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Evento ‘Teia Tocantins 2025: Pontos de Cultura pela Justiça Climática’ será realizado de 12 a 14 de dezembro

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A Teia Tocantins: Pontos de Cultura pela Justiça Climática 2025 será realizada de 12 a 14 de dezembro, com atividades em Palmas e Taquaruçu. O encontro reúne ações conjuntas do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), do Ministério da Cultura (MinC) e da Comissão Organizadora do Colegiado GT Rede Tocantins, em preparação para a 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, marcada para março de 2026, em Aracruz (ES). A programação completa está disponível no site da Secult.

O evento tem como objetivo reunir representantes de Pontos e Pontões de Cultura para discutir diversidade cultural, sustentabilidade, gestão da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e o papel da cultura diante da emergência climática.

A secretária de Estado da Cultura, Regina Reis, destaca que a Teia Estadual reforça o compromisso do Tocantins com a cultura comunitária e com o fortalecimento da rede que atua nos territórios. “A Teia é um espaço de escuta qualificada e de construção coletiva. Quando promovemos a troca entre mestres, fazedores de cultura, movimentos tradicionais e agentes comunitários, fortalecemos toda a política cultural do Estado. Este encontro reafirma o papel dos Pontos e Pontões de Cultura como protagonistas na preservação dos saberes e na defesa de um futuro sustentável, em diálogo com os desafios ambientais que impactam diretamente os territórios”, afirmou.

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Programação

Disponível no link indicado, a programação se organiza em três eixos centrais: Gêneros, Diversidade Cultural e Direitos Humanos; Cultura Viva, Sustentabilidade e Justiça Climática no Cerrado; Implementação, Governança e Gestão da PNCV.

Além das atividades formativas, o evento contará com interações estéticas, oficinas, apresentações artísticas, circuitos culturais, feira de economia solidária e espaços de convivência nos Pontos e Pontões de Cultura de Taquaruçu. Também haverá presença do representante do MinC, diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares, Sebastião José Soares. A diretoria integra a Secretaria de Cidadania  e Diversidade Cultural.

Escuta ativa

Antes da Teia, a Secult realizou, em 14 de novembro, uma agenda de escuta ativa voltada à coleta de informações e ao alinhamento com os Pontos e Pontões de Cultura envolvidos na rede. A equipe visitou os seguintes espaços: Pote de Ouro, Clube do Artesanato de Taquaruçu, Circo Os Kaco, Canto das Artes e Casa do Artesão, instituições que sediarão parte da programação.

Teia Tocantins

A Teia é o grande encontro da diversidade cultural viva do Tocantins, constituindo um espaço de celebração, diálogo e fortalecimento da rede de Pontos e Pontões de Cultura. Em sintonia com o tema nacional, o evento articula cultura, meio ambiente e sustentabilidade, reafirmando o papel dos territórios culturais como agentes de transformação social e ecológica.

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O encontro integra a preparação para a Teia Nacional, considerado o maior evento dos Pontos e Pontões de Cultura do país. Criados a partir da Política Nacional de Cultura Viva, reconhecida como política pública pela Lei nº 13.018/2014, os Pontos e Pontões de Cultura somam atualmente mais de 9 mil iniciativas certificadas no Brasil. São grupos, coletivos e organizações da sociedade civil que desenvolvem ações culturais, artísticas, comunitárias e educativas em seus territórios.

Além de reunir essas experiências, o evento promove articulações e contribui para o fortalecimento das políticas culturais em níveis local, estadual e nacional. Esta edição também conta com a participação da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC), do Ministério da Cultura, do Grupo de Trabalho (GT) Rede Tocantins de Pontos e Pontões de Cultura e da Secult, além de outras instituições parceiras. As ações se alinham à Política Nacional de Cultura Viva, à Política Nacional Aldir Blanc, ao Sistema Nacional de Cultura e às diretrizes do Governo Federal.

