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Naturatins promove roda de conversa sobre manejo sustentável do capim-dourado com artesãs tocantinenses na Agrotins 2026

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) promoveu, nesta sexta-feira, 15, uma roda de conversa com artesãs do capim-dourado tocantinenses no estande institucional da Agrotins 2026. A iniciativa proporcionou espaço para que suas vivências e desafios fossem compartilhados. O Naturatins também orientou sobre a Lei nº 3.594/2019, que institui a Política Estadual de Uso Sustentável do Capim-Dourado e do Buriti.

A gerente de Suporte ao Desenvolvimento Socioeconômico do Naturatins, Laudy Malescha, ressaltou a relevância de promover momentos como esse para que o órgão compreenda melhor as necessidades das artesãs. “Nosso objetivo é escutar suas trajetórias e histórias, a fim de entender os desafios enfrentados e aprimorar nossa atuação nos territórios, bem como nossas orientações. Outro ponto fundamental foi a oportunidade de apresentar e reforçar a lei do capim-dourado e suas diretrizes. Essa espécie e o artesanato derivado dela fazem parte da identidade do Tocantins, e só podem sair do estado na forma de peças artesanais. Assim, garantimos a continuidade dessa cultura e a geração de renda para as comunidades locais”, afirmou.

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A artesã Durvalina Ribeiro destacou a preocupação dos artesãos com o manejo e a colheita corretos da matéria-prima. “Achei este encontro muito importante, pois, além de trazer nossas demandas, também ouvimos outras artesãs, que deram boas contribuições. Nos preocupamos quanto ao futuro da nossa arte e, por isso, contamos com o Naturatins para fiscalizar e assegurar o manejo adequado da coleta, conforme determina a lei, e combater a coleta e venda ilegal desse material. O Naturatins é essencial para levar fiscalização e conscientização sobre o período correto da colheita”, explicou.

A empreendedora Andressa Felipe relatou que utiliza o artesanato de capim-dourado para enriquecer seu produto, fortalecendo a identidade tocantinense. “Incluímos essa matéria-prima em nossas peças para valorizar o ouro do nosso estado. Ao agregá-la a um produto já artesanal, damos visibilidade de outra forma, para que o capim-dourado continue sendo valorizado e também seja percebido em outras áreas”, concluiu.

Agrotins 2026

Com 26 anos de avanços e oportunidades, a Agrotins celebra uma trajetória de crescimento e inovação, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio no Brasil. A feira é uma realização do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e da Tocantins Parcerias, em parceria com empresas do agro, órgãos públicos e instituições de pesquisa e ensino.

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TOCANTINS

Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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