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Governo do Tocantins viabiliza documentário que revela os bastidores das quadrilhas juninas

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e com recursos da Lei Paulo Gustavo, viabilizou a produção do documentário “O Mês Mais Longo do Ano”. A obra lança um olhar sobre o tempo estendido das quadrilhas juninas — um ciclo que começa logo após o fim das apresentações e atravessa meses de criação, ensaios e organização até alcançar o ápice no mês de junho. Dirigido pelo cineasta Nival Correia, o longa-metragem foi contemplado pelo Edital nº 23/2023 – Audiovisual Tocantins 2023. O trailer pode ser conferido aqui.

Gravado em cinco capitais — Palmas, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza — o filme acompanha cinco quadrilhas juninas desde o momento em que começam a pensar o novo tema até as apresentações no período de festas. A produção revela bastidores, processos criativos e o envolvimento de diferentes profissionais, como marcadores, coreógrafos, figurinistas, cenógrafos, maquiadores, músicos, noivos e rainhas juninas.

A ideia do documentário nasceu da vivência do diretor com o movimento junino em Palmas. Ao comentar sobre a motivação para produzir o longa, Nival Correia explica que acompanha as quadrilhas desde que chegou à Capital, na década de 1990, e percebeu a necessidade de registrar essa trajetória.

“Eu sou profundo conhecedor de quadrilha junina desde quando eu cheguei aqui em Palmas, em 93. Hoje, como cineasta, eu vi que seria bom contar a história das quadrilhas juninas, porque é o ano todo que elas trabalham, pensando, criando, produzindo, apresentando e correndo atrás das apresentações”, afirma.
Segundo o diretor, o registro foi feito desde o início do processo. “Nós retratamos desde a criação da quadrilha, a criação do figurino, das músicas, das coreografias, como compram os materiais, quem trabalha, quem corta, quem coloca os brilhos. Trabalhamos com as equipes de produção, assistimos aos ensaios e às apresentações. Não foi só o ensaio ou só a apresentação, foi desde a fase inicial”, destaca.

O projeto foi viabilizado com recursos de Políticas Públicas. Para Nival Correia, o investimento foi fundamental para que a produção pudesse alcançar a dimensão proposta.

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“Foi importantíssimo o investimento feito pela Lei Paulo Gustavo, através do Governo do Estado do Tocantins e do Ministério da Cultura, porque foi uma das primeiras vezes que se teve um documentário como esse retratando a vida do quadrilheiro, desde o brincante, o criador, quem dança, quem puxa a quadrilha, a rainha, os noivos, o marcador, o cenógrafo, o maquiador, o figurinista, o público, os jurados e os coordenadores dos eventos. Todas essas pessoas foram ouvidas”, ressalta.

A produção exigiu acompanhamento contínuo, já que o ciclo junino se estende por praticamente todo o ano. O diretor explica que as gravações começaram ainda na fase de definição das novas temáticas.

“Um dos principais desafios é que a gente tem que gravar o ano todo. Quando uma quadrilha termina de apresentar em julho, no mês seguinte já está pensando na próxima temática. Então começamos desde o pensamento da temática até o ápice, que é no mês de junho. É preciso ter calma e cautela para captar todo esse conhecimento”, pontua.

Sobre a circulação da obra, o cineasta informa que, neste momento, apenas o trailer está amplamente divulgado, pois o filme será inscrito em festivais nacionais e internacionais, que exigem ineditismo para participação.
“O filme será enviado para festivais de documentários a nível nacional e internacional. Os festivais não permitem que esteja disponível em outros canais por causa do ineditismo. A gente tem a certeza de que é um material bem feito e queremos que as pessoas conheçam melhor esse trabalho”, conclui.

Sobre o proponente

Nival Correia é ator, diretor, produtor cultural e cineasta, com atuação em séries, longas-metragens, curtas-metragens e videoclipes.
No campo das séries, dirigiu e roteirizou a produção infantil de ficção “O Boneco de Barro e o Rei”, com 26 episódios de 13 minutos, exibida na TV Brasil, com veiculação na EBC Pernambuco, EBC Bahia e TV Cultura, além de disponível em plataformas de streaming. Também dirigiu “Amazon Fashion”, com 11 episódios de 26 minutos, para o canal Fashion TV da Prime Box Brazil, e “Esporte é Saúde” (2023), série com oito episódios de 15 minutos que aborda a importância do esporte para a saúde mental e física.

