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SEGURAÇA PÚBLICA

SSP/TO realiza reunião do Conselho Gestor do Fundo de Modernização da Polícia Civil

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A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) realizou nesta quinta-feira, 10, a reunião do Conselho Gestor do Fundo de Modernização da Polícia Civil (Fumpol). A reunião realizada na sede da Secretaria da Segurança Pública e presidida pelo titular da pasta, Bruno Azevedo, teve o objetivo de deliberar a destinação de recursos do Fundo para a melhoria dos trabalhos da Polícia Civil do Estado.

Na ocasião, foram apresentados e aprovados projetos para aquisição de equipamentos e materiais destinados à Escola Superior de Polícia (Espol), Delegacia-Geral da Polícia Civil e Superintendência de Polícia Científica, além da análise de ofício enviado pela Superintendência de Administração e Finanças para deliberação do Conselho.

O secretário Bruno Azevedo destacou a importância dos avanços proporcionados pelo Fumpol para a Polícia Civil do Tocantins. “Estamos empenhados em estruturar ainda mais a Polícia Civil e direcionar os recursos do Fumpol para fortalecer as operações e os serviços prestados pela Polícia Civil do Tocantins. O fundo tem permitido importantes melhorias na qualidade do trabalho que realizamos”, afirma.

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Fumpol

O Fumpol tem como finalidade promover, em caráter complementar, recursos financeiros destinados à modernização, ao reaparelhamento, à manutenção, à qualidade e execução de serviços da Polícia Civil, incluindo a aquisição de bens de consumo, destinação de valores para investimentos na obtenção de armamento, coletes, bem como outros insumos e equipamentos destinados a equipar e modernizar a Polícia Civil e a Polícia Científica.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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