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Rebanho bovino do Tocantins é o sexto que mais cresceu no Brasil, com 39,2%

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O Tocantins vem se consolidando como um dos estados com maior crescimento na pecuária brasileira. Entre 2018 e 2024, o rebanho bovino no estado aumentou 39,2%, o 6º que mais expandiu no país, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este avanço supera o desempenho de importantes polos tradicionais da atividade e reforça a ampliação consistente da pecuária no território. Atualmente, o Tocantins já soma mais de 11 milhões de cabeças de gado e figura entre os dez maiores rebanhos do Brasil.

O governador Wanderlei Barbosa destaca o compromisso do Estado de criar condições favoráveis para que o setor avance ainda mais. “O Tocantins vive um novo momento na pecuária. Esse crescimento não acontece por acaso,  ele é o resultado do trabalho de quem está no campo, do responsável pela logística e de toda a cadeia que move a nossa economia. Estamos falando de uma atividade que gera emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do estado”, reforça.

Produção avança

O crescimento do rebanho vem acompanhado de avanços na produção. Em 2024, o Tocantins atingiu recorde histórico de abate, com cerca de 1,3 milhão de bovinos. Já os dados mais recentes indicam que a produção pode ultrapassar 1,4 milhão de animais abatidos, resultando em aproximadamente 381 mil toneladas de carne. Desse total, cerca de 33% da produção já é destinada ao mercado externo, enquanto aproximadamente 67% permanecem no mercado interno.

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O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Fred Sodré, enfatiza que os números refletem a evolução da cadeia produtiva no estado. “Temos atuado para dar suporte e apoio aos produtores rurais, com assistência técnica, melhoramento genético e incentivo à produção, o que tem contribuído para o aumento da produtividade e na qualidade do nosso rebanho. O estado tem potencial para crescer ainda mais, tanto no mercado interno quanto na exportação. Seguimos trabalhando para ampliar essa competitividade e gerar oportunidades no campo”, salienta.

Exportações crescem e ampliam mercados

Em 2025, o Tocantins exportou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina, registrando crescimento significativo em relação ao ano anterior. A Ásia lidera como principal destino da carne tocantinense, seguida por Oriente Médio, África, América do Norte e Europa. O aumento das exportações evidencia a competitividade da produção tocantinense e sua inserção crescente no mercado global de proteína animal.

Potencial de expansão

Localizado em uma região de transição entre o Cerrado e a Amazônia, o estado conta com clima favorável à produção durante grande parte do ano, o que permite a organização do sistema produtivo.

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Além disso, o Tocantins possui grande disponibilidade de recursos hídricos, com destaque para as bacias dos rios Tocantins e Araguaia, que garantem suporte à produção e ampliam o potencial de áreas irrigadas. Outro diferencial é o avanço de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que permite intensificar o uso do solo, recuperar áreas de pastagem e aumentar a produtividade de forma sustentável, aliando produção de grãos, criação de gado e preservação ambiental.

A combinação de extensas áreas aptas, disponibilidade de água, condições climáticas favoráveis e adoção de tecnologias produtivas coloca o estado em posição estratégica para crescer com eficiência e sustentabilidade. Com esse cenário, o Tocantins avança não apenas em volume, mas em qualidade e competitividade.

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Adapec realiza ações de vigilância sanitária para comprovar ausência de Influenza Aviária e Doença de Newcastle no Tocantins

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O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), realiza ações do Plano de Vigilância 2025/2026 para comprovar a ausência de circulação dos vírus da Influenza Aviária e da Doença de Newcastle em todo o Estado. As atividades começaram em novembro do ano passado e seguem até junho deste ano. Ao todo, serão visitadas 28 propriedades, sendo 12 de subsistência, que correspondem a 132 animais, e 16 propriedades industriais, que somam 176 animais, totalizando 308 aves monitoradas.

As equipes técnicas realizam visitas a propriedades rurais e unidades de produção avícola para coleta de amostras biológicas, como soro sanguíneo, utilizado para identificar possível exposição prévia aos agentes virais, além de swabs de traqueia e cloaca, destinados à detecção de infecções ativas.

O plano integra um estudo soroepidemiológico e é dividido em componentes estratégicos, entre eles os componentes 3 e 4, executados anualmente no Estado desde 2022. O componente 3 contempla a vigilância ativa na avicultura industrial. Já o componente 4 é direcionado às aves de subsistência localizadas em áreas com maior risco de contato com aves aquáticas migratórias.

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Segundo a responsável técnica do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), Mariana Teles, o componente 4 já foi concluído, enquanto o componente 3 está em fase final, restando apenas três propriedades para o encerramento das coletas até junho. “Essa iniciativa fortalece a sanidade avícola, amplia a segurança da produção estadual e reforça a credibilidade do Tocantins perante os mercados consumidores”, destacou.

Até o momento, todos os resultados laboratoriais analisados apresentaram resultado negativo para o vírus H5N1, subtipo da influenza aviária. Os dados reforçam a inexistência de circulação viral nos plantéis avaliados e demonstram a efetividade das medidas de vigilância sanitária adotadas no Estado.

A influenza aviária e a doença de Newcastle são enfermidades de grande impacto para a avicultura, com potencial para causar prejuízos econômicos expressivos e gerar restrições sanitárias e comerciais nos mercados nacional e internacional.

A Adapec orienta os produtores rurais a receberem as equipes técnicas durante as visitas de campo e, em caso de suspeita da doença, comunicar imediatamente uma das unidades da Adapec ou entrar em contato pelo telefone 0800 000 4733.

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