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CULTURA

No Dia dos Povos Indígenas, Governo do Tocantins destaca políticas de inclusão e valorização dos povos originários

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O Governo do Tocantins celebra, neste domingo, 19, o Dia dos Povos Indígenas, destacando as ações de inclusão e valorização dos povos originários no estado. Criada em 2023, a Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) foi um dos principais avanços para fomentar, coordenar e executar políticas públicas em âmbito estadual, de forma transversal.

O governador Wanderlei Barbosa destaca que a Sepot é pautada pelo desenvolvimento sustentável, pela proteção e promoção de direitos. “A criação desta secretaria representa um marco histórico para o Tocantins. Com isso, garantimos que os povos indígenas tenham voz ativa dentro do governo, participando da construção de políticas públicas que respeitem sua cultura e identidade. Nosso compromisso é promover desenvolvimento com dignidade, inclusão e respeito às raízes do nosso estado”, reforça.

No Tocantins, mais de 20 mil pessoas se autodeclaram indígenas, segundo o último levantamento do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dados relacionados aos municípios com maior população indígena no estado, Tocantínia lidera o ranking (4.086), seguida por Goiatins (2.650), Tocantinópolis (2.352), Lagoa da Confusão (2.340) e Formoso do Araguaia (1.633).

O secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente, indígena do povo Akwê, ressalta que a criação da pasta trouxe mais visibilidade para as comunidades no Tocantins. “Nós avançamos ao levar várias ações para dentro das aldeias e também ao proporcionar intercâmbio cultural, com o protagonismo dos indígenas, inclusive em eventos internacionais. Essa foi a missão repassada pelo governador Wanderlei Barbosa, fazer com que as comunidades indígenas se desenvolvam com mais dignidade”, enfatiza.

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Os rituais milenares são uma forma de as comunidades originárias manterem viva a cultura. Entre os eventos celebrados estão Hetohoky e Herèràwo, do povo Iny (Karajá), ritos de passagem dos meninos para a vida adulta, cheios de danças, cantos e cores, que reúnem centenas de pessoas nas aldeias Macaúba e Fontoura, localizadas na Ilha do Bananal.

“Um mês para que todos façam uma reflexão sobre a importância dos povos indígenas, da cultura, da linguística e de sua organização sociocultural. Para nós indígenas, é muito importante a presença da Sepot em todos os territórios do estado. O Tocantins tem avançado muito, principalmente no reconhecimento e valorização das comunidades originárias e tradicionais”, concluiu o diretor de proteção aos povos indígenas da Sepot, Rogério Xerente.

Etnias

O Tocantins é habitado por diferentes etnias, entre elas: Javaé, Awa Canoeiro, Tuxá, Krahô-Kanela, Karajá, Krahô, Xambioá, Kanela, Xerente, Apinajé, Fulni-ô, Pankararu, Guarani, Karajá da Ilha, Warao.

O povo Xerente, autodenominado Akwê, pertence ao tronco linguístico Macro-Jê. Vive às margens do rio Tocantins, no município de Tocantínia, em várias aldeias da região.

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Já o povo Javaé, autodenominado Inỹ, habita a Ilha do Bananal, principalmente às margens do rio Javaés, vivendo em 18 aldeias nas Terras Indígenas Parque do Araguaia.

Também do povo Inỹ, os Karajá estão na Ilha do Bananal. São conhecidos por sua cultura profundamente conectada à água. Vivem em diversas aldeias, como Santa Isabel e Fontoura.

Os Xambioá estão principalmente na região de Santa Fé do Araguaia. Assim como o povo Karajá e Javaé, eles formam o povo Inỹ, com os mesmos costumes e língua.

Os Krahô são falantes da língua Jê e estão principalmente nos municípios de Goiatins e Itacajá. São conhecidos por suas aldeias circulares, corridas de tora e valorização das sementes tradicionais.

Os Kanela do Tocantins foram reconhecidos como indígenas recentemente, graças ao trabalho desenvolvido pela Sepot e residem na aldeia Crim Patehi, localizada no município de Lagoa da Confusão.

                 

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