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Tocantins é o único estado brasileiro a alcançar a meta vacinal da BCG por 24 anos consecutivos

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O Governo do Tocantins celebra a cobertura vacinal, com o imunizante Bacilo Calmette-Guérin (BCG). Dados do Anuário VacinaBR 2025, produzido pelo Instituto Questão de Ciência (IQC), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Estado é o único do país a alcançar a meta preconizada, de 2000 a 2024. A publicação tem como base os dados do Ministério da Saúde (MS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) é a cobertura de 90% da população-alvo e a cobertura de BCG no Tocantins durante 24 anos esteve acima de 100% majoritariamente. A dose única da vacina BCG protege o organismo humano contra as formas mais graves da tuberculose. Conforme o calendário de vacinação da criança, a vacina deve ser administrada ao nascer ou até cinco anos de idade, pessoas que ainda não receberam nenhuma dose podem ser imunizadas em qualquer idade.

Embora ainda não esteja no Anuário, em 2024, o Tocantins distribuiu mais de 72 mil doses do imunizante e registrou uma cobertura vacinal de 107,94%. “Nós obtivemos essa vitória na imunização BCG, com os esforços de todos os trabalhadores de saúde envolvidos. A BCG é a primeira vacina do calendário e é aplicada logo após o nascimento do bebê. É também em dose única, por isso não enfrenta o abandono do esquema vacinal, então é uma imunização que nos empenhamos muito para que seja alcançada para toda a população, e estamos felizes por termos esse resultado”, afirmou a diretora das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), Gisele Luz.

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Conforme o Anuário VacinaBR 2025, a cobertura vacinal para dose única de BCG no Tocantins, entre 2000 a 2023 se deu da seguinte forma: 2000 – 119,1%; 2001 – 120,7%; 2002 – 117,4%; 2003 – 109,1%; 2004 – 109,3%; 2005 – 110,9%; 2006 – 111,6%; 2007 – 109,1%; 2008 – 103,4%; 2009 – 102,5%; 2010 – 101,3%; 2011 – 100,5%; 2012 – 99,6%; 2013 – 91,3%; 2014 – 98,0%; 2015 – 102,3%; 2016 – 103,1%; 2017 – 105,8%; 2018 – 97,0%; 2019 – 114,6%; 2020 – 96,5%; 2021 – 93,2%; 2022 – 124,6%; 2023 – 91,1%.

“O Tocantins, ao conseguir manter essa cobertura vacinal da BCG adequada durante 24 anos, mostra que é possível a gente garantir essa proteção à infância. É uma vitória da gestão pública, dos profissionais de saúde e, sobretudo, também das famílias tocantinenses, que mostram que acreditam na potência e na eficácia das vacinas. É um grande exemplo a ser seguido. Isso tudo contribui diretamente para o controle da tuberculose no nosso estado”, afirmou a gerente de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da SES/TO, Diandra Sena.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, “os dados reforçam o compromisso que o Governo do Tocantins tem com a imunização e gera  impactos positivos em toda a rede de saúde, porque com isso a gente consegue ter uma menor sobrecarga nos serviços hospitalares, redução de sequelas e incapacidades para a população e consequentemente mais economia dos nossos recursos públicos para as doenças evitáveis”.

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A administradora Luciana Gomes colaborou para a estatística do Tocantins. “Tenho dois filhos, de quatro e de um ano e todos devidamente vacinados com a BCG e as demais que são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde. Sei que isso os mantém saudáveis e livres de várias doenças. Tudo que uma mãe quer na vida é filho sem precisar ir a hospital”, afirmou.

“Com quatro dias de nascido, levamos nosso bebê para tomar a vacina BCG porque é importante se imunizar. É essencial deixar atualizada a carteira de vacinação do bebê, pois isso além de muito importante, nos deixa mais tranquilos com essa proteção”, disse Taysa Moura, esposa de Lucas Oliveira, que vacinou o bebê Murilo Moura, no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR).

Destaque em 2023

Segundo o Anuário VacinaBR 2025, o Tocantins também se destacou em 2023 com valores de cobertura acima da média nacional para as doses da pneumocócica 10-valente, vacina que previne cerca de 70% das doenças graves causadas por dez sorotipos de pneumococos em crianças.  Ao lado de Rondônia, o Estado atingiu a meta de 95% para a 1ª dose da vacina, sendo que somente o Tocantins continuou dentro da meta na 2ª dose, com 93,6 % e com 91,2%, na 3ª dose.

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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