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Governo do Tocantins realiza ações preventivas contra febre aftosa e Influenza Aviária na Ilha do Bananal

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O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e do Mapa, realizará entre os dias 25 e 29 de agosto ações de vigilância ativa da febre aftosa em bovinos e de prevenção à Influenza Aviária na Ilha do Bananal.

Durante o período, serão promovidas atividades de educação sanitária para os produtores rurais, ribeirinhos e povos indígenas, além de vigilância ativa em rebanhos bovinos. O objetivo é garantir a sanidade dos animais nos retiros, atendendo ao protocolo pós-suspensão da vacinação contra febre aftosa e preservando o status internacional de área livre da doença sem vacinação.

Sobre a prevenção da Influenza Aviária, as equipes vão monitorar áreas de projetos agrícolas em Formoso do Araguaia e pontos de pouso de aves migratórias cadastrados na Ilha do Bananal. “Visitaremos comunidades ribeirinhas e povos indígenas, onde faremos inspeções em áreas de concentração de aves silvestres migratórias, para intensificar a vigilância epidemiológica e prevenir possíveis focos da doença,” destacou o gerente de sanidade animal da Adapec, Sérgio Liocádio.

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Palestra

Como parte da programação, a Adapec promoverá na quarta-feira, 27, às 9h, na Aldeia Canuanã, uma palestra com o tema: Doenças em Aves. A atividade é aberta ao público e integra as estratégias de prevenção da Influenza Aviária.

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TOCANTINS

Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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