contra impactos, perfurações, escorregamentos e outros riscos presentes na rotina do viveiro.

 Os equipamentos serão utilizados diariamente nas atividades de produção, manutenção e manejo de espécies florestais e ornamentais, incluindo preparo de substratos, semeadura, repicagem, irrigação, adubação, poda, transporte de mudas e manutenção das instalações.

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