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No cinema, dirigiu e roteirizou o documentário “O Diário de Ana”, que trata do suicídio de jovens no Brasil. Dirigiu o longa-metragem “Anonymous”, sobre as viagens e percepções do fotógrafo Daniel Taveira, e atuou no documentário “O Mês Mais Longo do Ano”. Também foi diretor de produção do longa “Sol da Bahia”, com direção geral de Orlando Senna, exibido no CinebrasilTV.

Entre os curtas-metragens, dirigiu “Menina Bonita de Tranças”, selecionado para o Festival de Cinema de Gramado (46ª edição), para a Trakinagem – Mostra de Cinema e Educação de Belo Horizonte (2018), para o 13º Festival Chico de Cinema e Vídeo do Tocantins (2018), para a 18ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis (2019) e para o 9º Festival de Cine Estudantil Fenacies, no Uruguai. Dirigiu também o curta “Insolação”, que recebeu Menção Honrosa no Hollywood ShortFest (2026), prêmio de Melhor Som e indicações de Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia no Brazil New Visions International Festival, além de indicação a Melhor Diretor em Filme Narrativo Latino no All That Moves International Film Festival, com seleção pela Associação dos Críticos de Cinema do Tocantins, pelo Murundu – Mostra de Cinema e Audiovisual Tocantinense e pelo Crown Point International Film Festival.

No segmento de videoclipes, dirigiu “Atômico”, vencedor do prêmio de Melhor Performance em Videoclipe no All That Moves International Film Festival (2026) e selecionado para o Festival Cine Pupila (Brasil) e para o Crown Point International Film Festival.

Ao longo da carreira, foi ainda vencedor do Prêmio Especial e do Concurso Interativo de Trailers, Clipes & Webdocs do Festival de Cinema de Gramado.

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CULTURA

Governo do Tocantins celebra reconhecimento das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional

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As quebradeiras de coco babaçu tiveram seu ofício reconhecido como manifestação da cultura nacional por meio da Lei Federal nº 15.431. A nova legislação foi anunciada durante evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília/DF, nesta quarta-feira, 10. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), celebra o reconhecimento e reforça o compromisso com o fortalecimento das comunidades tradicionais do estado.

A legislação contempla as trabalhadoras dos estados do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará. As quebradeiras de coco babaçu integram os povos e as comunidades tradicionais, desempenhando uma atividade de grande relevância histórica, cultural, social e econômica. No Tocantins, elas estão concentradas principalmente na região norte do estado e garantem o sustento de inúmeras famílias por meio do extrativismo sustentável.

“Essa conquista representa o reconhecimento da história, da resistência e da contribuição das quebradeiras de coco babaçu para a cultura brasileira e para a preservação dos nossos recursos naturais. São mulheres que mantêm conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações e que desempenham papel fundamental na proteção dos territórios e na sustentabilidade das comunidades”, destaca o secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente.

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Coco babaçu

A matéria-prima é o babaçu, palmeira nativa encontrada em abundância no norte do Tocantins, na região do Bico do Papagaio. Utilizando técnicas tradicionais para o aproveitamento integral do coco, elas produzem óleo, carvão e diversos outros subprodutos. Pela profunda ligação com a natureza e pelos saberes culturais repassados por gerações, as quebradeiras de coco representam um símbolo de resistência feminina e de preservação.

Organizadas em associações, cooperativas e movimentos sociais, essas mulheres desempenham papel fundamental na defesa dos territórios tradicionais e na conservação dos babaçuais.

A atividade envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu, além da produção de diversos derivados utilizados na alimentação, no artesanato e na fabricação de óleo, sabão, carvão e farinha. O manejo tradicional dos babaçuais é reconhecido como uma prática sustentável, capaz de gerar renda sem comprometer a vegetação nativa.

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