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Governo do Tocantins encerra em Taguatinga ciclo de oficinas do Plano Estadual de Convivência Familiar e Comunitária com participação recorde

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Com participação recorde de 747 representantes de 110 municípios, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), encerrou nesta quarta-feira, 12, em Taguatinga, no sudeste do Estado, o ciclo das Oficinas Regionais do Plano Estadual de Convivência Familiar e Comunitária.

 As oficinas foram realizadas em todas as regiões do Tocantins, consolidando um processo de construção participativo e descentralizado. O objetivo foi promover o diálogo entre gestores municipais, equipes técnicas, conselheiros tutelares, representantes do Ministério Público, do Judiciário e da sociedade civil, visando fortalecer políticas públicas voltadas à proteção e promoção do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária.

Diálogo e construção coletiva

As atividades ocorreram ao longo de 2025 em oito polos regionais — Palmas, Araguaína, Colinas, Miracema, Porto Nacional, Gurupi, Xambioá e Taguatinga — reunindo atores estratégicos do Sistema de Garantia de Direitos.

Para a assistente social e técnica da Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Setas, Alynne Ferreira Rocha, a escuta dos municípios foi o ponto central do processo.“O Plano Estadual precisa ser construído coletivamente, com a participação ativa dos municípios que vivenciam diariamente os desafios da rede de proteção. Cada oficina trouxe contribuições essenciais para que possamos formular um documento sólido, com ações aplicáveis e coerentes com as demandas regionais”, destacou.

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O promotor de Justiça Sidney Fiori Júnior, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOPIJ) do Ministério Público do Tocantins (MP/TO), também reforçou a importância do trabalho conjunto. “A mobilização regional é peça essencial para fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos e assegurar que cada criança e adolescente tocantinense cresça em ambiente de afeto, proteção e vínculos saudáveis. O MP/TO segue atuando como parceiro para que este Plano se torne uma política pública efetiva e transformadora.”

A gerente da Proteção Social Especial da Setas, Ruth da Silva Sampaio, ressaltou que o sucesso do Plano depende da participação direta dos municípios.“O Plano Estadual só terá força se nascer da escuta e da contribuição de quem está na ponta, nos municípios, atendendo famílias e crianças em situação de vulnerabilidade. Cada oficina trouxe aprendizados e perspectivas regionais fundamentais para construirmos um instrumento sólido, que respeite as diversidades e fortaleça a convivência familiar como direito fundamental”, afirmou.

Acolhimento Familiar e fortalecimento de vínculos

Durante as oficinas, foram debatidas diretrizes e propostas voltadas à prevenção da violação de direitos, ao acolhimento familiar, ao fortalecimento de vínculos e à desinstitucionalização.

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Atualmente, 60 municípios tocantinenses já ofertam o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, que garante cuidado protetivo em ambiente familiar para crianças e adolescentes afastados do convívio de origem por medida de proteção.

Representatividade e próximos passos

O ciclo contou com ampla representatividade municipal, reunindo desde grandes centros como Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Miracema e Taguatinga, até localidades do interior, como Colinas, Augustinópolis, Natividade, Tocantinópolis, Cristalândia, Formoso do Araguaia, São Valério, Xambioá, Pium e Wanderlândia.

Com o encerramento em Taguatinga, o Governo do Tocantins conclui uma etapa fundamental na formulação do Plano Estadual de Convivência Familiar e Comunitária. O material sistematizado com as contribuições regionais servirá de base para a finalização do documento, que vai orientar as ações da rede de proteção à infância e adolescência nos próximos anos.

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TOCANTINS

Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins garante atendimento à população e contesta suspensão anunciada pelo Hospital Dom Orione

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) segue cumprindo os compromissos firmados com o Hospital Dom Orione, em Araguaína. Segundo a SES, medidas judiciais serão adotadas diante do anúncio da paralisação de atendimentos e não permitirá qualquer interrupção na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Macrorregião Norte do Estado.

Diante do anúncio feito esta semana pelo Hospital Dom Orione, a Secretaria explicou que os contratos firmados entre as partes permanecem plenamente vigentes e que a continuidade dos serviços constitui obrigação contratual da unidade hospitalar.

 

Números divergentes

A SES-TO esclarece ainda que os valores divulgados pelo hospital divergem dos registros constantes nos processos administrativos da Secretaria. Por esse motivo, será instaurada auditoria para apurar os débitos efetivamente existentes, conferir a regularidade da execução contratual e garantir total transparência na aplicação dos recursos públicos.

Paralelamente, a pasta notificará formalmente a instituição para que cumpra integralmente as obrigações assumidas em contrato e dará ciência à autoridade judicial competente das medidas adotadas. A Secretaria também adotará todas as providências administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a continuidade dos atendimentos, preservando o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

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Dos valores pagos

Somente entre janeiro e julho de 2026, a Secretária de Estado da Saúde do Tocantins efetuou R$ 44.058.971,83 em pagamentos ao Hospital Dom Orione, referentes aos contratos vigentes. Desse total, R$ 17.756.083,22 foram destinados ao contrato nº 127/2022 que trata do serviço de cirurgias cardíacas e R$ 6.530.439,29 ao contrato nº 410/2026 destinado aos serviços de obstetrícia, R$ 11.300.569,31 ao Contrato nº 128/2022; R$ 3.611.450,00 à Requisição do Processo nº 9286/2022; e R$ 4.860.430,01 referem-se ao repasse financeiro previsto na Lei Federal nº 14.434/2022, destinado às entidades filantrópicas que complementam os serviços do SUS, demonstrando que o Estado vem honrando seus compromissos financeiros por meio de pagamentos contínuos ao longo do ano.

Além disso, no último dia 23 de julho, a Secretaria realizou um novo pagamento de R$ 2.451.939,32, valor destinado à amortização dos contratos mantidos com a instituição hospitalar. Desse montante, R$ 1.508.924,00 foram destinados ao contrato nº 007226 com a Rede Alyne e R$ 943.015,32 ao contrato nº 009198 referente a diversas especialidades como os serviços de cardiologia, cirurgias endovasculares e outros reduzindo o saldo financeiro existente entre as partes.

Os relatórios financeiros também demonstram que parte das obrigações contratuais já foi quitada, como os recursos destinados à Rede Cegonha, enquanto os demais contratos seguem em processo de regularização financeira, evidenciando que existe uma relação contratual ativa, com pagamentos sendo realizados e negociação permanente entre o Estado e a instituição hospitalar.

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Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde considera injustificável qualquer interrupção da assistência à população. A prestação de serviços de saúde no âmbito do SUS possui caráter essencial e não pode ser suspensa de forma unilateral, sobretudo quando o Estado mantém o fluxo de pagamentos e trabalha para a regularização integral dos contratos.

 

Abertura ao diálogo

A SES reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e à construção de soluções administrativas, mas ressalta que utilizará todos os instrumentos legais necessários para assegurar a continuidade dos atendimentos e preservar o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

A Pasta reafirma que a assistência aos usuários do SUS é prioridade absoluta da gestão estadual. Nenhuma divergência administrativa ou financeira pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais de saúde, razão pela qual todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir que a população continue recebendo atendimento com segurança, qualidade e responsabilidade.

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