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Governo do Tocantins estabelece normativa de segurança e controle de acesso aos serviços digitais da Agência de Tecnologia da Informação

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O governo do Tocantins estabeleceu a normativa de segurança e controle de acesso aos serviços digitais da Agência de Tecnologia da Informação (ATI-TO). A Instrução Normativa ATI nº 2/2026, publicada no Diário Oficial nº 7034 desta terça-feira, 07, define diretrizes, níveis de acesso, padrões de autenticação, para proteção de dados e rastreabilidade e responsabilização no uso dos sistemas, no âmbito da infraestrutura tecnológica da Agência, com foco na segurança da informação e na conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

 

A normativa se aplica a servidores efetivos, comissionados e estagiários, além de colaboradores terceirizados, consultores, fornecedores, agentes de outros órgãos que utilizem sistemas geridos pela ATI-TO e cidadãos que acessam os serviços digitais estaduais.

“Com essa regulamentação, o Tocantins reforça uma diretriz essencial para a administração pública, que é garantir que o acesso aos sistemas e aos dados ocorra com segurança, responsabilidade e rastreabilidade. É uma medida que fortalece a proteção das informações do Estado e amplia a confiabilidade dos serviços digitais oferecidos ao cidadão”, destacou o presidente da ATI, Alírio Felix Martins Barros.

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“Essa normativa consolida parâmetros fundamentais para a segurança, a rastreabilidade e a conformidade dos serviços digitais do Estado com a Lei Geral de Proteção de Dados. Trata-se de uma medida que fortalece essa proteção, reduz riscos e assegura maior responsabilidade na gestão dos acessos, em benefício da administração pública e do cidadão”, ressaltou o superintendente de Infraestrutura e Serviços de Tecnologia da Informação, Anderson Menezes.

A Instrução Normativa ATI nº 2/2026 entrou em vigor e poderá ser revisada sempre que houver alteração legislativa, mudança tecnológica significativa ou recomendação técnica dos órgãos competentes. Entre as principais diretrizes, o texto determina que cada conta de usuário seja individual, vinculada ao CPF e ao nome completo do titular, com associação à unidade, função e tipo de vínculo. A norma veda o uso de contas compartilhadas, genéricas ou anônimas e estabelece que toda concessão, alteração ou revogação de acesso deve ser documentada e rastreável.

A normativa também consolida o princípio do menor privilégio, segundo o qual o usuário deve ter acesso apenas ao necessário para o desempenho de suas atividades. No caso de perfis com acesso privilegiado, a elevação de privilégio deverá ser temporária, justificada e formalmente autorizada. Para os serviços digitais oferecidos ao cidadão, a ATI passa a orientar a adoção obrigatória de mecanismos como criptografia de dados em repouso e em trânsito, segregação entre ambientes de produção, homologação e desenvolvimento, proteção contra ataques cibernéticos e registros detalhados de acesso, operação e transação.

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Outros destaques

A normativa ainda prevê medidas de transparência sobre o tratamento de dados pessoais, com garantia de acesso, correção e informação ao cidadão sobre o uso de seus dados, em consonância com a LGPD.

Os órgãos responsáveis pelos serviços digitais também deverão manter documentação atualizada, realizar testes periódicos de segurança e comunicar imediatamente qualquer incidente à Equipe de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do Núcleo de Inteligência e Resiliência de Tecnologia da Informação (ETIR/NIRTI).

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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